DOSSIÊ  
O HUMOR NA GUERRA COLONIAL: O JORNAL OS  
PROGRESSISTAS, DIRIGIDO POR SALGUEIRO MAIA NA  
GUINÉ  
THE HUMOR IN THE COLONIAL WAR: THE NEWSPAPER  
OS PROGRESSISTAS, DIRECTED BY SALGUEIRO MAIA IN  
GUINEA  
1
João Pedro Rosa Ferreira  
Recebido em: 08 de maio de 2025.  
Revisão final: 28 de junho de 2025.  
Aprovado em: 16 de janeiro de 2026.  
1 Bacharel em História pela Universidade de Lisboa. Mestre em História Política e Cultural pela  
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) e doutor em História e Teoria das Ideias pela Fa-  
culdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH). E-mail: jprosaferreira@gmail.com  
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Albuquerque: revista de Estudos Culturais, vol. 17, n. 34, jul. - dez. de 2025 I e-issn: 2526-7280  
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RESUMO: Este artigo tem por objeto o papel desempenhado por Fernando José Salgueiro Maia (1944-  
1992) enquanto diretor do periódico Os Progressistas, jornal da unidade militar que comandou na então  
Guiné Portuguesa (atual Guiné-Bissau) durante a guerra colonial. A fonte do artigo é o referido jornal,  
conservado na Biblioteca do Exército em Lisboa, e que até à data não fora objeto de pesquisa académica.  
O recorte temporal é o período da publicação do jornal, 1971-1973. O escopo da discussão é o lugar do  
humor em Os Progressistas, visando a hierarquia militar e o regime ditatorial em vigor em Portugal.  
A leitura desta publicação de uma unidade militar durante a guerra colonial permite acompanhar a  
evolução do pensamento do capitão Salgueiro Maia, ajudando a entender e contextualizar a ação que  
protagonizou a 25 de Abril de 1974, com o seu papel decisivo na Revolução dos Cravos.  
PALAVRAS-CHAVE: guerra colonial, jornais militares, humor, Os Progressistas, Salgueiro Maia,  
Revolução dos Cravos em Portugal  
ABSTRACT: This article focuses on the role played by Fernando José Salgueiro Maia (1944-1992) as  
editor of the newspaper Os Progressistas, a newspaper of the military unit he commanded in what was  
then Portuguese Guinea (now Guinea-Bissau) during the Portuguese colonial war in Africa. The source  
of the article is the aforementioned newspaper, kept in the Army Library in Lisbon, and which had not  
been the subject of academic research to date. The time frame is the period in which the newspaper was  
published, 1971-1973. The scope of the discussion is the place of humor in Os Progressistas, targeting  
the military hierarchy and the Portuguese dictatorship then in force. This newspaper published by a  
military unit during the colonial war gives testimony of the evolution of Captain Salgueiro Maia’s thought,  
helping to understand and contextualize the action he led on April 25, 1974, with his decisive role in the  
Carnation Revolution.  
KEYWORDS: Colonial war, military newspapers, humor, Os Progressistas, Salgueiro Maia, Carnation  
Revolution in Portugal  
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Introdução  
Para os que o viram em ação naquela quinta-feira de há 51 anos e para todos os outros que só  
o conhecem das fotos, dos documentários televisivos, dos filmes, das estátuas ou dos livros  
(banda desenhada incluída), Fernando José Salgueiro Maia (1944-1992) foi o primeiro rosto do  
25 de Abril. Mais do que isso: Salgueiro Maia é o eterno rosto da pureza dos ideais de liberdade  
da Revolução dos Cravos. Mas frases épicas como “Às vezes é preciso desobedecer” ou “Vamos  
acabar com o estado a que isto chegou” não surgiram por geração espontânea. A origem do  
pensamento por detrás da acção que viu nascer o “dia inicial inteiro e limpo” (ANDRESEN, 2015)  
encontramo-la na sua experiência concreta da guerra colonial em Moçambique (1967-1969) e  
na Guiné (1971-1973), plasmada nos editoriais, artigos ou notas de reflexão para o jornal que  
fundou e dirigiu em Bula. Não foi por acaso que escolheu para o jornal da sua unidade (como  
escolhera antes para a sua Companhia de Cavalaria 3420) um nome diferente do de todos os  
congéneres. Os Progressistas é um cabeçalho que vale por uma declaração de princípios e por  
todo um programa de intervenção cívica.  
“Jornal do mato”  
Os Progressistas, publicado num total de 41 números, entre 21 de Julho de 1972 e 24 de  
Março de 1973, teve como subtítulo desde o nº 1 até ao nº 13, de 24 de Janeiro de 1972, “Órgão de  
divulgação e cultura da Comp. Cav. 3420”. A partir do nº 14, de 9 de Fevereiro de 1972, até ao nº  
41, mudou o subtítulo para “Quinzenário de divulgação, cultura e recreio”.  
