ARTIGOS  
PLANTAS ALIMENTÍCIAS NÃO CONVENCIONAIS NO RECÔNCAVO DA BAHIA:  
BIODIVERSIDADE E PERCEPÇÕES DOS MORADORES  
UNCONVENTIONAL FOOD PLANTS IN THE RECÔNCAVO OF BAHIA:  
BIODIVERSITY AND RESIDENTS PERCEPTIONS  
Lígia Santiago da Paz da Silva1  
Renan Luiz Albuquerque Vieira2  
Adriele Nonato Oliveira3  
Rodrigo José Araújo de Jesus4  
Weliton Antônio Bastos de Almeida5  
Ana Karina da Silva Cavalcante6  
1 Nutricionista pelo Centro Universitário Maria Milza (UNIMAM), pós-graduada em Nutrição Clínica e Esportiva pela  
Faculdade Venda Nova do Imigrante (FAVENI), mestranda em Recursos Genéticos Vegetais pela Universidade Federal  
do Recôncavo Baiano (UFRB). E-mail: ligia-2106@hotmail.com  
2 Possui graduação em Bacharelado em Biologia pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB - 2015), gra-  
duação em Licenciatura Plena em Ciências Biológicas pelo Instituto Superior de Educação Elvira Dayrell (ISEED - 2019),  
especialização em Docência do Ensino Superior pela Faculdade Martins (FAMART - 2019), especialização em Análises  
Clínicas pelo Centro Universitário FAVENI (FAVENI - 2021), especialização em Saúde Pública e Meio Ambiente pelo  
Centro Universitário Maria Milza (UNIMAM - 2022), mestrado em Ciência Animal pela Universidade Estadual de Santa  
Cruz (UESC - 2018), doutorado em Ciência Animal nos Trópicos pela Universidade Federal da Bahia (UFBA - 2021).  
Coordenador do Grupo de Estudos em Reprodução Assistida (GERA) na UFRB e UNIMAM. Atua como Coordenador  
do Programa de Iniciação Científica (PROINC/FAPESB) do UNIMAM. E-mail: renan.albuquerque@hotmail.com  
3 Graduada em Biologia (Bacharelado) pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Possui Mestrado em Recur-  
sos Genéticos Vegetais pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Professora da rede privada de ensi-  
4 Biólogo pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Mestre em Recursos Genéticos Vegetais - UFRB/EMBRAPA.  
Doutorando no Programa de Pós-graduação em Botânica da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). E-mail: rodrigo.  
5 Possui graduação em Agronomia e mestrado em Ciências Agrárias pela Universidade Federal da Bahia, Doutor em Fi-  
totecnia pela Universidade de São Paulo. Atualmente é Reitor de Honra do Centro Universitário Maria Milza (UNIMAM)  
e Professor Adjunto Aposentado da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. E-mail: weliton@unimam.com.br  
6 Possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), especialização em Marketing  
e Agronegócio, mestrado e doutorado em Reprodução Animal pela Universidade de São Paulo (USP). Atua na Faculdade  
de Ciências Agrárias e da Saúde da UNIME, como professora e veterinária sênior do Hospital Veterinário. E-mail: kari-  
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Albuquerque: revista de Estudos Culturais, vol. 17, n. 34, jul. - dez. de 2025 I e-issn: 2526-7280  
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Recebido em: 23 de março de 2025.  
Revisão final: 16 de janeiro de 2026.  
Aprovado em: 16 de janeiro de 2026.  
RESUMO: Apesar da megadiversidade, a maioria das espécies nativas brasileiras é pouco  
consumida, em detrimento da considerável homogeneização da alimentação. Neste estudo,  
buscou-se realizar o levantamento de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) em  
uma comunidade do Recôncavo da Bahia e averiguar as percepções dos sobre as PANCs,  
observando fatores como formas de utilização, uso culinário, formas de obtenção e partes  
consumidas. Os dados foram coletados por meio de expedições de campo para levantar a  
biodiversidade das plantas e entrevistar os moradores da Comunidade de Gravatá, por meio  
de um formulário semiestruturado com questões objetivas e discursivas. Foram encontradas  
por 34 espécies, distribuídas em 27 gêneros e 19 famílias, sendo as famílias Lamiaceae (4  
spp.), Anacardiaceae (4 spp.) e Cucurbitaceae (4 spp.) as mais representativas. Notou-se que,  
apenas 15% das pessoas entrevistadas conhecem do termo PANCs e as utilizam na culinária  
cotidiana. O que demonstra que ações de divulgação científica e Educação Ambiental são  
essenciais para expandir a compreensão sobre as PANCs e seus benefícios, bem como a  
necessidade do conhecimento da flora local, e assim, facilitar o acesso dessas informações  
para toda sociedade, sobretudo favorecendo a Agricultura Familiar na comunidade estudada.  
