CAPACITAÇÃO DE ADOLESCENTES EM PRIMEIROS SOCORROS NO AMBIENTE ESCOLAR: RELATO DE EXPERIÊNCIA

  • Letícia Espíndola Trevisan da Silva Integrante do Grupo PET-Enfermagem pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul
  • Giovana Buranello Giovanetti Integrante do Grupo PET-Enfermagem pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul
  • Felipe da Silva Queiroz UFMS
  • Guilherme Pereira de Melo Catossi Integrante do Grupo PET-Enfermagem pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul
  • Mara Cristina Ribeiro Furlan Ex tutora do Grupo PET-Enfermagem pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul
  • Catchia Hermes-Uliana Tutora do Grupo PET-Enfermagem pela Universidade Federal Do Mato Grosso do Sul

Resumo

RESUMO: Este relato de experiência descreve um projeto de ensino e extensão voltado à capacitação de adolescentes em primeiros socorros e atendimento a situações de urgência e emergência no ambiente escolar. A iniciativa, conduzida pelo grupo PET Enfermagem, foi estruturada em três etapas e contou com a participação ativa de estudantes do curso de Enfermagem, sob orientação docente. Inicialmente, os petianos foram capacitados por profissionais da saúde em uma formação teórico-prática, com o objetivo de prepará-los para atuar como multiplicadores. Na segunda etapa, os conhecimentos foram aplicados em oficinas com estudantes do ensino fundamental de uma escola pública, por meio de cartilha educativa e práticas com uso de simuladores. A última fase incluiu atividades durante um evento universitário e uma capacitação intergrupos com outros PETs. No total, 105 pessoas foram capacitadas. Os conteúdos abordaram avaliação da vítima, suporte básico de vida, condutas frente a desmaios, queimaduras, hemorragias, convulsões, afogamentos, engasgos e paradas cardiorrespiratórias, além da distinção entre serviços de urgência e emergência. Os resultados apontaram elevada receptividade dos participantes, com destaque para a clareza das exposições, o envolvimento nas práticas e a relevância social do tema. A proposta demonstrou impacto positivo na formação cidadã dos adolescentes e na consolidação de uma cultura de prevenção, além de contribuir para o fortalecimento do vínculo entre universidade e comunidade. Conclui-se que ações extensionistas dessa natureza são eficazes na educação em saúde e essenciais para promover o protagonismo juvenil em situações críticas.

Publicado
2025-12-23