Como a generalidade dos jornais das unidades militares, também chamados “jornais de  
caserna” ou “jornais do mato”, era dactilografado em stencil e policopiado. Tinha o formato de  
uma folha A4 e cada edição era composta por 8 páginas, com excepção do nº 24, de 9 de Julho  
de 1972, número especial de aniversário, que teve 12 páginas. Até ao número 13 tinha apenas  
página de rosto. A partir do nº 14 passou a ter capa separada do miolo. Mais tarde passou a ter  
também contracapa ilustrada.  
Os jornais das unidades, dirigidos pelos comandantes, produzidos pelos militares  
e circulando entre militares, tinham a particularidade de – ao contrário de toda a imprensa  
periódica legal da época – não estarem submetidos à censura. Isso criou, além do espírito  
de corpo, um espaço público com um nível de liberdade que é fundamental assinalar. José  
Manuel Tengarrinha sublinhou as suas características inovadoras e considerou-os “fontes de  
muito valor para o estudo da guerra colonial na perspectiva inabitual dos múltiplos aspectos  
da comunicação escrita periódica a partir das forças armadas portuguesas” (TENGARRINHA  
2003, p. 17).  
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O director e a sua equipa  
Além de director, Salgueiro Maia participou como colaborador em muitos números  
do jornal, assinados com o próprio nome, “Salgueiro Maia, Capitão de Cavalaria” (no primeiro  
número assinou “Cap. J. Maia” – J. de José, o seu segundo nome próprio), mas também com  
o pseudónimo “O Progressista-mor”. Foi também autor de peças não assinadas ou assinadas  
“Um progressista”. A atribuição de autoria justifica-se pelo tema e estilo do artigo e também  
pelo facto de o seu nome aparecer duas vezes, como director e como colaborador, na ficha  
técnica dos números em que isso aconteceu.  
A equipa redactorial e de colaboradores de Os Progressistas incluiu 41 membros da  
companhia, ou seja, cerca de 27% dos efectivos. Destacaram-se, como editores, o alferes  
miliciano José Luís Mendonça, o 1º cabo Francisco Pouseiro, o furriel miliciano Eduardo Silva  
ou o soldado António Alvarenga. Entre os colaboradores, o mais assíduo foi, de longe, o soldado  
António J. Fernandes “Bigodes”, que após as primeiras colaborações passou a assinar apenas  
com a alcunha. Realce também para as colaborações do alferes capelão Antero Ferreira, do  
alferes Carlos Alberto Queiroz, dos sargentos António Beliz e Isidoro Carreteiro ou do soldado  
condutor Ilídio Nunes.  
Os Progressistas para quê?  
O editorial do nº 1 do jornal é o cartão de apresentação de Os Progressistas. Diz ao que  
vai, enunciando os seus objectivos, desde logo um muito prático: “Considerando que nem só  
de pão vive o homem, mas também do que a sua inteligência apreende através da leitura e dos  
conhecimentos adquiridos pela experiência… Considerando que nada há de mais prejudicial  
do que a tendência para a estagnação ou a perda do hábito de leitura…” Reafirma a qualidade  
comum de progressistas e diz o que pretende com o jornal: “… expressar as nossas alegrias,  
os nossos sentimentos, as nossas ideias… será a nossa fonte de inspiração” (Progressistas, 1,  
p. 1).  
Daí a importância concedida à empatia, patente na publicação de textos significativos  
para os soldados, assinalando na secção “Efemérides” as datas dos aniversários de todos os  
militares da companhia, abrindo as páginas a poemas e prosas da autoria dos membros da  
mesma, sem olhar a postos – oficiais, sargentos e praças –, bem como a textos que de algum  
modo celebravam datas com significado: o Natal, o Ano Novo, o aniversário da chegada à Guiné.  
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Reflexões ético-filosóficas  
Egoístas versus idealistas  
Os editoriais e artigos de Salgueiro Maia permitem acompanhar a evolução de um  
pensamento humanista, idealista, porventura próximo da corrente filosófica do personalismo  
cristão. Nessas reflexões ético-filosóficas nota-se um crescendo de crítica social que  
progressivamente vai tomando contornos políticos, embora não evidenciem a adopção de uma  
linha ideológica clara.  
Para este posicionamento crítico em relação à organização e funcionamento da  
sociedade, à hierarquia militar, à guerra e ao regime político vigente não foi certamente  
estranha a experiência acumulada na primeira comissão militar em Moçambique, em 1967-68,  
enquanto alferes integrado numa companhia de comandos que chegou a comandar (depois  
de tanto o comandante como o segundo comandante terem sido feridos em combate), nem  
o contacto directo com um meio universitário em efervescência, em plena crise académica  
de 1969, precisamente o ano em que começou a frequentar o curso de Antropologia no então  
ISCSPU (viria a licenciar-se em 1978).  
