A FRONTEIRA COMO LUGAR SÓCIO-HISTÓRICO, GEOGRÁFICO E EPISTÊMICO
um olhar decolonial sobre a fronteira Brasil-Bolívia-Paraguai
Abstract
A fronteira entre países é um local de separação, mas ao mesmo tempo é também um local de aproximação de diferenças e semelhanças entre os lugares povos e suas práticas artísticas e culturais, seus hábitos e costumes. Se a fronteira, parece definir algum lugar fechando-o, por uma perspectiva epistêmica preferimos uma visão de que a fronteira é abertura para possibilidades: lugares, sujeitos, pensamentos, produções artísticas. Esta pesquisa prioriza uma episteme descolonial latino-americana brasileira e sul-mato-grossense para (verificar a real situação – geografia, biográfica, discursiva e cultural – dos sujeitos, práticas e culturas das nações (Brasil/Paraguai/Bolívia) que estão circunscritas nessa faixa de fronteira de exclusão, por ser considerada não produtora de conhecimento e cultura. O problema de estudos fronteiriços tradicionais são eurocêntricos e ignoram as relações de poder colonial. O objetivo deste estudo é analisar os territórios de fronteira sob a luz do pensamento decolonial, pensar a partir da ferida colonial. Para atingir o objetivo a metodologia usada é abordagem qualitativa com pesquisa de revisão bibliográfica. Há necessidade de descolonizar a Geografia e Relações Internacionais na América Latina.
