ASSOCIAÇÕES ATLÉTICAS ACADÊMICAS E A CULTURA DO LAZER UNIVERSITÁRIO

  • Matheus Guimarães Lima Universidade Federal da Grande Dourados - UFGD
  • Helena Cardoso Dalperio Universidade Estadual Paulista - UNESP
Palavras-chave: , Associações Atléticas Acadêmicas, Lazer, Sociabilidade, Universitários

Resumo

O presente texto é resultado de uma pesquisa que objetivou compreender a relação entre Associações Atléticas Acadêmicas (A. A. A.s) e a cultura do lazer universitário no Brasil atualmente. Desde o início do século, o número de estudantes universitários cresceu bastante no país. Paralelamente, cresceu, também, o número de A. A. A.s e ligas universitárias de esportes que realizam competições esportivas e festas open bar, que se tornaram opção de lazer de predileção entre os estudantes universitários. Metodologicamente, apoiamo-nos, sobretudo, na metodologia da observação participante, utilizada durante pesquisas de campo. À parte, foram realizadas entrevistas e foi aplicado questionário a estudantes universitários. Observamos, que além das A. A. A., há outras organizações correlatas, igualmente importantes: as baterias universitárias e as equipes de cheerleading, que conjuntamente contribuem para manutenção e expansão da cultura do lazer universitário no Brasil.

Biografia do Autor

Matheus Guimarães Lima, Universidade Federal da Grande Dourados - UFGD
Doutorando em Geografia - Universidade Federal da Grande Dourados - UFGD
Helena Cardoso Dalperio, Universidade Estadual Paulista - UNESP
Graduada (Licenciatura) em Pedagogia - Universidade Estadual Paulista - UNESP

Referências

BELK, R. W. Possessions and the extended self. Journal of consumer research, Oxford, v. 15, n. 2, p. 139-168, 1988.

BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999.

DAYRELL, J. A música entra em cena: o rap e o funk na socialização da juventude em Belo Horizonte. 2001. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo – USP, São Paulo, 2001.

ELIAS, N; SCOTSON, J. L. Os estabelecidos e os outsiders. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2000.

FOOTE-WHYTE, W. Treinando a observação participante. In: GUIMARÃES, A. Z. (org.). Desvendando máscaras sociais. Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves Editora, 1980.

GIDDENS, A. Modernidade e identidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2002.

GRIFFIN, C. Imagining new narratives of youth: youth research, the new Europe and global youth culture. Childhood, Trondhein, v. 8, n. 2, p. 147-166, 2001.

HAESBAERT, R. A desterritorialização: Entre as redes e os aglomerados de exclusão. In: CASTRO, I. E., et al. (org.). Geografia: Conceitos e temas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999, p. 165-206.

HALL, S. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 2001.

HARE, B. Survival of the friendliest: Homo Sapiens evolved via selection for prosociality. Annual review of psychology, Palo Alto, v. 68, 2017.

HARVEY, D. Condição pós-moderna. São Paulo: Edições Loyola, 1992.

HISSA, Cássio E. V. Entrenotas: compreensões de pesquisa. Belo Horizonte: Ed. da UFMG, 2013.

INEP. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira.

Disponível em: < www.inep.gov.br/ > Acesso em: 14 abr. 2019.

KRIEGER, H; YOUNG, C. M; ANTHENIEN, A. M; NEIGHBORS, C. The epidemiology of Binge Drinking Among College-Age Individual in the United States. Alcohol Research Current Reviews, Bathesda, v. 39, n. 1, 2018.

LIMA, M. G. Espaços de lazer e territórios juvenis em Três Lagoas/MS. 2018. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS, Três Lagoas, 2018.

LIMA, E. L. G; RIBEIRO, A. I. M. A faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Presidente

Prudente 1959 – 1976: Gênese da FCT – UNESP. Jundiaí: Paco Editorial, 2013

MARGULIS, M. La cultura de la noche: la vida nocturna de los jóvenes en Buenos Aires. Buenos Aires: Biblos, 1997.

MAY, T. Pesquisa social: questões, métodos e processos. 3.ed. Trad. Carlos A. Silveira. Porto Alegre: Artmed, 2004.

PILKINGTON, H. Is There a Global Youth Culture? A View from the Periphery, 1997,

Washington, DC. In: 96th American Anthropological Association Conference, Washington, DC. Anais do 96th American Anthropological Association Conference. Washington, DC: American Anthropological Associatison Conference, 1997.

PINSKY, I. A estratégia de venda da indústria de cerveja em relação aos estudantes

universitários (atléticas). In: Seminário Internacional sobre Álcool e Violência, 2014,

São Paulo. Anais do Seminário Internacional sobre Álcool e Violência. São Paulo,

RECKZIEGEL, D. Lazer noturno: aspectos configuracionais e formais e sua relação

com a satisfação e preferência dos usuários. Dissertação (Mestrado) – Universidade

Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2009.

ROMERA, L. A. Lazer e festas: Estudo sobre os modos de divulgação de bebidas nos

campi universitários. Caderno Terra Ocupada, São Carlos, v.22, n. Suplemento

Especial, p. 95-102, 2014.

SAMPAIO, H. Novas dinâmicas do ensino superior no Brasil: o público e o privado. Cadernos do GEA, Rio de Janeiro, n. 7, p. 8-22, jan./jun. 2015.

SAVIANI, D. A expansão do Ensino Superior no Brasil: mudanças e continuidades.

Poíesis Pedagógica, Goiânia, v. 8. Nº 2, 2010.

SEEMILLER, C; GRACE, M. Generation Z Goes to Collerge. San Francisco: Jossey-Bass, 2016.

SILVEIRA, J. D. A excursão no ensino de Geografia. Revista Geografia, São Paulo, v. 2, nº4, p. 71-73, 1936.

TURRA NETO, N. Múltiplas trajetórias juvenis em Guarapuava: territórios e redes de sociabilidade. 2008. Tese (Doutorado) – Universidade Estadual Paulista – UNESP, Presidente Prudente, 2008.

ZUSMAN, Perla. La tradición del trabajo de campo en Geografía. Geograficando, La Plata, v. 7, nº 7, 2011.

Publicado
2019-10-31