SUJEITO, ATOR OU AGENTE: UM ESTUDO TEÓRICO DA NATUREZA HUMANA NOS ESTUDOS ORGANIZACIONAIS

Flávia Mayara Segate, Jéssica Silva de Carvalho, Weber Henrique Radael, Mayra Carlos Silva

Resumo


Os estudos organizacionais é um importante campo da Administração, com uma reponsabilidade de desenvolver essa área quanto ao pensamento teórico de uma visão das organizações como organizações humanas. Nesse campo, os fenômenos organizacionais são estudados a partir de diferentes abordagens teóricas e paradigmas. Dentre as diferenças dessas abordagens está o aspecto quanto a natureza humana, ou seja, como os indivíduos são considerados nessas discussões teóricas. Nesse aspecto, as abordagens tratam dos indivíduos de maneiras diferentes, o que influencia se serão determinados por uma estrutura (sujeitos ou atores) ou se exercerão seu próprio poder de agência em seus atos. Portanto, esse trabalho propõe um debate teórico das principais teorias presentes na área dos estudos organizacionais, compreendendo como o indivíduo é considerado nessas teorias.


Palavras-chave


Estudos Organizacionais; Abordagens Teóricas; Sujeito; Indivíduo.

Texto completo:

PDF

Referências


ALVESSON, M.; DEETZ, S. Teoria Crítica e Abordagens Pós - Modernas para Estudos Organizacionais. In: Clegg, S.R.; Hardy, C.; Nord, W. (orgs), Handbook de estudos organizacionais. São Paulo: Atlas, 1998.

ALVESSON, M.; BILLING, Y.D. Gender and organizations: Towards a Differentiated Understanding. Organizational Studies, 13/18, p. 73-102, 1992.

ANTONACOPOULOU, E. P. The power of critique: revisiting critical theory at the end of the century. In: Gilson, C. H. J.; Grugulis, I.; Willmot, H. Paper presented at Critical Management Studies Conference, Manchester, UK July, p. 14-16, 1999.

BANERJEE, S. B. Sustainable development and the reinvention of nature. In: Critical Management Studies Conference Proceedings. Manchester, UK, July, p. 14-16, 1999.

BAUM, J. A. C. Ecologia Organizacional in: Clegg, S. R.; Hardy, C.; Nord, W. (orgs). Handbook de estudos organizacionais. São Paulo, Atlas, 1998.

BERTERO, Carlos Osmar; KEINERT, Tânia Margarete Mezzomo. A evolução da análise organizacional no Brasil (1961-93). Revista de Administração de Empresas, v. 34, n. 3, p. 81-90, 1994.

BERTERO, Carlos Osmar; CALDAS, Miguel Pinto; WOOD JR., Thomaz. Produção Científica em Administração de Empresas: Produção Científica em Administração de Empresas: Provocações, Insinuações e Contribuições para um Debate Local. RAC, v. 3, n. 1, p. 147-178, jan/abr 1999.

BURRELL, G.; MORGAN, G. Sociological paradigms and organisational analysis. London: Heinemann Educational Books. 1979.

CABRAL, Augusto. A sociologia funcionalista nos estudos organizacionais: foco em Durkheim. Cad. EBAPE.BR, Rio de Janeiro , v. 2, n. 2, p. 01-15, July 2004.

CALÁS, M. B.; SMIRCHICH, L. Do ponto de vista da mulher: Abordagens feministas em estudos organizacionais. In: Clegg, S. R.; Hardy, C.; Nord, W. (orgs), Handbook de estudos organizacionais. São Paulo: Atlas, 1998.

CALDAS, M. P.; FACHIN, R. Paradigma Funcionalista: Desenvolvimento de Teorias e Institucionalismo nos anos 1980 e 1990. ERA, vol. 45, n. 2, Abr. a Jun. 2005.

CARVALHO, C. A. P., VIEIRA, M. F. V., LOPES, F. The structuring of the organizational field of theaters and museums in the south of Brazil. In: European Group for Organization Studies Colloquium. EGOS. Anais…Lyon, France, 2001.

CARRIERI, A. P. Organizações e meio ambiente: mudança cultural. In: Rodrigues, S. B.; Cunha, M. P. (orgs), Estudos Organizacionais: novas perspectivas na administração de empresas. São Paulo: Iglu. p. 477-500, 2000.

