CAROLE PATEMAN

o patriarcado moderno fraternal

Autores

DOI:

https://doi.org/10.55028/eleu.v8i14.16786

Palavras-chave:

Contrato Sexual. Patriarcado. Gênero.

Resumo

O presente artigo aborda a nova formulação ou um novo modelo de patriarcado, que passa a ser predominante a partir da modernidade e que Carole Pateman denomina de patriarcado moderno fraternal. Com o auxílio das análises desenvolvidas por Pateman em O contrato sexual (1993 [1988]), a pesquisa buscou expor, sobretudo, como a omissão da história do contrato sexual, anterior e necessário para a consolidação da teoria do contrato original, corroborou para a legitimação do patriarcado moderno fraternal, destinando a mulher à subordinação em todas as esferas da sociedade civil. O esforço neste artigo reside, portanto, em remontar a teoria contratualista, a partir do pensamento de Pateman, a fim de propor que as histórias sobre a gênese da nova sociedade civil moderna podem fornecer-nos as ferramentas conceituais para designarmos a origem do patriarcado moderno fraternal. Também buscamos expor a importância que Pateman deposita no conceito de “patriarcado”, dada a sua relevância para o projeto teórico e político da autora. Por fim, analisamos os modos de argumentação patriarcal apresentados pela autora a fim de evidenciar que há um problema em interpretar patriarcalmente a contínua dominação dos homens sobre as mulheres.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Nelsi Kistemacher Welter, Universidade Estadual do Oeste do Paraná

    Possui Doutorado em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Catarina (2013), mestrado em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas (2001) e graduação em Filosofia pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (1995). Atualmente é professora Associada da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE) e atua na Graduação e na Pós-Graduação. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Ética e Filosofia Política. É tutora do PET Filosofia da Unioeste e coordena projetos de extensão, dentre eles os projetos de web rádio nas escolas públicas de Toledo e o Projeto Rede de Saberes em convênio com a Secretaria de Cultura do município de Toledo.

  • Rafaela Ortiz de Salles, Universidade Estadual do Oeste do Paraná

    Aluna regular do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da UNIOESTE (Linha de pesquisa: Ética e Filosofia Política). Bolsista CAPES. Licenciada em Filosofia pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE (2021). Desenvolve pesquisas em torno da Teoria Política Feminista de Carole Pateman. Interessa-se, sobretudo, por pesquisas relacionadas à Teoria Feminista, Filosofia Feminista e Filosofia Política. Membro do Grupo de Pesquisa Ética e Filosofia Política da Unioeste cadastrado no CNPq.

Referências

ARISTÓTELES. A Política. Tradução de Mário da Gama Kury. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1985.

BIROLI, Flávia. Gênero e desigualdades: os limites da democracia no Brasil. São Paulo: Boitempo, 2018.

LERNER, Gerda. A criação do patriarcado: história da opressão das mulheres pelos homens. Tradução Luiza Sellera. São Paulo: Cultrix, 2019.

LOCKE, John. Carta acerca da intolerância; Segundo Tratado sobre o governo; Ensaio acerca do entendimento humano. Tradução de Anoar Aiex & Jacy Monteiro. 2. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1978.

MIGUEL, Luis Felipe. Carole Pateman e a crítica feminista do contrato. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 32, n. 93, p. 1-17, 2017. DOI: https://doi.org/10.17666/329303/2017.

PATEMAN, C. O contrato sexual. Tradução de Marta Avancini. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1993.

SAFFIOTI, Heleieth. Gênero patriarcado violência. 2. ed. São Paulo: Expressão Popular: Fundação Perseu Abramo, 2015.

Downloads

Publicado

2023-10-17

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

WELTER, Nelsi Kistemacher; ORTIZ DE SALLES, Rafaela. CAROLE PATEMAN: o patriarcado moderno fraternal. Eleuthería - Revista do Curso de Filosofia da UFMS, [S. l.], v. 8, n. 14, p. 158–178, 2023. DOI: 10.55028/eleu.v8i14.16786. Disponível em: https://periodicos.ufms.br/index.php/reveleu/article/view/16786. Acesso em: 20 fev. 2026.