Indigenous cultural centers in the city of Manaus and tourism: tensions and dialogues

Authors

DOI:

https://doi.org/10.55028/h0sy5769

Keywords:

Indigenous Cultural Center, Indigenous Culture, Urban Tourism, Manaus

Abstract

This article aims to present the Indigenous Cultural Centers mapped in the city of Manaus, analyzing the purpose of their creation and their possible relations with tourism. With a qualitative approach and exploratory method, the study was characterized by interdisciplinarity, using references from tourism, anthropology, and other fields of study. At this stage, bibliographic and documentary surveys were carried out, with consultations of online data and institutional records about these Indigenous Centers and the dynamics present within them. The results indicated that: a) they are places of collective memory, teaching, and appreciation of Indigenous culture; b) they strengthen ethnic affirmation in the urban context; c) although  tourism is not the focus of these Centers, connections were identified with the circulation of tourists and with their visibility in the city. Finally, it is hoped that this discussion can be included in studies on tourism and Indigenous culture in the city, pointing out the tensions and dialogues present in this encounter.

 

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biographies

  • José Ernandes, Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

    Mestrando em Antropologia Social pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Amazonas (PPGAS/UFAM). Bacharel em Turismo pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA).  E-mail: jelcj.tur@gmail.com | ORCID: https://orcid.org/0009-0004-6394-4807

  • Jocilene Gomes Cruz, Universidade Estadual do Amazonas (UEA)

    Doutora em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Professora da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). E-mail: jgcruz@uea.edu.br | ORCID: https://orcid.org/0000-0002-2311-9456

References

Almeida, A. W. B. de, & Santos, G. S. dos (Orgs.). (2009). Estigmatização e território: mapeamento situacional dos indígenas em Manaus. Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia; Editora da Universidade Federal do Amazonas.

Almeida, A. W. B. de. (2017). A historicidade da vida contra a museificação: os museus e os mapas nos “centros de ciências e saberes”. In A. W. B. de Almeida & M. A. Oliveira (Orgs.), Museus indígenas e quilombolas: centros de ciências e saberes (pp. 47-83). UEA Edições; Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia.

Appadurai, A. (2004). Dimensões culturais da globalização: a modernidade sem peias (T. Costa, Trad.). Editorial Teorema. (Obra original publicada em 1996).

Arantes, A. A. (1994). A guerra dos lugares: sobre fronteiras simbólicas e liminaridades no espaço urbano. Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, (23), 190-203. Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). https://app.docvirt.com/reviphan/pageid /8522

Araújo, F. (Org.). (2023). Presenças indígenas em contextos urbanos: a pandemia de Covid-19 e outras histórias (B. M. Mendes, Ilust.). Pimenta Cultural. https://radarsaudefavela.com.br/wp -content/uploads/2023/07/eBook_presecas-indigenas.pdf

Araújo, J. V. de S. (2015). Centro Cultural Tikuna: Práticas pedagógicas e identidade étnica no contexto urbano [Dissertação de Mestrado, Universidade Federal do Amazonas, Programa de Pós-Graduação em Educação]. https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/5059

Augé, M. (2012). Não-lugares: introdução a uma antropologia da supermodernidade (M. L. Pereira, Trad.; 9ª ed.). Papirus. (Obra original publicada em 1992).

Baines, S. G. (2006). As chamadas “aldeias urbanas” ou índios na cidade. In M. R. Cunha (Org.), O índio na cidade: mobilidade, identidade e cidadania (pp. 113-130). Ministério da Cultura; Fundação Nacional do Índio (FUNAI). Série Antropologia, 3502. https://biblioteca.funai. gov.br/media/pdf/Folheto55/FO-CX-55-3502-2006.PDF

Barreto, J. P. L. (2017). Bahserikowi - Centro de Medicina Indígena da Amazônia: concepções e práticas de saúde indígena. Amazônica: Revista de Antropologia, 9(2), 594-612. https://doi. org/10.18542/amazonica.v9i2.5665

Barreto, J. P. L. (2021). Kumuã na kahtiroti-ukuse: uma “teoria” sobre o corpo e o conhecimento prático dos especialistas indígenas do Alto Rio Negro [Tese de Doutorado, Universidade Federal do Amazonas, Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social].

Bernal, R. J. (2009). Índios urbanos: processo de reconformação das identidades étnicas indígenas em Manaus (E. M. T. Mainbourg, Trad.). Editora da Universidade Federal do Amazonas; Faculdade Salesiana Dom Bosco. (Série Nova Antropologia da Amazônia).

