ANÁLISE DAS INEQUIDADES ESPACIAIS NO ACESSO À REDE PÚBLICA DE EDUCAÇÃO BÁSICA
uma aplicação do método 2SFCA em Ibitinga-SP
Resumo
A diminuição recente do número de viagens pelo transporte ativo com destino à escola demanda ações e políticas públicas que permitam que crianças e adolescentes se desloquem de forma independente e segura. Neste trabalho, buscou-se estimar e mapear a acessibilidade a pé da população jovem de Ibitinga-SP à rede pública de educação básica, além de verificar a inequidade de acesso às escolas locais. Para o estudo de caso, aplicou-se o método 2SFCA em SIG, com base no conceito de “vizinhança de 20 minutos”, atribuindo-se velocidades de caminhada aos segmentos viários da rede com base na declividade. Em seguida, foi mensurado o Índice de Palma para avaliar a diferença no nível de acesso entre os extremos da distribuição de renda. Os resultados indicam que a população residente na região central de Ibitinga-SP apresenta níveis de acesso significativamente mais elevados do que aqueles observados nas regiões periféricas, além de evidenciar uma desproporção no número de alunos(as) matriculados(as) nas escolas estudadas, sobretudo no Ensino Médio. O Índice de Palma sugere desigualdade de acesso entre as populações mais e menos abastadas, variando de baixa, no caso do Ensino Fundamental, a moderadamente alta, no Ensino Médio.
