O PROBLEMA DO EMPREGO DOS CONCEITOS DE AGRICULTURA EXTENSIVA E INTENSIVA NOS LIVROS DIDÁTICOS DE GEOGRAFIA

Autores

  • Anderson Bem

Resumo

O objetivo do presente trabalho é demonstrar que o emprego dos conceitos de agricultura extensiva e intensiva nos livros didáticos de geografia apresenta grande ambiguidade. Ao analisarmos os livros didáticos recentes, notamos certa simplicidade que reduz a capacidade de explicação do objeto de estudo tratado. A conceitualização agricultura intensiva e extensiva carrega os germes da linearidade, ou seja, da uniformidade das relações capitalistas no campo, traduzida numa marcha histórica irreversível. Nesta concepção, a agricultura intensiva é sinônimo do moderno caracterizado pelo emprego constante de inovações técnicas e acessibilidade a mercados; já a agricultura extensiva retrata o atraso, a pobreza condicionada pelo uso rústico das técnicas, os resquícios do passado em vias de extinção (camponeses e latifundiários). Todavia, ao analisar a realidade agrária brasileira a partir de sua essência, os dados apresentados pela agricultura camponesa e pela própria dinâmica da expansão do capitalismo, contrariam o pressuposto teórico da uniformidade do capital sobre o campo.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Downloads

Publicado

2010-11-01

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

BEM, Anderson. O PROBLEMA DO EMPREGO DOS CONCEITOS DE AGRICULTURA EXTENSIVA E INTENSIVA NOS LIVROS DIDÁTICOS DE GEOGRAFIA. Revista Eletrônica da Associação dos Geógrafos Brasileiros Seção Três Lagoas - (ISSN 1808-2653), [S. l.], n. 12, p. 125–149, 2010. Disponível em: https://periodicos.ufms.br/index.php/RevAGB/article/view/639. Acesso em: 31 jan. 2026.