Um exemplo é o artigo “Divagando”, assinado Salgueiro Maia, Cap. Cav., publicado  
a 24 de Agosto de 1971, onde pode ler-se: “É uma constante da sociedade actual, a falta de  
idealismo. Presentemente, tem-se como incentivo viver o mais comodamente possível,  
arriscando o menos possível. Deste modo, tudo o que envolve um sacrifício que não seja bem  
pago a curto prazo não tem adeptos, assim se justifica a actual falta de médicos, padres e  
Oficiais do Exército. Em resumo, cada vez há mais egoístas, cada vez há menos idealistas…”  
(Progressistas, 3, p. 6).  
“O Cidadão”  
Publicado um ano depois, no nº 26, de 9 de Agosto de 1972, o editorial “O Cidadão” é um  
dos textos mais representativos do pensamento de Salgueiro Maia.  
Palavra bonita, que poucos interpretam no seu pleno significado…  
O cidadão é o indivíduo no gozo dos seus direitos cívicos e políticos.  
O cidadão, para além dos seus direitos, garantidos pela sociedade, tem também  
obrigações, que poucos exigem sejam cumpridas.  
O cidadão deve zelar pelos interesses da sociedade.  
Que cada um de nós seja um verdadeiro cidadão no cumprimento dos deveres e na  
vivência dos direitos (Progressistas, 26, p. 1).  
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As Forças Armadas  
Um artigo cuja segunda parte foi publicada poucos dias depois de Salgueiro Maia ter  
sido ferido em combate, a 19 de Outubro de 1971, no decurso da Operação Rumo Direito I, é  
revelador da forma como concebe o papel das Forças Armadas:  
“A horda nasce de um impulso biológico de afirmação ou de defesa e constitui-se ao  
sabor de sentimentos primários. As Forças armadas nascem da ideia de um serviço…  
Por isso as Forças Armadas entraram na guerra e logo a livram de ser o puro caos, a  
pura destruição sem lei. Levam para ela tudo quanto elas próprias são, ou seja, uma  
poderosa disciplina. Dão-lhe regras. Em resumo: Humanizam-na. … não podendo  
acabar com elas [as guerras], foram a pouco e pouco limitando a sua fúria destruidora,  
humanizando os seus processos” (Progressistas, 6, p. 7).  
“O soldado é um homem que aprende a fazer a guerra, que não tem medo de a travar,  
que, para o efeito, mobiliza todas as energias da sua inteligência e do seu físico: mas que,  
subjacente a tudo isso, tem o culto da paz, como, de resto, qualquer cidadão” (Progressistas,  
7, p. 5)  
“O Povo” segundo Eça  
“O Povo” é um panfleto que testemunha o empenhamento cívico de Eça de Queirós  
do período da sua aproximação ao socialismo. Salgueiro Maia publicou-o no nº 36 de Os  
Progressistas, a 9 de Janeiro de 1973. O capitão apreciava este texto e tinha-o como referência  
a ponto de o ter emoldurado, tal como se encontra actualmente em exposição no museu que  
lhe foi dedicado na sua terra natal, Castelo de Vide, a Casa da Cidadania:  
“… estes homens são o povo. Estes homens estão sob o peso do calor e do sol, transidos  
pelas chuvas, roídos de frio, descalços, mal nutridos; lavram a terra, revolvem-na,  
gastam a sua vida a sua força, para criar pão, o alimento de todos. Estes são o povo,  
e são os que nos alimentam… que nos vestem… que nos enriquecem… que nos  
defendem… É por isso que os que têm coração e alma, e amam a justiça, devem lutar  
e combater pelo Povo. E ainda que não sejam escutados têm na amizade dele uma  
consolação suprema” (Progressistas, 36, p. 2).  
Cultura: da história e geografia à questão ambiental e às mudanças climáticas  
A leitura de Os Progressistas permite acompanhar a evolução do pensamento de  
Salgueiro Maia, o amadurecimento da sua consciência cívica e política. É disso exemplo a  
publicação no jornal de artigos de filósofos e escritores famosos. O mais citado é, de longe,  
Sun Tzu, cuja Arte da Guerra é fonte abundante da secção “Pensamentos” ao longo de toda  
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a publicação. É também o caso de Ortega y Gasset, na edição de 9 de outubro de 1971: “De  
há um século a esta parte, padece a Europa de uma perniciosa propaganda de desprestígio  
da força (…) segundo a qual se tem conseguido impor à opinião pública europeia uma noção  
errada sobre o que é a força das armas. Apresentaram-na como coisa infra-humana, torpe  
resíduo da animalidade persistente no homem. Fez-se da força o contraposto [contraponto]  
do espírito ou, quando muito, uma manifestação espiritual de carácter inferior. […] Medite-se  
um pouco na quantidade de sentimentos, de virtudes elevadíssimas, de golpes de génio, de  
energia vital que é preciso acumular para pôr em pé um bom Exército. Como nos negaremos  
a ver nele uma das mais maravilhosas criações da espiritualidade humana? A força das armas  
não é força bruta, mas força espiritual” (Progressistas, 6, pp. 2-3, excerto traduzido da primeira  
parte de España Invertebrada, de Ortega y Gasset). É também o caso do brigadeiro capelão-  
mor das Forças Armadas, bispo de Madarsuma, António (significativamente sem “Dom”) dos  
Reis Rodrigues, autor do editorial transcrito no nº 7, de 24 de Outubro de 1971, p.1. Ou ainda  
Elbert Hubbard, de quem, após a explicação do sentido da expressão “levar a carta a Garcia”, é  
citado um extenso trecho de Uma Carta para Garcia no nº 4, de 8 de Setembro de 1971, pp. 1-3.  
