Uso de Ferramentas Estratégicas na Gestão da Fazenda: evidências do interior do Brasil

  • Rafael Todescato Cavalheiro Faculdade de Administração, Tecnologia e Educação de Caarapó (FETAC)
  • Andréia Maria Kremer Faculdade de Administração, Tecnologia e Educação de Caarapó (FETAC)
  • Regio Márcio Toesca Gimenes Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)
  • Márcio Baratelli Faculdade de Administração, Tecnologia e Educação de Caarapó (FETAC)
  • Luciano Braga Pitteri Faculdade de Administração, Tecnologia e Educação de Caarapó (FETAC)
Palavras-chave: Gestão Estratégica, Produtor Rural, Ferramenta Estratégica.

Resumo

Esse estudo buscou analisar o uso das ferramentas estratégicas (FE) no contexto das propriedades rurais e identificar os aspectos associados à sua adoção no interior do Brasil. Para tanto, foi realizado um survey, com uma amostra de 181 produtores rurais, sendo a associação das variáveis testada por meio da estatística qui-quadrado, Coeficiente Phi e Coeficiente V de Cramer. Os resultados revelam que o uso das FE está associado ao nível de conhecimento sobre gestão estratégica, grau de escolaridade, tamanho da fazenda, uso de sistemas de controle, separação de gastos e nível de conhecimento sobre gestão de custos. Verificou-se que, houve avanços em termos de controle, porém ainda predomina a gestão informal ou pouco desenvolvida nas fazendas do interior do Brasil.

Biografia do Autor

Rafael Todescato Cavalheiro, Faculdade de Administração, Tecnologia e Educação de Caarapó (FETAC)
Mestre em Agronegócios (UFGD), Especialista em Gestão de Pessoas (UCDB), graduado em Ciências Contábeis (UFGD). Atualmente é Professor dos cursos de Administração e Ciências Contábeis na Faculdade de Educação, Tecnologia e Administração de Caarapó (FETAC) e Técnico Administrativo na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).
Andréia Maria Kremer, Faculdade de Administração, Tecnologia e Educação de Caarapó (FETAC)
Doutora em Administração pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), Mestra em Agronegócios pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Bacharel em Administração (UFGD). Atualmente é professora formadora do bacharelado em Administração Pública da EaD na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), professora na Faculdade de Educação, Tecnologia e Administração de Caarapó (FETAC) e ocupa o cargo de Administradora na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).
Regio Márcio Toesca Gimenes, Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)
Pós-doutor em Finanças (FEA/USP), Doutor em Administração (Universidad de León e Universidade Federal de Viçosa), Doutor em Engenharia de Produção e Sistemas (UFSC), Mestre em Administração de Empresas (PUC/SP). Atualmente é professor da Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Economia da Universidade Federal da Grande Dourados.
Márcio Baratelli, Faculdade de Administração, Tecnologia e Educação de Caarapó (FETAC)
Pós-graduando em Gestão Estratégica Empresarial pela Faculdade de Educação, Tecnologia e Administração de Caarapó (FETAC) e Bacharel em Administração (FETAC).
Luciano Braga Pitteri, Faculdade de Administração, Tecnologia e Educação de Caarapó (FETAC)
Pós-graduando em Gestão Estratégica Empresarial pela Faculdade de Educação, Tecnologia e Administração de Caarapó (FETAC) e Bacharel em Administração (FETAC).

Referências

Andrade, M.G.F. de, Morais, M.I. de, Munhão, E.E. e Pimenta, P.R. (2012), “Controle de custos na agricultura : um estudo sobre a rentabilidade na cultura da soja”, Custos e @gronegócio on line, Vol. 8 No. 3, p. 24–45.

Araújo, M.J. (2010), Fundamentos de Agronegócios, 3o ed, Atlas, São Paulo.

