SOBERANIA ALIMENTAR E AGROECOLOGIA: CONQUISTAS E CONTRADIÇÕES
DOI:
https://doi.org/10.55028/p00k8361Resumo
A soberania alimentar impulsionada, sobretudo, pela ação dos movimentos camponeses, está relacionada à autossuficiência da nação na produção de alimentos, ou seja, soberano é o país capaz de produzir alimentos suficientes para atender à demanda existente no seu território. Nesse contexto, ganha impulso na sociedade o pensamento agroecológico como elemento fundante da soberania alimentar, vinculado, inclusive, à realização da reforma agrária que também se reveste de um sentido nacional, pois se constitui, no entendimento dos movimentos camponeses, como parte de um projeto de desenvolvimento da nação. Portanto, o objetivo deste texto é demonstrar que os camponeses são capazes de garantir a soberania alimentar da nação, evidenciando o relevante papel da produção agroecológica, e a partir deste pressuposto pensar limites e contradições desta relação entre trabalho e natureza. Ou seja, embora os temas da soberania alimentar e da agroecologia estejam legitimados política, social e ambientalmente, considerando a práxis e, sobretudo, as conquistas alcançadas, ambos possuem limites e contradições. Do ponto de vista metodológico, o artigo pautou-se num conjunto de referenciais bibliográficos e documentais. Em síntese, se traz o apontamento de que, por um lado, o avanço técnico na agroecologia pode responder a demanda nacional de soberania alimentar, inclusive, produzindo safras recordes para atender a voracidade consumista, por outro, contraditoriamente, pode gerar nova “ruptura metabólica” - se não observado os limites, na esteira da experimentada na relação capitalista entre sociedade e natureza, a conhecida crise entre a humanidade e a Terra.
PALAVRAS-CHAVE: Movimentos camponeses; Reforma Agrária; Produção de Alimentos.
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