“NÃO BATO PONTO PORQUE EU QUERO. NÃO BATO PONTO PORQUE EU GOSTO”: CONTROLE SOCIAL E PROSTITUIÇÃO DE TRANSEXUAIS E TRAVESTIS EM CAMPO GRANDE – MS

Antonio Henrique Maia Lima, Arlinda Cantero Dorsa, Pedro Pereira Borges

Resumo


O artigo é fruto de reflexões oriundas de pesquisa de campo realizada para uma dissertação de mestrado sobre a marginalização de populações LGBTT na cidade de Campo Grande – MS. A partir das entrevistas surgiu um discurso majoritário justificador do “porque” de maioria dos entrevistados exercerem a prostituição como meio de sobrevivência, apontando para o controle social como o fator-chave para isso, sendo a prostituição a alternativa restante, dados os padrões sociais pré-estabelecidos, nos quais essas pessoas não se consideram ajustados. Tem-se por objetivo analisar criticamente tais fatos a partir das experiências relatadas.

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DOI: http://dx.doi.org/10.36066/.v0i18.1971

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Composição: Revista de Ciências Sociais

Universidade Federal de Mato Grosso do Sul