NUANCES DO CORPO FEMININO: HETEROTOPIAS DA ARTE

  • Fernanda Reis Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)

Resumo

O presente artigo compõe uma análise mais ampla que está sendo discutida na Tese de Doutorado intitulada: Lídia Baís: imagens da transgressão feminina na História. A Tese pretende analisar as fronteiras entre a loucura e a transgressão na produção artística feminina a partir da vida e obra da artista sul-mato-grossense Lídia Baís. Para tanto, algumas discussões foram necessárias para compreendermos de que modo às mulheres criam mecanismos de fuga e resistência também por meio da arte. Nesse sentido, trazemos o conceito de heterotopia do filósofo francês Michel Foucault para entendermos de que modo a inserção do corpo feminino na arte se faz um lugar outro para as mulheres quando estas utilizam-se da criação artística como um movimento de transgressão e resistência. Apresentamos um breve percurso pela história de algumas mulheres artistas que viram na criação artística um lugar outro para se (re)construir e se (re)conhecer nesse mundo recriado.

Palavras-Chave: Arte, Feminino, Corpo, Resistência, Trangressão.

Biografia do Autor

Fernanda Reis, Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)
Graduada e Mestra em História, Doutoranda do Programa de Pós Graduação em História na Linha de pesquisa: fronteiras, identidades e representações da Universidade Federal da Grande Dourados. Membro do Laboratório de Estudos de Gênero, História e Interculturalidade (LEGHI) vinculada á cátedra UNESCO. Pesquisa financiada com recursos da CAPES.

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Publicado
2018-08-31
Seção
Artigos