O PAPEL DA FILOSOFIA NA CRISE CONTEMPORÂNEA

Palavras-chave: Filosofia. Crise contemporânea. Mudanças climáticas. Francis Bacon.

Resumo

O objetivo deste trabalho é debater o presente desde um ponto de vista filosófico, aliando ainda outras disciplinas, como a história, a ecologia e a sociologia à reflexão. Partindo do dado de que vivemos em um turbilhão de diferentes crises, que podem ser caracterizadas, de conjunto, como crise civilizacional, recua-se no tempo para ligar essas distintas crises às ciências. Estas são contextualizadas em seu surgimento na Grécia a fim de mostrar que, desde os primórdios, já se pensava que o papel da ciência seria dominar a natureza. O desenvolvimento técnico nos conduziu à crise ambiental, da qual somente podemos sair com mais técnica. Ao mesmo tempo, aspectos da crise contemporânea são eminentemente sociais e exigem uma nova civilização para que eles sejam resolvidos. O papel da filosofia, como aríete da revolução científica, no novo mundo é especificado, e o intento do artigo é aclarar estes pontos.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Felipe Luiz, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho

Bacharel (2018) e Mestre (2021( em Filosofia pela Faculdade de Filosofia e Ciências da UNESP, campus Marília, foi bolsista PIBIC-CNPq no período 2008-2010, tendo atuado principalmente nos seguintes temas: História da Filosofia (em torno de Michel Foucault) Filosofia Política, Psiquiatria e Psicanálise. Posteriormente, dedicou-se a pesquisar as relações entre o pensamento libertário e o pós-estruturalismo francês. Atualmente trabalha no sentido de desenvolver a noção de "Filosofia da Guerra", tendo pesquisado no mestrado "O conceito de estratégia em Michel Foucault".

Referências

ADORNO, T. W. HORKHEIMER, M. Dialetik der Aufklärung. s/l: Fischer Taschenbuch Verlag, 1989.

ANAXIMANDRO et ali. Os pensadores originários, Petrópolis: Vozes, 2017.

ARISTÓTELES. Ethikon Nikomakheion. Great Britain: Oxford University Press, 1962.

ARISTÓTELES. Metafísica. São Paulo: Loyola, 2002.

ARISTÓTELES. Politikon. Cambrige: Harvard University Press, 1959.

BACON, F. Novum Organum. São Paulo: Abril Cultural, 1973.

BACON, F. The New Organon. New York: Cambridge University Press, 2003.

CANÊDO, L. B. A revolução Industrial. São Paulo: Atual, 1994, 18ª ed.

CHANTRAINE, P. Dictionnaire étymologique de la langue grecque. Histoire des mots. Paris: Klincksieck, 1968.

FILHO, A. Arquimedes. São Paulo: Ediouro, s.d..

GORZ, A. Écologica. Paris: Galilée, 2009.

HENRY, J. The Scientific Revolution and the origins of modern Science. New York, Palgrave, 2002, 2a. ed.

HOBBES, T. Leviathan. Great Britain: Oxford University Press, 1929.

IGLESIAS, F. A revolução industrial. São Paulo: Brasiliense, 1982.

LUIZ, F. Anaximandro, a teleologia e a história. Diaphonía, v. 4, n. 2, 2018.

LYOTARD, J.F. La Condition Postmoderne: Rapport Sur Le Savoir, Paris: Minuit, 1979.

PLATO. Republic. Cambridge: Harvard University Press, 1927, 2 vol.

SCHUHL, P-M. Maquinismo y filosofia. Buenos Aires: Galatea Nova Visón, 1955.

SNELL, B. Die Entdeckung des Geistes. Studien zur Entstehung des europäischen Denkens bei den Griechen. Göttingen: Vandenhoeck & Ruprecht, 2011, 9ª ed.

TOYNBEE, A. Helenismo — história de uma civilização. RJ: Zahar Editores, 1960.

VERNANT, J.-P. Les origines de la pensée grecque. Paris: PUF, 1962, 1a edição.

Publicado
2021-09-14
Como Citar
Luiz, F. (2021). O PAPEL DA FILOSOFIA NA CRISE CONTEMPORