GESTÃO FINANCEIRA COMPARTILHADA
Um Estudo Preliminar
Resumo
Este estudo investiga modelos híbridos de gestão financeira compartilhada, combinando contas conjuntas e individuais, mesadas e divisão proporcional de despesas, e seus impactos sobre autonomia, equidade e bem-estar conjugal. A revisão narrativa da literatura abrangeu artigos acadêmicos, dissertações, monografias e relatórios técnicos publicados entre 2010 e 2025, em português e inglês, organizados em cinco eixos: finanças pessoais, gestão orçamentária familiar, autonomia e equidade, bem-estar e estresse financeiro, e modelos híbridos. Os resultados indicam que os arranjos híbridos promovem maior clareza na alocação de recursos, preservam autonomia individual, reduzem conflitos e incentivam poupança e investimentos conjuntos, fortalecendo comunicação e cooperação entre parceiros. No entanto, persistem desigualdades sutis de poder e limitações metodológicas, incluindo escassez de estudos longitudinais e contextos socioeconômicos diversos. A adoção de tecnologias financeiras digitais surge como facilitadora, mas requer educação financeira e digital. Conclui-se que arranjos híbridos equilibram autonomia e interdependência, contribuindo para bem-estar e planejamento financeiro, mas demandam mais pesquisas para compreender plenamente seus efeitos sobre equidade, saúde mental e construção de patrimônio familiar. O estudo reforça a importância de práticas financeiras estruturadas, diálogo aberto e literacia financeira como instrumentos centrais para promover relações conjugais equitativas e resilientes.
