O PROCESSO DE DESTERRITORIALIZAÇÃO DO CORPO DÓCIL: O ACESSO A CIDADE PELOS CONJUNTOS HABITACIONAIS.

  • Lúcio Paulo Alves Pires Universidade Estadual de Maringá - UEM - Programa de Pós-graduação de Administração - PPA
  • Dr. William Antonio Borges Coordenador Adjunto do curso de Administração Pública - UEM Professor Adjunto do departamento de Administração (DAD) - UEM Programa de Doutorado e Mestrado em Administração (PPA) - UEM Pesquisador no Observatório das Metrópoles - Núcleo Maringá
Palavras-chave: espaço, cidade, território, desterritorialização

Resumo

O território urbano é produto de agentes transformadores de espaço, porém antes até do que traduzir “o que é” ou o “ser” do território, trata-se de discutir seu  Devir, isto é, em que problemáticas nos envolvemos e o que efetivamente fazemos ao acionarmos e/ou ao produzirmos nossas concepções de território (Haesbaert, 2009). O objetivo desse artigo é trazer questionamentos sobre a produção da cidade na dimensão do processo de (des)reterritorialização acionado pela força intencional da financeirização do território por meio de um estudo empírico junto a residentes de conjuntos habitacionais. Realizada uma apresentação teórica buscando definir e discutir o conceito de território, como destacar ainda diferentes interpretações que podem ser dadas para o termo pela corrente epistemológica de Foucault, e de Deleuze e Guattari, determinando desterritorialização do corpo dócil.

Biografia do Autor

Lúcio Paulo Alves Pires, Universidade Estadual de Maringá - UEM - Programa de Pós-graduação de Administração - PPA
Mestrando do Programa de Pós-graduação em Administração - PPA da Univerisdade Estadual de Maringá

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Publicado
2019-10-08