“Quando o negro se movimenta, toda a possibilidade de futuro com ele se move”

afrofuturismo e práticas estéticas de resistência

  • Roger Luiz Pereira da Silva Universidade Tecnlógica Federal do Paraná
  • Marinês Ribeiro dos Santos Universidade Tecnlógica Federal do Paraná
  • Frederick Van Amstel Universidade Tecnlógica Federal do Paraná
Palavras-chave: Afrofuturismo, Movimento Negro, Audiovisual, Representação

Resumo

O objetivo deste artigo é identificar como a linguagem Afrofuturista se apropria de proposições correlatas as lutas do movimento negro brasileiro, como
uma estratégia de resistência em relação ao racismo. A metodologia de análise se baseia em uma revisão bibliográfica a partir dos estudos de representação identitária (Stuart Hall), Movimento Negro (Nilma Lino Gomes) e Afrofuturismo (Ytasha Womack). Assim, este estudo demonstra como as técnicas de design inseridas nas produções estéticas e artísticas se tornam ferramentas cruciais para a construção imagética e emancipação social a partir das representações das populações negras na cultura contemporânea.

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Biografia do Autor

Roger Luiz Pereira da Silva, Universidade Tecnlógica Federal do Paraná

Graduado em Tecnologia em Design Gráfico pela Universidade Tecnlógica Federal do Paraná (2016-2019).

Marinês Ribeiro dos Santos, Universidade Tecnlógica Federal do Paraná

Professora da Universidade Tecnlógica Federal do Paraná. 

Frederick Van Amstel, Universidade Tecnlógica Federal do Paraná

Professor na Universidade Tecnlógica Federal do Paraná. 

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Publicado
2020-01-11
Como Citar
Silva, R. L. P. da, Santos, M. R. dos, & Amstel, F. V. (2020). “Quando o negro se movimenta, toda a possibilidade de futuro com ele se move”. Albuquerque: Revista De história, 11(21), 132-150. Recuperado de https://periodicos.ufms.br/index.php/AlbRHis/article/view/9589