PALAVRAS-CHAVE: agricultura familiar, biodiversidade, PANCs, segurança alimentar.  
ABSTRACT: Despite Brazil’s megadiversity, most native species are rarely consumed,  
reflecting a considerable homogenization of diets. This study aims to conduct a survey of  
Unconventional Food Plants (PANCs) in a community of the Recôncavo of Bahia and to  
investigate local perceptions regarding these plants, focusing on aspects such as modes of  
use, culinary applications, means of acquisition, and parts consumed. Data were collected  
throughfieldexpeditionstodocumentplantbiodiversityandthroughinterviewswithresidents  
of the Gravatá Community, using a semi-structured questionnaire composed of both objective  
and open-ended questions. A total of 34 species were recorded, distributed across 27 genera  
and 19 families, with Lamiaceae (4 spp.), Anacardiaceae (4 spp.), and Cucurbitaceae (4 spp.)  
being the most representative families. It was noted that only 15% of the people interviewed  
are familiar with the term PANCs (Unconventional Food Plants) and use them in their daily  
cooking. This demonstrates that scientific dissemination and environmental education  
initiatives are essential to expand understanding of PANCs and their benefits, as well as the  
need for knowledge of the local flora, thus facilitating access to this information for the entire  
society, especially those involved in family farming within the community studied.  
KEYWORDS: biodiversity, family farming, food security, PANCs.  
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INTRODUÇÃO  
Asplantasfazempartedahistóriadahumanidade,sobretudonaalimentação.Aspráticas  
e predileções culturais possibilitaram o conhecimento sobre as plantas O conhecimento  
(LEAL; ALVES; HANAZAKI, 2018). Algumas espécies vegetais são mais comumente utilizadas  
e em uma escala regional mais abrangente, especialmente aquelas utilizadas na alimentação  
com variadas formas de aplicação (LEAL; ALVES; HANAZAKI, 2018).  
A biodiversidade brasileira apresenta aproximadamente 50 mil espécies vegetais, sendo  
considerada uma das maiores do mundo (GIULIETTI, 2005; IBGE, 2021). Desse maciço vegetal,  
aproximadamente 10 mil espécies são consideradas Plantas Alimentícias não Convencionais  
(PANCs) (FILHO, 2016; REFLORA, 2020). A pouca valoração dessas espécies é percebida pelo  
seu consumo ocasional e em escala regional, influenciada pela cultura local (TULER et al.,  
2019).  
Apesar da alta diversidade, a maioria das espécies nativas do Brasil é pouco consumida,  
em detrimento do alto consumo de outras culturas como café, arroz, feijão e outros poucos  
itens, o que demonstra a considerável homogeneização da alimentação, assunto que tem  
levantado recorrentes discussões em decorrência de processos que visam ao lucro como  
foco principal (SOUZA et al., 2013; RODRIGUES et al., 2021). É notável que existe urgência em  
relacionar o conhecimento científico e popular, em busca de maior assimilação entre economia  
e biodiversidade, considerando a conservação dos biomas brasileiros de forma sustentável,  
sobretudo na alimentação (BRACK, 2011).  