Bispo, A., & Cañada, E. (2025). Turismo comunitário urbano no Brasil: uma pedagogia da resistência. Alba Sud. (Série Informes en Contraste, nº 37). https://www.albasud.org/downloads/217.pdf

Burns, P. M. (2002). Turismo e antropologia: uma introdução (D. Batista, Trad.). Edições Chronos. (Coleção Tours).

Clifford, J. (2016). Museus como zonas de contato (A. B. de Souza & V. Prates, Trads.). Periódico Permanente, (6). https://www.forumpermanente.org/revista/numero-6-1/conteudo/museus-como-zonas-de-contato-j-clifford

Corbari, S. D., Bahl, M., & Souza, S. R. de. (2018). A relação entre atores e seus impactos: O caso do turismo em comunidades indígenas brasileiras. Caderno Virtual de Turismo, 18(2), 5-22. https://doi.org/10.18472/cvt.18n2.2018.1235

Cruz, J. G. da, Auzier, K. da S., & Dias, L. C. dos S. (2020). A criação de comunidades indígenas em unidades de conservação e suas interfaces com o turismo: Uma análise sobre as dinâmicas no Baixo Rio Negro-AM. In G. C. G. de Matos (Org.), Estudos a partir da teoria de Norbert Elias (pp. 145-157). EDUA; Alexa Cultural.

Faria, I. (Coord.). (2001). Turismo: sustentabilidade e novas territorialidades. Editora da Universidade do Amazonas.

Flick, U. (2004). Uma introdução à pesquisa qualitativa (S. Netz, Trad.; 2ª ed.). Bookman. (Obra original publicada em 2002).

Fratucci, A. C. (2007). Os processos de turistificação do espaço e a atuação dos seus agentes produtores. In Anais do X Encontro Nacional de Turismo em Base Local (pp. 1099-1109). UFPB.

Freitas, L. F. N. de. (2014). Filhos do Waraná: Territorialização dos Sateré-Mawé na Região Metropolitana de Manaus – RMM [Dissertação de Mestrado, Universidade Federal do Amazonas, Programa de Pós-Graduação em Geografia]. http://tede.ufam.edu.br/handle/tede/3949

Freitas, L. F. N., & Faria, I. F. (2021). Parque das Tribos: territorialização, conflitos e a construção de um território indígena urbano na área do Tarumã na cidade de Manaus – AM. Anais do VII Encontro Nacional de Grupos de Pesquisa – ENGRUP 2021. Fundação Joaquim Nabuco. https://fundaj.emnuvens.com.br/CIC/article/view/753

Gil, A. C. (2008). Métodos e técnicas de pesquisa social (6ª ed.). Atlas.

Grünewald, R. de A. (2001). Os índios do Descobrimento: tradição e turismo. Contra Capa Livraria.

Grünewald, R. de A. (2003). Turismo e etnicidade. Horizontes Antropológicos, 9(20), 141-159. https://doi.org/10.1590/S0104-71832003000200008

Grupioni, L. D. B. (2008). Os museus etnográficos, os povos indígenas e a antropologia: reflexões sobre a trajetória de um campo de relações. Museu, identidades e patrimônio cultural: Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia, Suplemento 7, 21-33.

Haesbaert, R. (2000). Desterritorialização: entre as redes e os aglomerados de exclusão. In I. E. de Castro, P. C. C. Gomes, & R. L. Corrêa (Orgs.), Geografia: conceitos e temas (2ª ed., pp. 165-205). Bertrand Brasil.

Haesbaert, R. (2004). Concepções de território para entender a desterritorialização. In M. Santos, B. K. Becker, & C. A. F. Silva (Orgs.), Território, territórios: ensaios sobre o ordenamento territorial (2ª ed., pp. 43-71). DP&A Editora.

Hall, S. (2006). A identidade cultural na pós-modernidade (T. T. da Silva & G. L. Louro, Trads.; 11ª ed.). DP&A. (Obra original publicada em 1992).

Hoogendoorn, G., & Hammett, D. (2021). Resident tourists and the local ‘other’. Tourism Geographies, 23(5–6), 1021–1039. https://doi.org/10.1080/14616688.2020.1713882

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. (2022). Censo Demográfico 2022: população indígena. IBGE. https://doi.org/10.1080/14616688.2020.1713882

Instituto Socioambiental. (2023). Organizações indígenas. Povos indígenas no Brasil. https://pib.socioambiental.org/pt/Organiza%C3%A7%C3%B5es_ind%C3%ADgenas

Japiassu, H. (1976). Interdisciplinaridade e patologia do saber. Imago Editora.