Menos conhecidos é um autor como o pastor metodista e capelão do exército dos EUA  
Earl F. Stover2, de quem é transcrito, a 24 de Janeiro de 1972, um texto revelador do sentir  
das messes de oficiais provavelmente em exércitos de todo o mundo, publicado na revista  
norte-americana Army: “Se acaba de assumir o comando, é-lhe necessário algum tempo para  
conhecer a sua unidade. Se comanda a unidade já há algum tempo, é altura de se ir embora.  
[…] Se chegou rapidamente aos postos superiores, é muito novo para a sua patente. Se foi  
promovido na sua altura normal, não é um génio. Se resolve pessoalmente todos os assuntos,  
devia delegar mais autoridade. Se delega a sua autoridade, não está para se ralar. […] Se ouve  
a opinião dos seus oficiais e sargentos, deixa-se dominar pelos seus subordinados. Se discute  
as suas ideias, desencoraja-os dando-lhes um complexo de inferioridade. […] Se poupa os  
homens, acostuma-os mal… Se é duro com eles, é um sádico. […] Mas faço o que fizer nunca  
terá razão. É um milagre ainda estar na tropa. Devia ir-se embora enquanto ainda é tempo…”  
(Os Progressistas, 13, pp. 1-2).  
A realidade da guerra, os seus paradoxos e o modo como influencia a sociedade e os  
comportamentos individuais ajuda a explicar a opção editorial de Salgueiro Maia ao incluir, a  
9 de Janeiro de 1972, no primeiro número publicado após o seu regresso de licença, um texto  
da Antiguidade Clássica, “Proclamação de Lucius Emilius Paulus, cônsul romano, nomeado  
para conduzir a guerra contra os macedónios no ano 180 a. C.”, onde se afirma: “Eu não sou  
daqueles que os Chefes nunca devem ouvir conselhos […]. Por conseguinte, se algum de vós  
se julga qualificado para dar conselhos respeitantes à guerra que vou conduzir e que pode ter  
2 Além de pastor e capelão, Stover foi historiador da assistência religiosa no exército dos EUA, autor  
de From its European antecedants to 1791: the United States Army Chaplaincy e Up from Handymen:  
The United States Army Chaplaincy 1865-1920. vol. 3. Published by Office of the Chief of Chaplains,  
Department of the Army, Washington DC, 1977.  
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vantagem pública, não deve negar o seu tributo à Nação, mas sim vir comigo para a Macedónia  
[…]” (Os Progressistas, 12, p. 1).  
Abundam os “resumos históricos” e apontamentos geográficos e económicos sobre a  
Guiné (nº 6, 9 de Outubro de 1971, p. 6; nº 7, 24 de Outubro de 1971, pp. 3-4; nº 8, 9 de Novembro  
de 1971, pp. 2-3; nº 9, 24 de Novembro de 1971, pp. 4-5; nº 18, 9 de Abril de 1972, p. 1, adoptando  
a partir desta edição o título “A nossa Guiné” que retomará nos números seguintes); Angola (nº  
27, 24 de Agosto de 1972, p. 1); S. Tomé e Príncipe (nº 28, 9 de Setembro de 1972, pp. 1-2) ; mas  
também de um país vizinho apoiante da guerrilha independentista, caso do Senegal (nº 12, 9 de  
Janeiro de 1972, pp. 3-4).  
A história está também presente nos artigos dedicados a figuras como Camões - “IV  
Centenário da publicação de Os Lusíadas”, nº 24, 9 de Julho de 1972, pp. 2- 4, adaptação do  
soldado C.A.R. Nunes) ou Vasco da Gama e em apontamentos dispersos na secção “Efemérides”.  
