Estudos de Defesa no Brasil: uma fronteira a ser transposta Autores Viviane Caminha Resumo O objetivo desse texto é o levantamento de questões que se constituem em fator explicativo para a fronteira que distancia as categorias ensino e educação do campo dos estudos de defesa no Brasil. Ancorado na análise documental e no relato de experiência, emergiu como fatores para esse distanciamento o desperdício de intelecto especializado em função da inexistência da carreira civil de defesa do Ministério da Defesa, fruto da análise da produção científica da área, a existência de obstáculos ainda por superar no que diz respeito as relações civis-militares, resultante da mensuração do capital intelectual de argumentação para o campo, ou seja, do reconhecimento da autoridade de fala no campo da defesa, os baixos índices de articulação entre as categorias “Educação”, “Ensino” e “Defesa” em eventos acadêmicos da área, por meio de simpósio temáticos, mesas redondas ou áreas temáticas nos encontros nacionais da associação brasileira dos estudos de defesa – ENABED e, por fim, a inexistência da inserção da temática defesa no sistema educacional nacional, tal qual ocorre em outros países. Mediante esses apontamentos, concluiu-se que o país carece de reflexão sistemática sobre a interseção dessas categorias, ainda que de alguma forma apareçam nos documentos de alto nível sobre defesa como a Estratégia Nacional de Defesa. Publicado 2026-02-13 Edição v. 10 n. 12 (2023): História Política: Segurança, Forças Armadas e Defesa Nacional Seção Artigos