Foco e Escopo

Albuquerque: revista de história é uma publicação semestral de acesso aberto, que objetiva a divulgação da produção nos campos das Ciências Humanas e Sociais, das Linguagens e das Artes, bem como do encontro entre as distintas áreas, na forma de artigos, traduções, resenhas, ensaios, entrevistas. A revista é editada pelo Programa de Pós-graduação em Estudos Culturais (PPGCult) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS/Câmpus de Aquidauana) e pelos membros do Laboratório de Estudos em Diferenças & Linguagens - LEDLin - UFMS.   

As contribuições são recebidas em fluxo contínuo, com exceção dos dossiês temáticos, cuja publicação depende de abertura de chamadas lançadas no site da revista, propostas por um(a) ou mais organizadores(as).  

A revista também limita o número de publicações de pesquisadores(as) e professores(as) da própria instituição.

Processo de Avaliação pelos Pares

Todas as contribuições passam pelo mesmo processo avaliativo e editorial após a submissão online.

Primeiramente, são analisados pela equipe editorial, que avalia a adequação às normas da revista e da proposta. Caso satisfaça as condições de publicação, o original é encaminhado a dois/duas pareceristas ad hoc para avaliação às cegas por pares. Na fase da avaliação cega por pares, os(as) pareceristas podem recomendar o aceite, a recusa ou modificações, sendo que estas deverão ser respondidas pelo(a) autor(a). Caso haja apontamentos para modificações, o(a) autor(a) será informado(a) e convidado(a) a adequar o manuscrito. As modificações serão avaliadas novamente pela equipe editorial e, se for necessário, pelos(as) pareceristas. Se houver recomendações conflitantes na primeira avaliação às cegas por pares, a equipe editorial enviará o manuscrito para um(a) terceiro(a) parecerista ad hoc.

Resenhas e entrevistas são avaliadas pela equipe editorial, havendo coordenação de um editor de seção. Caso seja julgado necessário, essas contribuições podem ser encaminhadas a pareceristas ad hoc.

Destacamos que cada autor(a) só poderá ter um original em processo de avaliação. Caso haja a efetiva publicação de sua contribuição, será observado o prazo de um ano (dois números) para o início de uma nova avaliação.

Periodicidade

Semestral

Política de Acesso Livre

Esta revista oferece acesso livre imediato ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público proporciona maior democratização mundial do conhecimento.

Histórico do periódico

Em 2008 foi gestada a fundação de uma revista de História no âmbito da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Funcionando desde 1968 e federalizada uma década depois, a instituição, desde seus primórdios, contava com núcleos do que viriam a ser seus cursos de graduação em História, no contexto da ditadura militar em vigor desde 1964, ainda estruturados como cursos de Estudos Sociais. As primeiras turmas de graduados e graduadas especificamente em licenciaturas plenas de História são do início dos anos 1980, já no contexto da reestruturação da área ocorrida no processo de declínio do regime ditatorial e redemocratização do país. Durante esse longo período foram criadas revistas de caráter pluralista nos diversos campi da UFMS com vistas a dar publicidade às pesquisas realizadas pelo seu corpo docente e intercâmbio com outros centros de pesquisa, bem como, a partir da consolidação da área de História na instituição, revistas específicas, como a Fronteiras (hoje, publicada pela Universidade Federal da Grande Dourados, antigo Campus de Dourados da UFMS) e a Trilhas da História (publicada pelo campus de Três Lagoas da UFMS).

Motivados pela possibilidade de criação de um Programa de Pós-Graduação em História naquele momento, o que não se efetivou, um grupo de docentes se propôs a criar uma nova revista de História, tarefa desafiadora quando se objetiva veicular um instrumento interlocutor entre as instituições e pesquisadores. Assim, em 2009 foi publicado o primeiro número de Albuquerque: revista de História.

A concepção inicial da revista, vinculada a um possível programa de pós-graduação, espelhava as temáticas e tendências dos estudos daquele momento, publicando artigos de fundo teórico, relatórios de pesquisas produzidos pela comunidade dos cursos de História, dossiês temáticos, documentos históricos comentados e analisados. A revista abriu suas páginas à produção de professores e pesquisadores de outras instituições nacionais e internacionais. Por fim, o nome da revista foi inspirado na figura do capitão-general Luiz de Albuquerque de Mello Pereira e Cáceres, que governou a capitania de Mato Grosso no século XVIII, de 1772 a 1789, consolidando o domínio português na região oeste da colônia.

Contudo, a partir dos movimentos históricos globais e das modificações que passa necessariamente a própria História como campo de produção do conhecimento e de transformação social, a partir de 2015, com alterações no corpo editorial, ampliou-se e, em alguma medida, alterou-se, o escopo desta publicação, residente, desde então no Campus de Aquidauana da UFMS, evidenciando de modo contundente o aspecto interdisciplinar inerente às ciências humanas e sociais.

O diálogo entre os diversos campos do conhecimento com vistas à compreensão de sociedades cada vez mais complexas, marca de nossa contemporaneidade, também foi favorecido pela criação, em 2019, do Programa de Pós-Graduação em Estudos Culturais, ao qual os editores estão vinculados.

Nos últimos quatro anos a revista tem se dedicado à publicação de artigos que, além do caráter interdisciplinar, se voltaram, sobretudo, para a compreensão das populações ou grupos sociais marginalizados, vulnerabilizados, silenciados, violentados, bem como das tensas relações havidas entre os grupos hegemônicos e aqueles outros tantos que estão fora dos centros de poder. Estas questões se materializam também na ressignificação do nome da revista, que homenageia, a partir desta edição, Camila Albuquerque, mulher transexual executada em Salvador, na Bahia, em 15 de março de 2017, encontrada ao lado de caçambas de lixo, avolumando o impressionante contingente de integrantes da população lgbti+ cujos assassinatos têm composto o cotidiano brasileiro, ao lado de feminicídios, da violência e eliminação física de negros e negras, dos povos originários, de pobres e miseráveis. Em uma sociedade tão desigual quanto esta, em um mundo também marcado pela violência em escalada, resta que tomemos um lugar, e o que escolhemos é este: albuquerque: revista de história faz permanecer Camila e aquel@s que, com ela, foram levad@s à morte.