CHOQUES MACROECONÔMICOS E RESILIÊNCIA DO EMPREGO FORMAL NOS ESTADOS BRASILEIROS
evidências mensais do CAGED e indicadores do Banco Central (2020–2025)
Resumen
Este estudo analisa a dinâmica e a resiliência do emprego formal nos estados brasileiros entre 2020 e 2025, combinando dados do CAGED em painel UF×mês (estoque, admissões, desligamentos e saldo) com séries mensais do BCB/SGS (Selic, IPCA, IBC-Br e câmbio de venda). A resiliência é mensurada por duas métricas operacionais: resistência, definida como a queda relativa do estoque no choque pandêmico (mar–ago/2020) em relação ao patamar de referência pré-choque (jan–fev/2020); e recuperação, definida como o tempo, em meses, até retorno a esse patamar. A estratégia empírica estima regressões em painel UF×mês com efeitos fixos por UF, controles sazonais, defasagens das variáveis macro e erros robustos, com estimação realizada em Python. As evidências sugerem heterogeneidade regional tanto no impacto inicial quanto na velocidade de recomposição e apontam associações dinâmicas entre condições macroeconômicas e a evolução do emprego formal, compatíveis com transmissão defasada e diferenças territoriais, sem alegação de causalidade forte. O artigo contribui ao operacionalizar métricas replicáveis de resiliência para o emprego formal e ao integrar alta frequência administrativa com variáveis macro em abordagem subnacional.
