RESISTÊNCIA E PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO: UMA ANÁLISE EPISTEMOLÓGICA DO GRUPO DE ESTUDO DREGS EM GÊNERO E SEXUALIDADE
Resumo
O presente artigo analisa a atuação do grupo de estudos DREGS (Diversidade, Resistência, Educação, Gênero e Sexualidade) enquanto espaço de produção crítica de saberes dentro da universidade. Formado por estudantes do curso de História vinculados ao Programa de Educação Tutorial (PET), o grupo surge da necessidade de romper com currículos excludentes e silenciadores em relação às questões de gênero, sexualidade e raça. A partir de referenciais teóricos como o pós-estruturalismo, o feminismo negro e os estudos queer, o DREGS propõe práticas de resistência que desafiam as normas acadêmicas hegemônicas. Inspirado por autoras como Joan Scott, Judith Butler, Grada Kilomba e Michel Foucault, o grupo constrói um espaço de escuta, crítica e transformação, afirmando o direito à existência de corpos dissidentes e à reconfiguração dos territórios acadêmicos. Por meio de encontros, pesquisas, eventos e produções coletivas, o DREGS transforma o ambiente universitário em um território de disputa política, epistemológica e afetiva.