Merecem particular destaque dois artigos que evidenciam um grau de consciência  
cívica e sensibilidade a temas e problemas sociais pouco frequentes, para não dizer raros, na  
época. Um é o texto da autoria de uma pioneira do feminismo em Portugal, a advogada Elina  
Guimarães (1904-1991), mulher de Adelino da Palma Carlos, que seria o primeiro-ministro do 1º  
Governo provisório do regime democrático que Salgueiro Maia ajudou a instaurar: “A Arte de  
ser infeliz” (Nº 11, 24/12/1971, p. 3). O outro, publicado no último número de Os Progressistas,  
é um assinalável alerta para a questão ambiental e as mudanças climáticas, com o título: “A  
poluição da atmosfera e o aumento de dióxido de carbono poderão comprometer seriamente o  
equilíbrio climático da Terra” (nº 41, 24 de Março de 1973, p. 5), assinado pelo soldado “Bigodes”  
(António J. Fernandes).  
Poesia  
Da sensibilidade humanista e da aproximação ao ideário da liberdade é também  
testemunha a publicação do poema “Sacrifício”, do poeta e cantor brasileiro Vinicius de Moraes  
(Nº 12, 9/1/1972, p. 5). Entre os poetas consagrados presentes nas páginas de Os Progressistas  
destacam-se igualmente Rudyard Kipling (“Se”, nº 6, 9 de Outubro de 1971, p. 1. “If”, na versão  
original, Kipling 1910); José Régio (“O Caminho”, nº 4, 8 de Setembro de 1971, p. 6; António Aleixo  
(vários poemas, a começar por “Há luta por mil doutrinas…”, nº 4, 8 de Setembro de 1971, p. 6).  
Já dar à estampa o “Fado de Bula” (Nº 18, 9 de Abril de1972, p. 6), atribuído nas páginas do jornal  
a “autor desconhecido”, equivale a um salto qualitativo no processo de afastamento do regime  
e de adesão gradual à contestação aos governantes e a um sistema político em que perdera a  
confiança.  
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O lugar do humor  
O humor marca presença nas páginas de Os Progressistas desde o primeiro número, em  
que encontramos uma secção de “Anedotas”, sem ilustrações. No nº 3 aparecem os primeiros  
desenhos humorísticos, a seguir às palavras cruzadas. No nº 14, de 9 de fevereiro de 1972,  
aparece a secção “Ria connosco” e no nº 15, de 24/2/72, sob o título “Vamos Rir”, a pág.3 é toda  
ela consagrada ao humor – que vai ganhando progressivamente mais destaque até que na  
edição especial de aniversário, o nº 24, de 9 de Julho de 1972, ocupa várias páginas, sendo uma  
delas totalmente ilustrada: “3420 em festa”.  
Das piadas de caserna à ironia  
O conteúdo das “piadas de caserna” – por vezes apresentadas precisamente com esse  
título, tirado das populares Selecções do Reader’s Digest, cuja edição em português chegou a  
ser coordenada, a partir de Nova Iorque, pelo escritor José Rodrigues Miguéis – remete para  
um entretenimento típico do universo masculino da época, por vezes apimentado por anedotas  
machistas, com insinuações brejeiras e ilustrações de um erotismo ‘soft-core’, ao estilo do  
humorista José Vilhena. Que foi, como se sabe, o autor com mais obras proibidas pela censura  
do Estado Novo.  
Mas o que faz a diferença no humor de Os Progressistas - e constitui uma espécie de  
assinatura de Salgueiro Maia - é o lugar ocupado pela ironia nas páginas do jornal. A começar  
pela curta publicada logo a 24 de Agosto de 1971, intitulada “Simples diferença”, a partir de uma  
conhecida boutade anticomunista: “Os comunistas comem o pequeno-almoço das crianças.  
Os fascistas comem as crianças ao pequeno-almoço” (Progressistas, 3, p. 7).  
Exemplo de ironia é a desassombrada autocrítica no primeiro nº de Natal, a 24 de  
Dezembro de 1971, quando, ao fazer o balanço dos primeiros seis meses na Guiné, faz um  
retrato da evolução companhia e dos seus membros, sublinhando, num editorial assinado O  
Progressista-mor: “perdemos as penas de periquitos e alguns arranjaram penugens de pavão  
e com o correr dos tempos mais aves raras teremos”.  
Outro exemplo dessa ironia é o texto “Consequências do crescimento capilar não  
compensado pelo devido corte”, no nº 12, 9 de Janeiro de 1972. Entre essas consequências  
realça o  
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mau aspecto geral sob o ponto de vista estético-militar;… aumento de detritos e  
outras substâncias que, entrando em putrefacção, podem originar a formação de  
forças inimigas que, acoitadas na densa vegetação e com o apoio local, podem  
constituir grave perigo para a colectividade… aumento do déficit orçamental devido a  
maior despesa com shampoo ou sabão… formação de um excesso de volume de caixa  
bestuntal não permitindo a colocação do protector de cabeça da ordem… aumento da  
temperatura crítica craniana durante a elaboração do raciocínio (Progressistas, 12, p.  
2).  