Uma alimentação diversificada promove benéficos à saúde, sobretudo com alimentos  
nos quais se estuda a sua caracterização e forma de consumo mais adequadas (KINUPP &  
LORENZI, 2014; SOUZA et al., 2019). A valorização de fontes alimentares com variedade de  
vegetais contribui para a diversidade alimentar e nutricional (POLESI et al., 2017). Entretanto,  
observa-se que a alimentação humana tem seguido cada vez mais um padrão homogeneizado,  
baseado em poucos alimentos, em detrimento do processo de globalização, que visa o lucro  
como foco principal, resultando no desuso, bem como na falta de produção e de comércio das  
mesmas (ALMEIDA et al., 2012; SOUZA et al., 2013; KINUPP; LORENZI, 2014; POLESI et al., 2017).  
No Nordeste do Brasil observa-se uma considerável biodiversidade de PANCs, que pode  
ser influenciada pela diversidade climática e pelos diferentes biomas (LINO et al. 2022; Aurino,  
2023). No entanto, muitas espécies nativas, ainda que apresentem considerável potencial de  
aproveitamento, são subutilizadas e deixam de contribuir significativamente para a segurança  
alimentar, a saúde, geração de renda e os serviços ambientais (PASCHOAL et al, 2016; PADILHA  
et al., 2017).  
Nos últimos anos tem aumentado o número de estudos sobre PANCs, devido ao seu  
potencial nutritivo, que pode diversificar a alimentação humana e, consequentemente,  
abranger o conhecimento a outras áreas como, a medicina, a economia, a sustentabilidade  
e o uso consciente dos recursos genéticos vegetais na biodiversidade (LIBERALESSO, 2019).  
As Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) podem ser consideradas como  
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plantas utilizadas com baixa frequência na alimentação humana (KINUPP & LORENZI, 2014),  
algumas podem ser inteiramente consumidas, em outras são consumidas as partes como  
ramos, tubérculos, caules, folhas, frutos, botões florais, flores, sementes e pólen (FLECK  
et al., 2015). Apresentam rápido crescimento e não carecem de cuidados especiais, sendo  
considerada por muitos invasora, o que promove desvalorização cultural (KINUPP, et al., 2007).  
Entretanto, as PANCs são consideradas fontes alternativas de nutrientes, principalmente  
vitaminas e sais minerais (SILVA; ANDRADE, 2022).  
O cultivo das PANCs no Brasil é realizado, predominantemente, por populações rurais,  
ligadas à agricultura familiar, contudo, a escassez de estudos mais detalhados sobre PANCS e  
a pouca disseminação de conhecimento científico sobre seu uso e manejo limita a exploração  
de seus benefícios e seu aproveitamento como boas fontes alimentares, além de ser uma alter-  
nativa para reduzir a insegurança alimentar e nutricional (BRASIL, 2010). Dessa forma, mesmo  
havendo disponibilidade dos alimentos, torna-se necessária a disseminação de informações  
importantes sobre seu consumo, propagação e manejo (ALIAGA et al., 2020).  
O reconhecimento das PANCs na alimentação pode apresentar grande relevância eco-  
nômica, pois estimula a economia local, com produção e o consumo, e valoriza os aspectos  
regionais, tanto em cultura, quanto em riqueza destes recursos genéticos vegetais (FILHO,  
2015).  
Souza et al. (2019) destacaram em seu estudo potencialidades para a agrobiodiversidade  
ao notar algumas OANCs utilizadas pelos moradores, taiscomo a hortelã-grossa (Plectranthus  
amboinicus (Lour.) Spreng.), a hortelã-miúda (Mentha piperita L.), o coentro-da-índia (Eryngium  
foetidum L.), a língua-de-vaca (Talinum paniculatum (Jacq.) Gaertn.), a alfavaca-fina (Ocimum  
basilicum L), e outros vegetais na fabricação de temperos e molhos da culinária local.  
Surge, então, a necessidade de catalogar as Plantas Alimentícias Não Convencionais  
ocorrentes em um povoado do Recôncavo da Bahia, no intuito de responder às seguintes per-  
guntas: Quais PANCs podem ser encontradas e utilizadas no Recôncavo da Bahia? As PANCS  
podem contribuir para a Segurança a Alimentar e Nutricional? De quais formas as PANCs são  
consumidas?  
