CRÍTICA E EMANCIPAÇÃO

  • Marta Nunes da Costa Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

Resumo

A teoria crítica é antes de mais uma crítica à modernidade, nomeadamente, aos seus ideais universais de razão, progresso e história concebida de forma universal e teleológica. Marx é o interlocutor sempre presente da teoria crítica, pois a crítica à modernidade começa com a crítica ao capitalismo que é temporalmente localizado, e hoje está na sua forma mais avançada. Por isso a teoria crítica se afirma como teoria histórica, por um lado, na medida em que apreende a evolução e contornos históricos das categorias centrais do capitalismo; e teoria social, que reflete sobre a organização social atual. Mas o que define, de fato, a teoria crítica? O que faz com que a teoria crítica seja, de fato, crítica, e como pensar a tarefa crítica hoje? Neste artigo queremos tentar responder a esta questão, a partir de um dialogo com Adorno e Horkheimer por um lado e Celikates e Jaeggi por outro.

Palavras-chave – crítica, emancipação, ideologia, razão instrumental.

Referências

ADORNO, T. e e Horkheimer, M., Dialectic of Enlightenment- Philosophical Fragments, Standford University Press, California, 2002.

CELIKATES, Robin, “From Critical Social Theory to a Social Theory of Critique: on the Critique of Ideology after the Pragmatic Turn” in Constellations, v.13, n.1, Malden /MA., pp. 21 – 40, 2006.

HORKHEIMER, M., “Traditional and Critical Theory” in Critical Theory – Selected Essays, Continuum Press, Nova Iorque, 1972.

JAEGGI, Rahel, “Repensando a Ideologia” in Civitas, v.8, n.1, Porto Alegre, pp.137-165, 2008.

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RENAULT, Emmanuel, “A Critical Theory of Social Suffering” in Critical Horizons, vol.11, n.2, pp.221-241, 2010.

Publicado
2018-08-31
Seção
Artigos

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