Argilés, J.M. e Slof, E.J. (2003), “The use of financial accounting information and firm performance: An empirical quantification for farms”, Accounting and Business Research, Vol. 33 No. 4, p. 251–264.

Barbosa, J.S. (1983), Administração rural em nível de fazendeiro, Nobel, São Paulo.

Callado, A.A.C. e Callado, A.L.C. (2006), “Mensuração e controle de custos : um estudo empírico em empresas agroindustriais”, Sistemas & Gestão, Vol. 1 No. 2, p. 132–141.

Clark, D.N. (1997), “Strategic management tool usage: a comparative study”, Strategic Change, Vol. 6 No. 7, p. 417–427.

Connell, D. e Hergesheimer, C. (2014), “Strengthening the Core Business of Farmers Markets through Strategic Business Planning”, Journal of Agriculture, Food Systems, and Community Development, Vol. 4 No. 4, p. 97–108.

Dal Magro, C.B., Di Domenico, D., Klann, C.R. e Zanin, A. (2013), “Contabilidade rural: comparativo na rentabilidade das atividades”, Custos e @gronegócio on line, Vol. 9 No. 1, p. 2–22.

Deponti, C.M. (2014), “As ‘Agruras’ Da Gestão Da Propriedade Rural Pela Agricultura Familiar”, Redes: desenvolvimento regional, Vol. 19 No. Edição Especial, p. 9–24.

Dumer, M.C.R., Silva Junior, A. da, Silva, A.A.B.F. da, Souza, A.M. de,

Gobbi, B.C., Mendonça, M.M. de e Gomes, J.B. (2018), “Nível de conhecimento e utilização das ferramentas da contabilidade de custos na produção de leite no município de Alfredo Chaves-ES”, Custos e @gronegócio on line, Vol. 14 No. 4, p. 127–148.

Fatah, A.M. e Mat-Zin, R. (2014), “Literature review of the Practice of cost accounting system in the agricuLtural firms”, Journal of Commerce & Accounting Research, Vol. 3 No. 1, p. 16–20.

Fávero, L.P. e Belfiore, P. (2017), Manual de análise de dados, Elsevier, Rio de Janeiro.

Ferreira, J.B., Lasso, S.V. e Mainardes, E. (2017), “Características Empreendedoras do Produtor Rural Capixaba”, Gestão & Regionalidade, Vol. 33 No. 99, p. 74–90.

Figueiredo, D.F. (2000), “Uma Reflexão sobre o Planejamento Estratégico”, Revista Administração em Diálogo, Vol. 2 No. 1, p. 2–26.

Fonseca, J.S. e Martins, G.A. (1996), Curso de estatística, 6o ed, Atlas, São Paulo.

Frost, F.A. (2003), “The use of strategic tools by small and medium-sized enterprises: an Australasian study”, Strategic Change, Vol. 12 No. 1, p. 49–62.

Garcés-Galdeano, L., García-Olaverri, C. e Huerta, E. (2016), “Management capability and performance in Spanish family firms”, Academia Revista Latinoamericana de Administración, Vol. 29 No. 3, p. 303–325.

Grant, R.M. (2003), “Strategic planning in a turbulent environment: Evidence from the oil majors”, Strategic Management Journal, Vol. 24 No. 6, p. 491–517.

Jarzabkowski, P. e Wilson, D.C. (2006), “Actionable Strategy Knowledge:. A Practice Perspective”, European Management Journal, Vol. 24 No. 5, p. 348–367.

Just, R. e Zilberman, D. (1983), “Stochastic Structure, Farm Size and Technology Adoption in Developing Agriculture”, Oxford Economic Papers, Vol. 35 No. 2, p. 307–328.

Kaplan, R.S. e Norton, D.P. (1992), “The Balanced Scorecard-Measures that Drive Performance”, Harvard Business Review, Vol. Jan-Feb No. 1, p. 71–79.