METODOLOGIA  
ÁREA DE ESTUDO  
O estudo foi realizado no povoado Gravatá de Cima (com latitude 12º 37’49.30”S e longi-  
tude 39º01’39.75”W), uma comunidade rural localizada na divisa entre os municípios de Muritiba  
e Governador Mangabeira, no Recôncavo da Bahia (Figura 1). A maioria dos moradores da co-  
munidade vivem das atividades agrícolas, é possível observar com frequência a predominân-  
cia de culturas como os citros, feijão, inhame, mandioca e aipim. Entre os meses de março a  
junho, período de ocorrência das festas juninas, uma forte tradição no Recôncavo da Bahia, é  
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possível observar a safra de culturas como o milho e o amendoim.  
Figura 1: Mapa de localização do povoado Gravatá de Cima, no Recôncavo da Bahia. O destaque  
em amarelo no mapa indica o centro da Comunidade.  
COLETA DE DADOS  
Após aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CAAE: 55522522.5.0000.5025), foi  
realizado levantamento das PANCs na área de estudo por meio de 3 expedições de campo, nos  
meses de fevereiro a maio de 2022. A coleta do material botânico ocorreu mediante autorização  
dos proprietários das áreas rurais, que contribuíram levando os pesquisadores até os locais  
com cultivo de PANCs. Todo o material coletado foi fotografado.  
As espécies coletadas foram identificadas por meio de consultas à literatura  
especializada, a saber: Maldaner et al. (2021), Sartori et al. (2020), Ranieri et al. (2017) e Kinupp  
e Lorenzi (2014), além de consultas às plataformas virtuais Flora do Brasil (2020) (https://  
floradobrasil.jbrj.gov.br) e SpeciesLink (https://specieslink.net/search/).  
Foram realizadas entrevistas aos moradores da Comunidade de Gravatá, por meio  
de um formulário semiestruturado composto por 10 questões objetivas e discursivas, um  
roteiro pré-estabelecido, comabordagem quali-quantitativa, para coletar as informações dos  
entrevistados de maneira dialógica, respeitosa e valorizando o seu modo de pensar e de agir  
(ALVES; SILVA, 1992).  
Foram incluídas pessoas com faixa etária entre 18 e 80 anos, habitantes do povoado e  
que concordaram em assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, de acordo com a  
Resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde (BRASIL, 2011).  
Foi utilizado o software Microsoft Excel 2016, para digitalização dos dados, tabulação  
dos dados quantitativos e elaboração dos gráficos. A análise se deu por procedimentos de  
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estatística descritiva. Para inferência dos dados qualitativos foi realizada a análise de Discurso  
do Sujeito Coletivo – DSC, conforme descrito por Lefèvre e Lefèvre (2000).  
RESULTADOS E DISCUSSÃO  
As PANCs no povoado de Gravatá de Cima estão representadas por 34 espécies,  
distribuídas em 27 gêneros e 19 famílias (Tabela 1). Das espécies encontradas, algumas já eram  
consumidas pelos moradores, enquanto outras foram reconhecidas pelos pesquisadores,  
durante o levantamento, com potencial de consumo, podendo ser introduzida na alimentação.  
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Tabela 1 – Distribuição das espécies  
Família  
Gênero  
Celosia  
Espécie  
Nome popular  
Amaranthaceae  
argentea L.  
Celósia, espinafre-africa-  
no, amaranto  
Dysphania  
Schinus  
ambrosioides (L.) Mosyakin & Clemants  
terebinthifolia Raddi  
dulcis Parkinson  
Mastruz  
Aroeira-vermelha  
Cajarana, cajá-manga  
Seriguela  
Anacardiaceae  
Spondias  
purpurea L  
tuberosa Arruda  
Umbu  
Apiaceae  
Eryngium  
foetdum L  
Coentro do Mato, coentro  
da Índia, coentro do reino  
Araceae  
Asteraceae  
Cactaceae  
Colocasia  
Cosmos  
esculenta (L.) Schot  
sulphureus Cav.  
Inhame  
Cosmos amarelo  
Palma  
Nopalea  
Pereskia  
Ipomoea  
cochenillifera (L.) Salm-Dyck  
aculeata Mill.  
Ora-pró-nóbis  
Batata doce  
.
Convolvulaceae  
batatas (L ) Lam.  
quamoclit L  
Esqueleꢀnho de Jardim,  
Espinha de peixe  
Costaceae  
Costus  
spicatus (Jacq.) Sw.  