CASTRO, Anna Maria de; DIAS, Edmundo Fernandes. Introdução ao Pensamento Sociológico. In: CASTRO, Anna Maria de; DIAS, Edmundo Fernandes. Sociologia: Durkheim, Weber, Marx, Parsons. Rio de Janeiro: Eldorado Tijuca, p. 37-96, 1985.

CAVALCANTE, Ricardo Caribe. Os Estudos organizacionais e a sua contribuição para a comunicação de organizações. Anais do I Congresso Brasileiro Científico de Comunicação Organizacional e de Relações Públicas – Abrapcorp, mai. 2007.

COLLIOT-THÉLÈNE, Catherine. A Sociologia de Max Weber. Tradução de Cláudio José do Valle Miranda. Rio de Janeiro: Vozes, 2016.

CRUBELLATE, J. M.; GRAVE, P. S.; MENDES, A. A. A Questão Institucional e suas Implicações para o Pensamento Estratégico. RAC - Revista Administração Contemporânea, n. Especial, p. 37-60, 2004.

CUNHA, M. P. Ecologia organizacional: implicações para a gestão e algumas pistas para a superação de seu caráter anti-management. Revista de Administração de Empresas, v. 39, n. 4, p. 21-28, 1999.

DE MATTOS, P. L. C. L. Poderia a Administração ser uma “ciência” específica? Palestra no 1º Simpósio de Pós-Graduação em Administração PPA-UEM, Maringá, 20 de nov, 2015.

DELLAGNELO, E. L.; MACHADO-DA-SILVA, C. L. Novas formas organizacionais: Onde se encontram as evidências empíricas de ruptura com o modelo burocrático de organizações. O&S, v. 7, n. 19. Set/Dez. 2000.

DIMAGGIO, P. J.; POWELL, W. The iron cage revisited: institutional isomorphism and collective rationality organization fields. American Sociological Review, 1983, v. 48 (April: 147-160).

DONALDSON, L. Teoria da Contingência Estrutural in: Clegg, S.R.; Hardy, C.; Nord, W. (orgs), Handbook de estudos organizacionais. São Paulo: Atlas, 1998.

DURKHEIM, Emile. As regras do método sociológico. In: Émile Durkheim. São Paulo: Abril Cultural, 1978.

FACHIN, Roberto; RODRIGUES, Suzana Braga. Nota técnica: Teorizando sobre Organizações – Vaidades ou Pontos de Vista? In: Clegg, S. R.; Hardy, C.; Nord, W. (orgs), Handbook de estudos organizacionais. São Paulo: Atlas, 1998.

FARIA, José Henrique de. Consciência crítica com Ciência Idealista: paradoxos da redução sociológica na Fenomenologia de Guerreiro Ramos. Cadernos EBAPE.BR, v. 7, n. 3, Rio de Janeiro, Set. 2009.

GUERREIRO RAMOS, Alberto. Administração e contexto brasileiro. Rio de Janeiro: FGV, 1983.

GUERREIRO RAMOS, Alberto. Modelos de homem e teoria administrativa. Rev. Administração Pública, Rio de Janeiro, v. 18, n. 2, p. 3-12, abr./jun. 1984.

HALL, Richard H. O conceito de burocracia: uma contribuição empírica. In: CAMPOS, Edmundo. Sociologia da Burocracia. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1978.

HALL, R. H. Organizações: estruturas, processos e resultados. 8. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2004.

HANNAN, M. T.; FREEMAN, J. The population ecology of organizations. American Journal of Sociology, v. 82, n. 5, p. 929-964, 1977.

HREBINIAK, L.; JOYCE, W. F. Organizational adaptation: strategic choice and environmental determinism. Administrative Science Quarterly. v. 30, p. 336-349, 1985.

LEAL, Raimundo S.. As dimensões da racionalidade e os estudos organizacionais: a mediação entre a modernidade e a pós-modernidade. Organ. Soc., Salvador , v. 9, n. 25, p. 77-91, Dec. 2002.

MACHADO-DA-SILVA, C. L.; FONSECA, V. S. da; CRUBELLATE, J. M. Estrutura, agência e interpretação: elementos para uma abordagem recursiva do processo de institucionalização. Revista de Administração Contemporânea, v. 14, n. spe, p. 77-107, 2010.

