A POLÍTICA PÚBLICA DE PROTEÇÃO DE SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS NO BRASIL: HISTÓRICO E DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS

Autores

  • Guilherme Linheira Universidade do Estado de Santa Catarina
  • Francisco Henrique de Oliveira Universidade do Estado de Santa Catarina

DOI:

https://doi.org/10.21671/rdufms.v1i1.18892

Resumo

O artigo buscou perscrutar o processo histórico de institucionalização de políticas públicas visando à proteção de sítios arqueológicos no contexto brasileiro por meio de revisão bibliográfica e análise documental, contando ainda com algumas reflexões sobre a execução da referida política. Como resultado, identificou-se que o primeiro movimento do Estado brasileiro para preservação de sítios arqueológicos remete à Constituição de 1934 que determinou a proteção de bens culturais como dever do poder público, postura reafirmada pela Constituição de 1937. Visando cumprir a determinação constitucional foi publicado em 1937 o Decreto-Lei n° 25 que ficou conhecido como Lei do Tombamento, que criou instrumento para investir bens culturais materiais em regime jurídico protetivo. Posteriormente, em 1961, foi publicada a Lei 3.924/61 que ficou conhecida como Lei da Arqueologia. A norma proporcionou ampla proteção aos sítios arqueológicos conhecidos e aos que viessem a ser conhecidos sem que houvesse necessidade de utilização de instrumento de acautelamento específico como, por exemplo, o tombamento. A Constituição de 1988 consagrou o posicionamento protetivo do Estado brasileiro com relação aos sítios arqueológicos, definindo-os como bens pertencentes à União. Os dados levantados na pesquisa apontam que apesar da existência de políticas públicas protetivas, na prática o Estado brasileiro tem apresentado dificuldades históricas na sua execução. Como consequência, o patrimônio arqueológico vem sendo impactado sistematicamente pelas dinâmicas de transformações espaciais urbanas e rurais, pelo vandalismo e pela exploração comercial ilegal.

Biografia do Autor

  • Guilherme Linheira, Universidade do Estado de Santa Catarina

    Doutor e Mestre em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Socioambiental (PPGPLAN/UDESC). Professor Colaborador na Universidade do Estado de Santa Catarina.

  • Francisco Henrique de Oliveira, Universidade do Estado de Santa Catarina

    Doutor em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Estágio pós-doutorado na RWTH - Aachen University. Instituto de Geodésia. Alemanha, e na UNI - University of Northern Iowa, Departamento de Geografia – EUA, tendo como foco a temática do Cadastro Territorial Multifinalitário. Professor titular da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) e professor colaborador da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Downloads

Publicado

2023-06-20