"PAULISTAS"? TRAÇANDO A ORIGEM DOS ENVOLVIDOS COM A GUERRILHA DO ARAGUAIA
DOI :
https://doi.org/10.55028/56k5r454Résumé
A Guerrilha do Araguaia foi uma guerrilha rural no Sul do Pará, ligada ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Entre 1972 e 1974, entrou em confrontos com as Forças Armadas. Com sua derrota, a narrativa hegemônica começou a propagar que os guerrilheiros seriam “paulistas”. Este estudo busca questionar esse discurso quase naturalizado, apresentando dez justificativas da relevância da temática. A metodologia consistiu em fazer um levantamento de nomes, dados e biografias de todos os envolvidos com a Guerrilha do Araguaia que constam em duas obras referentes ao tema e no terceiro volume do relatório final da Comissão Nacional da Verdade. Trazendo vários mapas entre os resultados, nota-se que os envolvidos com a guerrilha - seja na preparação ou na fase dos combates - são de diversas unidades federativas do país. Há, inclusive, um estrangeiro. É fato que Rio de Janeiro e São Paulo são os estados com o maior número de representantes, mas afirmar que se trata de uma experiência armada levada adiante somente por paulistas é tomar a parte pelo todo. Para exemplificar os fluxos dos pecedobistas na Ditadura Militar, são apresentados dois mapas, desenvolvidos a partir de entrevistas de membros da Guerrilha do Araguaia. As entrevistas aconteceram em 2022, 2023 e 2024 e o intervalo de tempo representado corresponde somente ao que foi citado nos depoimentos.
PALAVRAS-CHAVE: Guerrilha do Araguaia; Ditadura Militar; Luta armada; Cartografia.
Téléchargements
Téléchargements
Publiée
Numéro
Rubrique
Licence
(c) Copyright Revista Eletrônica da Associação dos Geógrafos Brasileiros Seção Três Lagoas - (ISSN 1808-2653) 2026

Ce travail est disponible sous licence Creative Commons Attribution - Pas d’Utilisation Commerciale 4.0 International.
- A Revista eletrônica da Associação dos Geógrafos Brasileiros Seção Três Lagoas (AGB-TL) se reserva o direito de publicar os artigos em seu site, com a devida citação da fonte.
- Os conceitos emitidos nos trabalhos são de responsabilidade exclusiva do(s) autor(es), não implicando, necessariamente, na concordância do Conselho Editorial.