MOZZATO, A. R.; GRZYBOVSKI, D. Abordagem Crítica nos Estudos Organizacionais: Concepção de indivíduo sob a perspectiva emancipatória. Cad. EBAPE.BR, v. 11, n. 4. Rio de Janeiro, Dez. 2013.

PAES DE PAULA, Ana Paula. Guerreiro Ramos: Resgatando o Pensamento de um Sociólogo Crítico das Organizações. Organizações & Sociedade, v.14, n. 40, Jan.-Mar. - 2007.

PAES DE PAULA, A.P. Para além dos paradgmas nos Estudos Organizacionais: o Císculo das Matrizes Epistemicas. Cad.EBAPE.BR, v. 14, nº 1, Artigo 2. Rio de Janeiro, Jan/Mar. 2016.

REED, M. Teorização Organizacional: Um Campo Historicamente Contestado in: Clegg, S.R.; Hardy, C.; Nord, W. (orgs), Handbook de estudos organizacionais. São Paulo: Atlas, 1998.

RODRIGUES, S. B. Organization studies: anglosaxon knowledge in Brazil. Belo Horizonte: UFMG, 1997.

SCOTT, W. Approaching adulthood: the maturing of institutional theory. Theory and Society, v. 37 (5), p. 427-442, 2008.

SEGNINI, L. R. P.; Nota técnica: Do ponto de vista do Brasil: Estudos Organizacionais e a questão do feminismo. In: Clegg, S.R.; Hardy, C.; Nord, W. (orgs), Handbook de estudos organizacionais. São Paulo: Atlas, 1998.

SELL, Carlos Eduardo. Sociologia clássica. 4.ed. Itajaí: Univali, 2002.

SERVA, M. Epistemologia da administração no Brasil: o estado da arte. Cad. EBAPE.BR, v. 15, n. 4. Rio de Janeira, Out/Dez, 2017.

SERVA, M.; CAITANO, D.; SANTOS, L.; SIQUEIRA, G. A análise da racionalidade nas organizações - um balanço do desenvolvimento de um campo de estudos no Brasil, Cad. EBAPE.BR, v. 13, n. 3. Rio de Janeiro, Jul/Set. 2015.

SERVA, Maurício. O fato organizacional como fato social total. Revista de Administração Pública, Rio de Janeiro, v. 35, n. 3, p. 131-152, Maio/Junho 2001.

SIQUEIRA, G. M. V. Tensão entre as racionalidades substantiva e instrumental: estudo de caso em uma ecovila no sul da Bahia. Cad. EBAPE.BR, v. 15, n. 4. Rio de Janeira, Out/Dez. 2007.

SOUZA, M. M. P.; CARRIERI, A. P. Identidades, práticas discursivas e os estudos organizacionais: Uma proposta teórico-metodológica. Cad. EBAPE.BR, v. 10, n. 1. Rio de Janeiro, Mar. 2012.

STEIL, A. V. Organizações, gênero e posição hierárquica: compreendendo o fenômeno do teto de vidro. Revista de Administração, v. 32, n. 3, p. 62-69, 1997.

SWEDBERG, R.. Maz Weber’s Manifest in economic sociology. European Journal of Sociology / Archives Européennes de Sociologie / Europäisches Archiv für Soziologie, Vol. 39, No. 2, Présences de l'au-delà, pp. 379-398, 1998.

THIOLLENT, Michel. Estudos organizacionais: possível quadro referencial e interfaces. RBEO – Revista Brasileira de Estudos Organizacionais, v. 1, n. 1, Curitiba, 2014.

THIRY-CHERQUES, Hermano Roberto. Max Weber: o processo de racionalização e o desencantamento do trabalho nas organizações contemporâneas. Rev. Adm. Pública, Rio de Janeiro , v. 43, n. 4, p. 897-918, Aug. 2009.

THOMPSON, J. Dinâmica organizacional. São Paulo: McGraw-Hill, 1976.

WEBER, Max. Economy and Society. Basic Sociological Terms (org. Guenther Roth e Claus Wittich). Berkeley, University of California Press, 1978.

WEBER, Max. Os fundamentos da organização burocrática: uma construção do tipo ideal. In: CAMPOS, Edmundo. Sociologia da Burocracia. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1978.

WEBER, Max. A ética protestante e o espírito do capitalismo. Trad. José Marcos Mariani de Macedo. São Paulo: Pioneira, 1989.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.