Cana-de-macaco ou cana  
do brejo  
Cucurbitaceae  
Cucurbita  
Melothria  
pepo L.  
Flor da abóbora  
pendula L.  
Pepino do mato, pepino  
silvestre  
Momordica  
charanta L.  
Melão-de-são-caetano,  
Goya  
Fabaceae  
Cajanus  
cajan (L.) Huth  
Feijão Guandu  
Manjericão  
Quioiô  
Lamiaceae  
Ocimum  
Ocimum  
Plectranthus  
Rosmarinus  
Persea  
basilicum L.  
.
gratssimum L  
amboinicus (Lour.) Spreng.  
Hortelã grosso  
Alecrim  
.
officinalis L  
.
Lauraceae  
Malvaceae  
americana Mill  
rosa-sinensis L  
syriacus L  
Abacate  
Hibiscus  
Hibisco  
Hibiscus  
Hibisco  
.
Myrtaceae  
Moraceae  
Eugenia  
uniflora L  
Pitanga  
Psidium  
caꢀleyanum Sabine  
altlis  
Araçá-amarelo, goiaba boi  
Fruta-pão, jaca de pobre  
Jaca  
Artocarpus  
heterophyllus Lam  
.
Musaceae  
Musa  
paradisiaca L  
Coração da Bananeira,  
moringa  
Portulacaceae  
Solanaceae  
Portulaca  
Capsicum  
oleracea L.  
Beldroega  
baccatum L.  
Pimenta dedo de moça  
Pimenta Saco de velho  
chinense Jacq.  
Turneraceae  
Turnera  
subulata Sm.  
Chanana  
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A maior parte das espécies levantadas neste estudo também foram citadas em outros  
trabalhos de caráter semelhante, a saber: Péla (2014), Brasil (2015), Kelen et al. (2015), Népa  
(2015), Castro et al. (2016), Maragon et al. (2016), Nepomoceno et al. (2018), entre outros autores.  
Vale ressaltar que muitas das espécies ainda não possuem estudos mais aprofundados  
sobre suas propriedades, dificultando o conhecimento de seus nutrientes, suas propriedades  
antinutricionais, a forma de utilização, a identidade cultural do local, dos moradores e até  
mesmo de civilizações passadas, pois as PANCs contribuíram para a sobrevivência dos mesmos  
(ARENAS; SCARPA, 2007; GOTOR et al., 2013; RANFA et al., 2014).  
Conhecer as plantas do bioma é fundamental para o uso consciente e a valorização  
dessa diversidade, uma vez que, sem o devido conhecimento, é impossível valorizar. Além disso,  
incentivar o cultivo de plantas já adaptadas ao bioma pode facilitar o manejo, aumentando  
a viabilidade das espécies sem a necessidade de compostos químicos, como pesticidas, e  
reduzindo o consumo de água, o que também beneficia a economia local.  
É importante ressaltar que informações como períodos de safra, formas de cultivo,  
valor nutricional, quantidade recomendada para uso e outras informações inerentes ao cultivo  
e benefícios das PANCs são fundamentais para promover sua valoração. Ademais, o baixo  
impacto ambiental de seu cultivo, aliado ao alto valor no enriquecimento de uma dieta com  
esses produtos, podem promover simultaneamente à saúde humana e ambiental.  
É possível observar que a considerável maioria das espécies de PANCS listadas são  
perenes e carecem de poucos cuidados para seu cultivo e manutenção. Todavia, a floração  
e frutificação de boa parte destas espécies ocorrem, o que configura o momento de safra  
destes vegetais, levando em consideração a parte da planta a ser (KINUPP et al., 2007; KELEN,  
2015; VIEIRA et al., 2016).  
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Figura 3: Plantas Alimentícias Não Convencionais ocorrentes na Comunidade de Gravatá, no Recôncavo da  
Bahia.  
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Figura 4: Plantas Alimentícias Não Convencionais ocorrentes na Comunidade de Gravatá, no Recôncavo da  
Bahia.  
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Figura 5: Plantas Alimentícias Não Convencionais ocorrentes na Comunidade de Gravatá, no Recôncavo da  
Bahia.  
