Foco e Escopo

Albuquerque: revista de história é uma publicação semestral de acesso aberto, que objetiva a divulgação da produção nos campos das Ciências Humanas e Sociais, das Linguagens e das Artes, bem como do encontro entre as distintas áreas, na forma de artigos, traduções, resenhas, ensaios, entrevistas. A revista é editada pelo Programa de Pós-graduação em Estudos Culturais (PPGCult) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS/Câmpus de Aquidauana) e pelos membros do Laboratório de Estudos em Diferenças & Linguagens - LEDLin - UFMS.   

As contribuições são recebidas em fluxo contínuo, com exceção dos dossiês temáticos, cuja publicação depende de abertura de chamadas lançadas no site da revista, propostas por um(a) ou mais organizadores(as). São aceitas contribuições em português, inglês e espanhol.

A revista também limita o número de publicações de pesquisadores(as) e professores(as) da própria instituição.

Processo de Avaliação pelos Pares

Todas as contribuições passam pelo mesmo processo avaliativo e editorial após a submissão online. O tempo estimado entre a submissão do texto e o resultado da avaliação com estimativa para sua publicação são de, no m´áximo, dezesseis semanas.

Primeiramente, são analisados pela equipe editorial, que avalia a adequação às normas da revista e da proposta. Caso satisfaça as condições de publicação, o original é encaminhado a dois/duas pareceristas ad hoc para avaliação às cegas por pares. Na fase da avaliação cega por pares, os(as) pareceristas podem recomendar o aceite, a recusa ou modificações, sendo que estas deverão ser respondidas pelo(a) autor(a). Caso haja apontamentos para modificações, o(a) autor(a) será informado(a) e convidado(a) a adequar o manuscrito. As modificações serão avaliadas novamente pela equipe editorial e, se for necessário, pelos(as) pareceristas. Se houver recomendações conflitantes na primeira avaliação às cegas por pares, a equipe editorial enviará o manuscrito para um(a) terceiro(a) parecerista ad hoc.

Resenhas e entrevistas são avaliadas pela equipe editorial, havendo coordenação de um editor de seção. Caso seja julgado necessário, essas contribuições podem ser encaminhadas a pareceristas ad hoc.

Destacamos que cada autor(a) só poderá ter um original em processo de avaliação. Caso haja a efetiva publicação de sua contribuição, será observado o prazo de um ano (dois números) para o início de uma nova avaliação.

Periodicidade

Semestral, janeiro-junho, julho-dezembro. Os números são lançados sempre no último mês do período de publicação.

Política de Acesso Livre

Esta revista oferece acesso livre imediato ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público proporciona maior democratização mundial do conhecimento. Este periódico está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

Histórico do periódico

Em 2008 foi gestada a fundação de uma revista de História no âmbito da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Funcionando desde 1968 e federalizada uma década depois, a instituição, desde seus primórdios, contava com núcleos do que viriam a ser seus cursos de graduação em História, no contexto da ditadura militar em vigor desde 1964, ainda estruturados como cursos de Estudos Sociais. As primeiras turmas de graduados e graduadas especificamente em licenciaturas plenas de História são do início dos anos 1980, já no contexto da reestruturação da área ocorrida no processo de declínio do regime ditatorial e redemocratização do país. Durante esse longo período foram criadas revistas de caráter pluralista nos diversos campi da UFMS com vistas a dar publicidade às pesquisas realizadas pelo seu corpo docente e intercâmbio com outros centros de pesquisa, bem como, a partir da consolidação da área de História na instituição, revistas específicas, como a Fronteiras (hoje, publicada pela Universidade Federal da Grande Dourados, antigo Campus de Dourados da UFMS) e a Trilhas da História (publicada pelo campus de Três Lagoas da UFMS).

Motivados pela possibilidade de criação de um Programa de Pós-Graduação em História naquele momento, o que não se efetivou, um grupo de docentes se propôs a criar uma nova revista de História, tarefa desafiadora quando se objetiva veicular um instrumento interlocutor entre as instituições e pesquisadores. Assim, em 2009 foi publicado o primeiro número de Albuquerque: revista de História.

A concepção inicial da revista, vinculada a um possível programa de pós-graduação, espelhava as temáticas e tendências dos estudos daquele momento, publicando artigos de fundo teórico, relatórios de pesquisas produzidos pela comunidade dos cursos de História, dossiês temáticos, documentos históricos comentados e analisados. A revista abriu suas páginas à produção de professores e pesquisadores de outras instituições nacionais e internacionais. Por fim, o nome da revista foi inspirado na figura do capitão-general Luiz de Albuquerque de Mello Pereira e Cáceres, que governou a capitania de Mato Grosso no século XVIII, de 1772 a 1789, consolidando o domínio português na região oeste da colônia.

Contudo, a partir dos movimentos históricos globais e das modificações que passa necessariamente a própria História como campo de produção do conhecimento e de transformação social, a partir de 2015, com alterações no corpo editorial, ampliou-se e, em alguma medida, alterou-se, o escopo desta publicação, residente, desde então no Campus de Aquidauana da UFMS, evidenciando de modo contundente o aspecto interdisciplinar inerente às ciências humanas e sociais.

O diálogo entre os diversos campos do conhecimento com vistas à compreensão de sociedades cada vez mais complexas, marca de nossa contemporaneidade, também foi favorecido pela criação, em 2019, do Programa de Pós-Graduação em Estudos Culturais, ao qual os editores estão vinculados.

Nos últimos quatro anos a revista tem se dedicado à publicação de artigos que, além do caráter interdisciplinar, se voltaram, sobretudo, para a compreensão das populações ou grupos sociais marginalizados, vulnerabilizados, silenciados, violentados, bem como das tensas relações havidas entre os grupos hegemônicos e aqueles outros tantos que estão fora dos centros de poder. Estas questões se materializam também na ressignificação do nome da revista, que homenageia, a partir desta edição, Camila Albuquerque, mulher transexual executada em Salvador, na Bahia, em 15 de março de 2017, encontrada ao lado de caçambas de lixo, avolumando o impressionante contingente de integrantes da população lgbti+ cujos assassinatos têm composto o cotidiano brasileiro, ao lado de feminicídios, da violência e eliminação física de negros e negras, dos povos originários, de pobres e miseráveis. Em uma sociedade tão desigual quanto esta, em um mundo também marcado pela violência em escalada, resta que tomemos um lugar, e o que escolhemos é este: albuquerque: revista de história faz permanecer Camila e aquel@s que, com ela, foram levad@s à morte.