NOVO ESTADO EM UMA VELHA ESTRUTURA FUNDIÁRIA: A TERRA COMO ÂMAGO NO PROCESSO DA DIVISÃO DO ESTADO DE MATO GROSSO

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DOI :

https://doi.org/10.55028/agb-tl.v1i35.15296

Résumé

RESUMO: A constituição do Estado capitalista está assentada na disputa entre classes antagônicas. A disputa entre essas classes pelo domínio do Estado resultou na vitória das classes dominantes (PACHUKANIS, 2017), que ocupam a máquina do Estado a pautam seus interesses particulares. Esse domínio e a sua utilização para realização de interesses pessoais foi classificado por Faoro (1958) de Estado patrimonialista. O patrimonialismo é a materialização dos interesses dominantes, sobretudo, dos proprietários fundiários no Estado. Neste caso, o Estado é utilizado como instrumento para manter o poder das oligarquias e, além disso, para o aumento de seus latifúndios, por meio de prática lícitas e ilícitas desempenhadas pelo Estado. O majoritário interesse dos proprietários fundiários brasileiros pela conquista de mais terras faz parte da característica rentista dessa classe, em que se utiliza a terra como “reserva de valor”, auferindo renda fundiária (MARTINS, 1994). Neste sentido, o objetivo deste artigo é investigar a formação territorial do estado de Mato Grosso do Sul, assentado no movimento divisionista entre norte e sul de Mato Grosso. Além disso, pretende-se compreender a utilização do estado, de cunho patrimonialista, para atingir o âmago do interesse pela terra e da constituição de latifúndios para auferir renda fundiária.

PALAVRAS-CHAVE: Patrimonialismo. Oligarquias agrárias. Renda fundiária. Mato Grosso. Mato Grosso do Sul.

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Biographie de l'auteur

  • Amanda Emiliana Santos Baratelli, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Três Lagoas, Mato Grosso do Sul

    Geografia Humana.

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Publiée

2022-07-21

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Artigos

Comment citer

BARATELLI, Amanda Emiliana Santos; DE ALMEIDA, Rosemeire Aparecida. NOVO ESTADO EM UMA VELHA ESTRUTURA FUNDIÁRIA: A TERRA COMO ÂMAGO NO PROCESSO DA DIVISÃO DO ESTADO DE MATO GROSSO. Revista Eletrônica da Associação dos Geógrafos Brasileiros Seção Três Lagoas - (ISSN 1808-2653), [S. l.], v. 1, n. 35, p. 98–125, 2022. DOI: 10.55028/agb-tl.v1i35.15296. Disponível em: https://periodicos.ufms.br/index.php/RevAGB/article/view/15296. Acesso em: 31 janv. 2026.