Lansink, A.O., Van Den Berg, M. e Huirne, R. (2003), “Analysis of strategic planning of Dutch pig farmers using a multivariate probit model”, Agricultural Systems, Vol. 78 No. 1, p. 73–84.

Machado Filho, C.P., Caleman, S.M. de Q. e Cunha, C.F. da. (2017), “Governance in agribusiness organizations: challenges in the management of rural family firms”, Revista de Administração - RAUSP, Vol. 52 No. 1, p. 81–92.

Mazzioni, S., Zanin, A., Kruger, S.D. e Rocha, J.L.K. (2007), “A Importância dos Controles Gerenciais para o Agribusiness”, Revista Catarinense da Ciência Contábil, Vol. 6 No. 16, p. 9–26.

Miles, M.P., White, J.B. e Munilla, L.S. (1997), “Strategic planning and agribusiness : an exploratory study of the adoption of strategic planning techniques by co-operatives”, British Food Journal, Vol. 99 No. 11, p. 401–408.

Mintzberg, H. (1994), “The Fall and Rise of Strategic Planning”, Harward Business Review, Vol. 72 No. 1, p. 107–114.

Nantes, J.F.D. e Scarpelli, M. (2009), “Elementos de Gestão na Produção Rural”, in Batalha, M.O. (Org.), Gestão Agroindustrial, 3o ed, Atlas, São Paulo, p. 770.

Prescott, J.E. e Grant, J.H. (1988), “A Manager’s Guide for Evaluating Competitive Analysis Techniques”, Interfaces, Vol. 18 No. 3, p. 10–22.

Quesado, P.R., Silva, M. de L.R. da e Rua, S.C. (2018), “A contabilidade financeira e a gestão de custos na atividade agrícola”, Custos e @gronegócio on line, Vol. 14 No. 4, p. 241–258.

Rigby, D. (2001), “Management Tools and Techniques: A survey”, California Management Review, Vol. 43 No. 2, p. 139–160.

Rigby, D. e Bilodeau, B. (2005), “The Bain 2005 management tool survey”, Strategy & Leadership, Vol. 33 No. 4, p. 4–12.

Roper, A. e Hodari, D. (2015), “Strategy tools: Contextual factors impacting use and usefulness”, Tourism Management, Elsevier Ltd, Vol. 51, p. 1–12.

Spee, P.A. e Jarzabkowski, P. (2009), “Strategy tools as boundary objects”, Strategic Organization, Vol. 7 No. 2, p. 223–232.

Stenfors, S., Tanner, L. e Haapalinna, I. (2004), “Executive Use of Strategy Tools : Building Shared Understanding through Boundary Objects”, Frontiers of E-Business Research, No. May, p. 635–645.

Vorpagel, A.C.M., Hofer, E. e Sontag, A.G. (2017), “Gestão de custos em pequenas propriedades rurais: Um estudo aplicado no município de Marechal Cândido Rondon – PR”, ABCustos, Vol. 12 No. 2, p. 111–139.

Webster, J.L., Reif, W.E. e Bracker, J.S. (1989), “The Manager’s guide to strategic planning tools and techniques”, Strategy & Leadership, Vol. 17 No. 6, p. 4–48.

Westgren, R.E. e Cook, M.L. (1986), “Strategic management and planning”, Agribusiness, Vol. 2 No. 4, p. 477–489.

Wright, P., Kroll, M.J. e Parnell, J. (2000), Administração Estratégica - Conceitos, Atlas, São Paulo.

Zanin, A., Oenning, V., Tres, N., Kruger, S.D. e Gubiani, C.A. (2014), “Gestão das Propriedades Rurais do Oeste de Santa Catarina: As Fragilidades da Estrutura Organizacional e a Necessidade do Uso de Controles Contábeis”, Revista Catarinense da Ciência Contábil, Vol. 13 No. 40, p. 9–19.

Publicado
2019-10-09
Seção
Artigo completo - Gestão de organizações públicas, privadas e do terceiro setor