A ESTRUTURAÇÃO DE GÊNERO, LÓCUS FEMININO E RELAÇÕES DE PODER: UMA ANÁLISE A PARTIR DE TEORIAS SOCIOLÓGICAS

  • Jaque Teodoro Comin UNIVERSIDADE FEDERAL DA GRANDE DOURADOS
  • Julia Cunha Barboza Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
Palavras-chave: Gênero, Construção social, Estrutura, Símbolos e poder.

Resumo

Este artigo tem como eixo central a estruturação das relações de gênero, como estas se configuram e são representadas socialmente, moldando o masculino e o feminino, gerando desigualdades, hierarquia, divisão dos espaços e do poder. Para compreender como isto ocorre, será abordada a relação entre os agentes e as estruturas sociais que constroem, reproduzem e significam os símbolos sociais da ordem dominante. Discussões fundamentais desta construção perpassa o corpo, a sexualidade, vigilância, o controle, instaurando normas e distribuindo o poder. Neste sentido, compreenderemos o lócus feminino, o qual ocupa posição desigual, é oprimido e violentado. Para a realização da pesquisa, foi feita uma revisão bibliográfica acerca de temas, como: estrutura social, agência, tipificações, sistema simbólico, habitus, ordem social, institucionalização, corpo, poder, disciplina, vigilância e sexualidade. O objetivo é gerar a reflexão sobre a estruturação social do feminino e masculino, excludentes e opostos por divisões categóricas, construídas histórico-social-culturalmente, portanto, produto humano.

Biografia do Autor

Jaque Teodoro Comin, UNIVERSIDADE FEDERAL DA GRANDE DOURADOS

Mestre em sociologia pela Universidade Federal da Grande Dourados – UFGD. Licenciada em ciências sociais pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul/ CPNV. E-mail: jaquelineteodoroc@gmail.com

Julia Cunha Barboza, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
Acadêmica do 8° semestre do curso de pedagogia na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – CPNV. E-mail: juliabarboza14766@hotmail.com

Referências

ALTHUSSER, L. Aparelhos ideológicos do estado. Rio de Janeiro: Graal, 1985.

BERGER, P.; LUCKMANN, T. A Construção Social da Realidade. Petrópolis: Vozes, 1985.

BOURDIEU, P. O Poder Simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998. Cap. I à III.

BOURDIEU, P. A Dominação Masculina. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999. (13-68)

BOURDIEU, P. O poder simbólico. Tradução Fernando Tomaz (português de Portugal) 13. ed. – RJ: Bertrand Brasil, 2010.

BOURDIEU, P. Esboço de uma Teoria da Prática. In: ORTIZ, Renato (Org.). A sociologia de Pierre Bourdieu, São Paulo: Editora Ática, 1994.

BRASÍLIA. Mulheres na política: retrato da sub-representação feminina no poder. Brasília: Senado Federal, Procuradoria Especial da Mulher, 2016. (p. 80-85)

AUTOR. Mulheres e política em Mato Grosso do Sul: a relação entre o social e o constitucional. Dourados, UFGD, 2018.

FOCAULT, M. Vigiar e Punir. Petrópolis: Vozes, 1995. (pág. 117 à 160)

FOCAULT, M. História da Sexualidade I. Rio de Janeiro: Graal, 1988. 125-152

GIDDENS, A. A Constituição da Sociedade. São Paulo: Martins Fontes, 1989.

KOFES, S. Mulher, mulheres: identidade, diferença e desigualdade na relação entre patroas e empregadas domésticas. Campinas, SP: Ed Unicamp, 2001.

LAURETIS, T. de. A tecnologia de gênero. In: HOLLANDA, H. B. (Org.). Tendências e impasses: O feminismo como crítica da cultura. RJ: Rocco, 1994, p.206-242.

LOURO, G. L.; FELIPE, Jane; GOELLNER, S. V. Corpo, gênero e sexualidade: um debate contemporâneo na educação. 6ª ed., Petrópolis, RJ: Vozes, 2010.

LOURO, G. L.. Uma leitura da história da educação sob a perspectiva do gênero. Projeto História. São Paulo, n. 11, p. 31-46, nov. 1994.

MENEGAT, A. S. Mulheres na sociedade: um olhar sobre a condição das mulheres e as transformações sociais produzidas por elas. In. FARIAS, M. F. L. (org.) Relações de gênero : dilemas e perspectivas. Dourados, MS : Editora da UFGD, 2009.

SPIVAK, G. C. Pode o Subalterno falar? Trad. Sandra Regina Goulart Almeida; Marcos Pereira Feitosa, André Pereira Feitosa. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010.

Disponível em: <http://gilbert92.jusbrasil.com.br/artigos/172166653/mulheres-no-congresso> Acessado em: 30 jun. 2018.

Publicado
2019-10-31