Kaiowá, A. de A. G. (2023). Decolonialismo indígena (3ª ed.). Matrioska Editora. (Série Leituras Críticas Importam).

Luciano, G. S. (2006). O índio brasileiro: o que você precisa saber sobre os povos indígenas no Brasil de hoje. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade; LACED/Museu Nacional.

Marinho, J. R. (2024). Cosmologia e transformação do clã Turoporã no espaço urbano de São Gabriel da Cachoeira, Amazonas [Tese de Doutorado, Universidade Federal do Amazonas, Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social].

Melo, J. G. (2013). Dimensões do urbano: o que as narrativas indígenas revelam sobre a cidade? Considerações dos Baré sobre Manaus, AM. Teoria e Cultura, 8(1), 115-126. Universidade Federal de Juiz de Fora. https://periodicos.ufjf.br/index.php/TeoriaeCultura/article/view/12182/6411

Oliveira, M. A. (2019). Inauguração do Centro de Ciências e Saberes Karapãna – Aldeia Yupirungá (Tarumã-Açu, Manaus-AM). Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia. http://novacarto grafiasocial.com.br/inauguracao-do-centro-de-ciencias-e-saberes-karapana-aldeia-yupirunga -taruma-acu-manaus-am/

Oliveira, M. A. S. A. (2019). Turismo com base pedagógica. In M. A. S. A. Oliveira & R. Rosistolato (Orgs.), Espaços sociais de formação educativa: turismo, casa, escola e cidade (pp. 19-35). Lamparina.

Pereiro, X. (2015). Anthropological research on the impacts of indigenous tourism. In W. Munsters & M. Melkert (Eds.), Anthropology as a driver for tourism research (pp. 47-68). Garant Publisher. https://repositorio.utad.pt/entities/publication/dd1fd4a8-35a3-4ad2-afcb-3d79396a10c2

Rubim, A. C. (2016). O reordenamento político e cultural do povo Kokama: a reconquista da língua e do território além das fronteiras entre o Brasil e o Peru [Tese de Doutorado, Universidade de Brasília, Programa de Pós-Graduação em Linguística]. http://dx.doi.org/10.26512/2016.04.T.20961

Santana, A. (2009). Antropologia do turismo: analogias, encontros e relações (E. F. Barretto, Trad.). Aleph. (Série Turismo).

Santos, D. M. A., & Anjos, F. A. dos. (2022). O gringo na casa do tatu: turismo étnico indígena na produção do espaço da comunidade Sahu-Apé – Amazonas. Científica Digital. https://doi.org/ 10.37885/978-65-5360-140-6

Santos, M. L., Cruz, J. G., & Silva, C. L. (2019). Indígenas na cidade de Manaus: promoção da diversidade cultural em espaços com a presença do turismo. Caderno Virtual de Turismo, 19(2), 146-169. https://doi.org/10.18472/cvt.19n2.2019.1511

Silva, J. N. da, & Matos, G. C. G. de. (2020). Turismo na complexidade amazônica. In G. C. G. de Matos (Org.), Estudos a partir da teoria de Norbert Elias (pp. 135-144). EDUA; Alexa Cultural.

Urry, J. (1996). O olhar do turista: lazer e viagens nas sociedades contemporâneas (C. E. M. de Moura, Trad.). Studio Nobel; SESC. (Coleção Megalópoles).

Valverde, S. (2015). “Veríamos a forma de aproveitar suas culturas e de fazer um produto turístico mais”: Relações interétnicas, cenificações e territorialidades divergentes no Norte da Patagônia Argentina. In X. Pereiro (Ed.), M. G. de Almeida & I. M. C. Lustosa (Coeds.), Turismo em terras indígenas (Agália: Revista de Estudos na Cultura, edição especial), 59-91. https://agalia.net/wp/wp-content/uploads/2018/02/Ag%C3%A1lia_Turismo-em-Terras-Ind%C3%ADgenas-2015.pdf

Wagner, R. (2010). O poder da invenção (M. C. de Souza & A. Morales, Trads.). In R. Wagner, A invenção da cultura (pp. 75-118). Cosac Naify. (Obra original publicada em 1975).

Published

2026-09-28

Issue

Section

TOURISM, TERRITORY AND SOCIETY

How to Cite

Ernandes, J., & Cruz, J. G. (2026). Indigenous cultural centers in the city of Manaus and tourism: tensions and dialogues. Ateliê Do Turismo, 10(1), 50 - 70, e24637. https://doi.org/10.55028/h0sy5769