Uma gralha “atrapalhadora”  
Da ironia à sátira vai um passo que, pelo menos numa ocasião foi dado com recurso  
a uma oportuna e cirúrgica gralha ou erro dactilográfico. No nº 13, de 24 de Janeiro de 1972,  
um texto aparentemente anódino sobre uma peça de armamento transforma-se numa crítica  
contundente, ao transformar a Metralhadora Ligeira M/70 em Atrapalhadora…  
Curiosamente, a crítica de Maia à condução da guerra em África passa também pela  
consciência, conforme explica nas suas memórias, da progressiva inferioridade do nosso  
equipamento face à maior qualidade e eficácia do armamento do inimigo, exemplificando com  
os lança-granadas RPG 2 e 7 e com a superioridade da espingarda automática Kalashnikov  
sobre a G3.  
Ironia, sátira, sarcasmo, marcas de um humor que torna mais leve e, portanto, menos  
insuportável – “Em resumo, que a comissão não nos pese” (Um Progressista, Progressistas,  
Nº 35, 24 de Dezembro de 1972, p. 5) – o ambiente da vida no mato, mas que também leva os  
leitores, neste caso, os soldados, a pensar nas causas das coisas que acontecem.  
Textos satíricos e subversivos  
Ironia e sátira bem doseadas é o que voltamos a encontrar num texto aparentemente  
insólito, publicado no nº especial de aniversário, 9 de Julho de 1972 – certamente não por  
mera coincidência, escasso par de semanas antes da data marcada para a reeleição, por  
colégio eleitoral, do almirante Américo Tomás para um terceiro mandato como Presidente da  
República, ou, como costumavam dizer os jornais e a televisão, a “veneranda figura do chefe do  
Estado”. O texto tem um título que soa a apelo patriótico: “Às Urnas”, seguido de “Cumpra o seu  
dever de cidadão, vote no melhor”, para rematar com um iconoclástico “Vote no sr. Peter Pan”:  
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Fortaleça o patriotismo amolecido.  
Tanto protege os da esquerda como os da direita [...]  
Se Franco mandou erguer um monumento aos caídos, Peter Pan fez dos caídos um  
monumento.  
Peter Pan está em verdadeira concorrência com a Margarina Vaqueiro, porque torna  
tudo mais apetitoso [era o jingle de um anúncio então muito em voga à Margarina  
Vaqueiro] (Progressistas, 24, p. 5).  
Se o apelo ao voto em Peter Pan era uma metáfora com alguma dose de provocação sobre  
a situação política portuguesa, que dizer da carga subversiva do texto bombástico publicado  
no nº 41, o último, a 24 de Março de 1973, com o título “Utilidades diferentes do material de  
campanha”:  
Começando pela arma, a G-3, faz parte integrante do militar (por mim dispensava-a  
bem), é um elemento transportador de poeiras, não radioactivas mas minúsculas,  
terrosas, oriundas da picada.  
Oxida com grande facilidade e por esse motivo é limpa com frequência (é o eras!). […]  
Quanto a granadas de morteiro, os meninos (Pop) poderiam usá-las presas com  
um cordãozinho muito pop, penduradas ao pescoço e num baile yé yé. (era aquele  
estrondo). […]  
Naquelas peças de teatro chatas, principalmente nas touradas (à portuguesa), o  
público para manifestar o seu agrado, em vez de mandar sapatos, almofadas, flores,  
chapéus, etc., mandava antes granadas de mão. Poderia não agradar muito, mas pelo  
menos manifestava-se mais ruidosamente.  
Quando aquela pessoa que nos pede lume várias vezes, se torna chata, chata, chata,  
a gente dá-lhe então uma granada incendiária. Vocês querem apostar que ela nunca  
mais nos chateia? […]  
Vocês gostariam de provocar um desastre de automóvel espectacular?  
Então coloquem um óbus (com uma granada de 45 kg), num cruzamento da baixa de  
Lisboa e depois digam o resultado. […]  
Você tem algum pomar? Cultiva melões e costuma ser assaltado de noite? Então  
coloque umas minas anti-pessoal, lá e vai ver como tudo isso acaba.  
Quando você está atrasado para o trabalho, e desconfia que o seu autocarro virá cheio,  
coloque uma minas…… zinhas anti-carro no local onde ele passa, e vá de táxi, a pé, de  
metro, a cavalo, de eléctrico, de bicicleta, enfim, desenrasque-se (não fique é para ver  
o espectáculo). […]  
O seu vizinho costuma pisar o seu jardim?  
Então meta-se dentro de um tanque M-47, ponha-o em andamento e, (vá lá, seja  
educado), pergunte ao seu vizinho, se pode passar por cima do jardim dele.  
O AMIGO BIGODES SEMPRE AO DISPOR (Progressistas, 41, p. 1-2)  
Não foi ainda possível apurar se este artigo assinado pelo soldado António J. Fernandes  
com o pseudónimo “O Bigodes” teve alguma relação, directa ou indirecta, com a interrupção  
da publicação do jornal cerca de dois meses antes da data marcada para o fim da comissão.  