Foram entrevistados 60 moradores da comunidade em questão. 56% dos entrevistados  
encontram-se acima dos 51 anos. Já os 31,6% possuem idades entre 31 a 50 anos e os demais  
11,6%, possuem idade entre 18 e 30 anos (Figura 2). Foi possível observar que entrevistados  
idades mais avançadas, em sua maioria, apresentaram maior conhecimento sobre as PANCs,  
quando comparados com os demais. Esse conhecimento é transmitido ao longo das gerações  
por meio da oralidade e do saber popular, bem como observaram Borges & Peixoto (2009) em  
seu trabalho com plantas em uma comunidade do Rio de Janeiro.  
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Figura 2: Distribuição de frequência por faixa etária dos participantes da pesquisa em comunidade do Re-  
côncavo da Bahia  
Dos 60 entrevistados, 43 (67%) foram do sexo feminino e 17 (33%) do sexo masculino.  
Proporções semelhantes são encontradas no trabalho de Majolo, Lima e Santos (2021). Tal  
fator pode estar relacionado ao protagonismo feminino no contexto familiar, uma vez que é  
recorrente observar mulheres chefiando as famílias nas comunidades. Estas mulheres não  
somente detém o saber passado por gerações, mas são protagonistas na manutenção das  
tradições familiares ligadas à culinária e agricultura. Ademais, na sociedade, na sociedade  
atual, as mulheres ainda são as maiores responsáveis pelo preparo dos alimentos (SANTOS;  
ZANINI, 2008).  
Sobre o conhecimento dos moradores sobre o termo PANCs observou-se que,  
aproximadamente, 15% dos entrevistados afirmaram conhecer as o termo. Outros 85%  
afirmaram não conhecer. É comum observar em estudos que o termo PANCs ainda não é  
amplamente difundido, e por vezes é desconhecido pela maioria das pessoas (NUNES et  
al. 2021). É necessário ponderar que, mesmo não conhecendo as PANCs por este termo, as  
pessoas podem, ainda assim, consumir vegetais que se enquadram nestes parâmetros de  
classificação.  
É muito comum que algumas PANCs sejam consideradas ervas daninhas, outras, ainda,  
utilizadasparafinsmedicinaisouornamentais(LIBERATO2019).Acarênciadeumaclassificação  
robusta e disseminação do termo reforça a urgência de maiores ações de divulgação sobre o  
termo PANCs, bem como seu potencial uso, importância e propagação.  
Os entrevistados foram questionados quanto à comercialização das PANCs, afirmando  
que não comercializam as PANCs. Segundo Casemiro et al. (2021), isso pode ser justificado  
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pelo fato das PANCs não fazerem parte da cadeia produtiva da região. Dessa forma, por não  
estarem entre os produtos mais procurados e consumidos, não despertam o interesse dos  
consumidores em larga escala. Ações de valorização das PANCs e sua inserção na economia  
local, além de contribuir no âmbito monetário, atuam para a garantia da segurança alimentar  
e para a manutenção da saúde, proporcionando mais opções e nutrientes (SUN et al., 2013;  
RUDEBJER et al., 2014; PASCHOAL et al., 2016; BENÍTEZ et al., 2017).  
OsentrevistadosforamconvidadosadizerquaispartesdasPANCssãomaisconsumidas.  
Dentre as opções citadas, as partes mais consumidas foram folhas (28%), caule e flores (21%),  
seguido de frutos (21%) e sementes, (15%). Raízes não foram citadas.  
Quanto à forma de consumo das PANCs, os entrevistados preferem consumi-las nas  
formas crua e cozida (25% cada); refogada (20%); seca (15%), e desidratada, frita e raramente  
em conserva (5% cada). Dados observados no estudo de Tuler et al. (2019) evidenciam as formas  
de consumo de refogadas e in natura (26,1% cada); saladas (23,3%); temperos (8,7%); sucos e  
torrada e moída (5,8% cada); empanadas (2,9%); e molhos, doces e conservas (1,4%). Nota-se  
similaridade nas respostas obtidas nos diferentes trabalhos.  
