CENTRO DE RESSOCIALIZAÇÃO FEMININO

concepção de espaços dignos em uma unidade prisional de regime semiaberto

Autores/as

Resumen

O presente estudo investiga a situação da população carcerária feminina no Brasil, destacando a necessidade de diretrizes arquitetônicas e urbanísticas que atendam às especificidades desse grupo. O objetivo geral é desenvolver um projeto arquitetônico para um Centro de Ressocialização Feminino em Naviraí/MS, que promova a dignidade, segurança e reintegração social das detentas. A pesquisa adota uma abordagem metodológica quantitativa. Foram realizadas revisões bibliográficas e análises de dados demográficos e habitacionais, obtidos de fontes oficiais como o SISDEPEN e o INFOPEN, para contextualizar o crescimento da população feminina encarcerada e suas implicações na dinâmica urbana e na ressocialização. Os resultados preliminares indicam que as prisões brasileiras, predominantemente projetadas para homens, falham em atender às necessidades femininas, resultando em violação de direitos e condições inadequadas. A pesquisa conclui que a implementação de um projeto arquitetônico adequado pode contribuir significativamente para a melhoria das condições de vida das mulheres encarceradas e facilitar sua reintegração social, apresentando-se como uma referência para futuras construções e reformas de unidades prisionais femininas no Brasil.

 

Biografía del autor/a

  • Mharya Clara Marafigo Oderdenge

    Graduanda do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, campus de Naviraí CPNV atualmente realiza o Trabalho de Conclusão de Curso.

  • Mirandulina Maria Moreira Azevedo, UFMS

    Professora adjunta em regime de dedicação exclusiva na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul UFMS. Tem se dedicado a pesquisa acerca da formação do pensamento arquitetônico por meio de documentação (textos e desenhos) de diversas épocas. Líder do grupo de pesquisa NEP - NÚCLEO DE ESTUDOS DE PATRIMÔNIO: Studium et opera, atualmente é Coordenadora dos Projetos de Pesquisa "Teoria e práxis de arquitetura: análise de escritos, desenhos e obras"(2025-2030); " Contribuição às práticas de preservação: análise de intervenções em patrimônio"(2025-2030) e "Para Compreender Arquitetura: Construção, História e Preservação" (2024-2026) voltado à análise de construções históricas. Com o tema das revistas no século 20 desenvolveu no período (2020-2022) Pós-doutorado no Instituto de Arquitetura e Urbanismo IAU-USP - São Carlos sob o tema: Urbanismo, Preservação e Reconstrução no Entre Guerras: A Cidade (re) vista vinculado ao grupo YBY. No período ( 2014-2015) realizou o Pós-Doutorado PNPD/CAPES" Registros em revista da arquitetura em São Paulo(1900-1920): Reflexões sobre sua Preservação" na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo(FAUUSP)". Autora do e-book "O que se pensava sobre arquitetura quando São Paulo virou metrópole [recurso eletrônico] : desenhos e escritos em revistas (1900-1920)" publicado em 2024 e organizadora da coletânea "Habitação e Cidade Contemporânea" editado em 2022. Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo(1988) pela Universidade Federal do Ceará(UFC), mestrado(1996) e doutorado(2003) pela Universidade de São Paulo(USP), com auxílio de bolsas de estudo da Capes e do CNPq. Foi pesquisadora e coordenadora do Projeto de Diretrizes e Recuperação do Patrimônio habitacional em madeira da Vila Ferroviária de Paranapiacaba/(Fapesp) no período (2003-2006), na Fundação Santo André . Atuou como docente na Universidade Metodista de Piracicaba de 2008 a 2021, onde foi Líder do grupo de pesquisa "Tecnologia, cultura e cidade" (2014-2021), Coordenadora do Curso de Arquitetura e Urbanismo da referida instituição (2019-2021)

Publicado

2026-07-03

Número

Sección

EIXO 5 - Resumo Expandido - Desenvolvimento L/R, Território, Urb. e Turismo

Cómo citar

MARAFIGO ODERDENGE, Mharya Clara; AZEVEDO, Mirandulina Maria Moreira. CENTRO DE RESSOCIALIZAÇÃO FEMININO: concepção de espaços dignos em uma unidade prisional de regime semiaberto. Encontro Internacional de Gestão, Desenvolvimento e Inovação (EIGEDIN), [S. l.], v. 8, n. 1, 2026. Disponível em: https://periodicos.ufms.br/index.php/EIGEDIN/article/view/25614. Acesso em: 8 jul. 2026.