É, contudo, impossível, lê-lo sem lembrar o capítulo “Crónica dos Cacimbados” dedicado por  
Salgueiro Maia, no seu livro de memórias póstumo – Capitão de Abril. Histórias da guerra do  
Ultramar e do 25 de abril. Depoimentos –, aos “cacimbados” ou “apanhados pelo clima”, um deles  
com o sugestivo subtítulo “O cacimbo não escolhia postos”. Nesses textos, Maia refere-se ao  
que testemunhou com respeito às alterações provocadas pelo stress de guerra na psicologia  
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e comportamento de vários camaradas de armas, tanto subordinados como superiores (MAIA,  
1994, p. 13-29).  
O momento de dizer não  
O “Fado de Bula”, de autor desconhecido, publicado no nº 18, de 9 de abril de 1972, é  
uma versão soft de poemas como os do Cancioneiro do Niassa, que Salgueiro Maia trouxe de  
Moçambique. Aí figuram letras de canções como o “Fado de Mueda”. Já na Guiné, os militares  
acrescentaram “J. Cristo estou tão farto disto”, paródia da canção de Roberto Carlos Jesus  
Cristo, eu estou aqui, um êxito lançado em Dezembro de 1970. Ou ainda “Eu fui à Spinolândia”,  
versão do tema de José Afonso Os Bravos, adaptado da canção tradicional dos Açores Eu fui à  
terra do bravo.  
O mais célebre tema do Cancioneiro do Niassa foi o “Hino do Lunho”, com música de  
Os Vampiros, de José Afonso. Tinha como refrão “Estou farto deles/ Estou farto deles/ Só  
mandam vir / E não fazem nada”. Conta Salgueiro Maia:  
Por cantar esta canção num convívio com oficiais e sargentos, no ano de 1972, em Bula,  
foi-me levantado um auto de averiguações e consequente processo disciplinar por, no dizer  
dos participantes, “nunca terem visto tão injuriada a instituição militar”. Moral da história: era  
complicado dizer as verdades! (MAIA, 1994, p. 60)  
Mordacidade contra a hierarquia  
Em diferentes momentos, Salgueiro Maia recordou um incidente ocorrido no Dia da  
Cavalaria, comemoradoemBulaa21deJulhode1972, presididopelogovernadorecomandante-  
chefe, general Spínola, acompanhado pelos oficiais do seu Estado-Maior. Quando, já depois da  
cerimónia, decorria o convívio a que se referiu, Maia fez questão de dirigir o coro que entoou  
o “Hino do Lunho”. Alguns oficiais – Spínola já não estava presente – saíram e manifestaram  
a sua indignação pelo atrevimento. O caso só não ganhou maior gravidade porque o oficial  
mais indignado era de patente igual, mas com menor antiguidade, a outro, que não se sentiu  
incomodado. Acabou tudo com uma chamada à presença do comandante em que, segundo a  
biografia de António Sousa Duarte, “Maia não se acanha e defende o espírito da iniciativa, que  
não pretendia ser ofensivo mas apenas mordaz” (DUARTE, 2022, p. 72. Ver também ROSADO,  
2022, p. 55-56)  
Epílogo: O “implicado”, de Guidage ao Largo do Carmo  
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Dois meses depois da publicação do último número de Os Progressistas, a comissão de  
serviço de Salgueiro Maia e da Companhia de Cavalaria 3420 na Guiné terminou. O relato está  
na primeira pessoa no capítulo “Crónica dos feitos por Guidage” de Capitão de Abril:  
No dia 22 de Maio de 1973, a minha companhia tem tudo pronto para seguir o Cumoré  
com vista a regressar a Portugal. […] Pelas 19 horas recebo uma chamada de Bissau que  
me informa ir receber uma mensagem ordenando que a nossa companhia não seguisse  
para o Cumoré, mas para outro lado, com vista a fazer uma operação de seis dias antes  
de embarcar. […] Como eu previra, íamos seguir para Binta-Farim com vista a, com  
mais uma companhia de comandos, uma companhia de indígenas e outra companhia  
de atiradores de Farim, abrir o cerco a Guidage, ao mesmo tempo que os sitiados  
tentavam também abrir caminho. Pergunto: porquê a minha companhia, quando já  
tinha cumprido a comissão? A resposta deixa-me elucidado. Íamos nós por não haver  
mais ninguém, isto é, tudo o que estava disponível era o pessoal que ia regressar à  
metrópole e, de entre este, a nossa companhia, porque tinha tido bom comportamento  
em combate, “foi escolhida”. Isto é, se tivesse tido mau comportamento, vinha para o  
continente; como tinha tido bom comportamento, continuava na «guerra». Que melhor  
incentivo para a “vitória militar”?! (MAIA, 1994, p. 63-66).  