Os entrevistados citaram algumas PANCs utilizadas enquanto medicinais também,  
o que é comum em alguns estudos (PEIXOTO et al., 2019). Algumas destas espécies quando  
consumida possuem ação fitoterápica, os entrevistados citaram PANCs como o capim santo  
(Cymbopogoncitratus(DC.)Stapf),comprincípiosativoscomoflavonoides,alcaloides,clorofila,  
terpenoides, carotenoides, taninos, pigmentos, óleos, esteróis e glicosinolatos, agindo como  
antioxidante, calmante e diurético (BRASIL, 2011; RAMOS et al., 2017; CAVALCANTI et al., 2020).  
Outras PANCs com potencial medicinal citadas pelos entrevistados foram a carqueja  
(Baccharis trimera (Less.) DC), com presença de óleos essenciais, ação anti-inflamatória,  
antianêmica, vermífuga e diurética, e a hortelã-grossa (Plectranthus amboinicus (Lour.)  
Spreng.), que possui ação analgésica, anti-inflamatória, antisséptica, expectorante e  
anestésica, além de ser utilizada na culinária (CAVALCANTI et al., 2020).  
Quando questionados quanto à forma de acesso às PANCS os moradores responderam  
que o cultivo (50%) principal forma, seguido de coleta (25%), ganho (17%) e compra (8%).  
Por serem vizinhos, é comum dividir as plantações cultivadas em sua propriedade. Em seu  
estudo, Tuler et al. (2019), observaram um percentual similar, no qual 50,8% acessadas por  
cultivo, enquanto 41,5% são espécies que ocorrem de forma espontânea. Outros 7,7% foram  
coletadas. Atividades como hortas comunitárias, quintais produtivos e cambio de plantações  
são potenciais ações que podem ser desenvolvidas de forma colaborativa entre a sociedade e  
o poder público, para promover a partilha de conhecimentos e técnicas e garantir alimentação  
segura para as gerações.  
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CONCLUSÃO  
As PANCs oferecem uma oportunidade valiosa para enfrentar diversos desafios dos  
sistemas alimentares sustentáveis. Contudo, é necessário que tal abordagem seja feita  
pautada nos parâmetros da nutrição, sobretudo, pois requer estudos da composição alimentar  
das plantas locais e a reorientação da formação profissional, visando integrar o conhecimento  
local e ambiental à formação da força de trabalho em nutrição.  
Dentre as 19 famílias encontradas, Anacardiaceae, Lamiaceae e Curcubitaceae foram  
as mais representativas, com 11 espécies cada (31,35% das espécies em estudo). A maioria  
das espécies ocorrentes nascem de forma espontânea, sem muitos requisitos para o manejo  
e consumo, o que pode contribuir para a Segurança Alimentar e Nutricional dos moradores. As  
partes mais consumidas das PANCS pelos entrevistados são folhas, caule, flores e frutos. E a  
forma de consumo mais comum é crua, cozida, refogada e seca.  
A interpretação errônea dos moradores, que gera desvalorização das PANCs por serem  
consideradas como ervas daninhas, pautadas pelo imperialismo ecológico, chama atenção  
para a necessidade de ações de divulgação científica das PANCs e seus benefícios. Oferecer  
essas informações de forma segura e correta pode contribuir significativamente para a  
alimentação e a agrobiodiversidade nesta localidade.  
Notou-se que, apenas 15% das pessoas entrevistadas conhecem do termo PANCs e  
as utilizam na culinária cotidiana, em formas que podem variar desde in natura, cozida, frita,  
refogada ou desidratada. A maior parte dos entrevistados desconhece o termo PANCs, o que  
demonstra que ações de divulgação científica e Educação Ambiental são essenciais para  
facilitar o acesso dessas informações para toda a sociedade, sobretudo aos da Agricultura  
Familiar, junto à comunidade estudada. Outros estudos sobre as PANCs podem contribuir  
em variados aspectos, tanto estudos taxonômicos, que possibilitem conhecer a flora local,  
quanto estudos de cunho bromatológico, agronômico, de compostos bioativos, para gerar  
informações mais contundentes para preencher lacunas ainda existentes quanto ao seu  
benefício, propagação, melhoramento e potenciais usos.  
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