A operação “de seis dias” prolongou a comissão por mais de quatro meses. Depois de  
cumprida a missão em Guidage, a coluna regressou a Bissau a 30 de Junho (CTIG 1973; Estado  
Maior do Exército 2015). A Companhia de Cavalaria 3420 só regressou da Guiné a 3 de Outubro  
de 1973. Não sem antes de, a 28 de Agosto, Salgueiro Maia ter assinado, em Bissau, a carta  
aprovada numa reunião de oficiais do quadro em protesto contra o decreto nº 353/73, sobre as  
carreiras dos oficiais do Exército. Essa carta é considerada o momento fundador do Movimento  
dos Capitães (GOIÁS, 2017, p. 100), futuro Movimento das Forças Armadas, autor colectivo do  
golpe militar que derrubou a ditadura.  
Em conclusão, o estudo da ainda pouco conhecida faceta de Salgueiro Maia “jornalista”  
ajuda a conhecer as referências históricas e culturais – incluindo humorísticas – que permitem  
compreender e explicar a génese e evolução de um pensamento e de uma prática cívica e  
política que culminou naquilo que, com a reflexão proporcionada pelo recuo temporal, Maia  
viria a expor na “Crónica dos Feitos por Abril”, mais concretamente na descrição de “Como  
surgiram os ‘implicados’ no 25 de Abril”, no seu relato autobiográfico Capitão de Abril, publicado  
postumamente.  
Depois de elencar exaustivamente as razões que o levaram a reconhecer que  
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Tendo consciência que a guerra era injusta e sem solução, que o regime era opressivo  
e sem capacidade de reconversão, que as Forças Armadas tinham conseguido o  
impossível para garantir ao Poder a capacidade de diálogo que ele recusava, só restava  
a sublevação (MAIA, 1994, p. 85),  
conclui:  
Farto de quase 50 anos de opressão  
– farto da incompetência,  
– farto de fabricar carne para canhão,  
– farto de ajudar meia dúzia de glutões a comer à conta do orçamento,  
– farto de “lutar” por causas perdidas,  
decidi dizer “Basta!” (MAIA, 1994, p. 86)  
Salgueiro Maia estava, assim, “implicado” – termo que usa com indisfarçável carga irónica  
e humor autodepreciativo para se designar a si próprio e aos seus camaradas de armas3 – na  
conspiração que culminou no golpe que o levou na madrugada daquela quinta-feira, 25 de Abril  
de 1974, ao Terreiro do Paço e, horas depois, ao Largo do Carmo, para impor a rendição do  
chefe do Governo, Marcello Caetano, e a queda do regime.  
Referências  
MAIA, Fernando José Salgueiro (dir.). Os Progressistas: Quinzenário de cultura e recreio da  
Companhia de Cavalaria 3420. Bula, Guiné, 1971-1973. Disponível na Biblioteca do Exército,  
Lisboa. Coleção Periódicos BIBEX, Cota 35.418/BEH.  
Bibliografia  
ANDRESEN, Sophia de Mello Breyner. 25 de Abril. In O Nome das Coisas. Lisboa: Assírio e  
Alvim, 2015.  
CTIG. C CAV 3420 História da Unidade. Bissau: Comando Territorial Independente da Guiné.  
1971-1973.  
DUARTE, António de Sousa. Salgueiro Maia: Um Homem da Liberdade. Lisboa: Âncora, 2022.  
3 E que viria a dar o título do filme biográfico ‘Salgueiro Maia – O Implicado’, realizado por Sérgio  
Graciano em 2022,  
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Estado Maior do Exército. Comissão para o Estudo das Campanhas de África (1961-1974).  
Resenha Histórico-Militar das Campanhas de África 1961-1974. 6º Volume. Aspectos da  
Actividade Operacional. Tomo II Guiné. Livro III, Lisboa: CECA, 2015.  
GOIÁS, Jorge Sales. A Descolonização da Guiné-Bissau e o Movimento dos Capitães. Lisboa:  
Colibri, 2017.  
HUBBARD, Elbert. Uma Carta para Garcia. Famalicão: Editora Centro Atlântico, 2011.  
KIPLING, Rudyard. Rewards and Fairies. New York: Doubleday, Page & Company, 1910.  
MAIA,Salgueiro.CapitãodeAbril.HistóriasdaGuerradoUltramaredo25deAbril.Depoimentos.  
Lisboa: Editorial Notícias, 1994.  
ORTEGA Y GASSET, José. España Invertebrada. Madrid: Alianza Editorial, 2006.  
ROSADO, Moisés Cayetano. Salgueiro Maia. Das Guerras em África à Revolução dos Cravos.  
Lisboa: Colibri, 2022.  
TENGARRINHA, José Manuel. Prefácio. In SOARES, Alberto Ribeiro (dir.). Catálogo da Biblioteca  
do Exército. Lisboa: Biblioteca do Exército, 2003.  
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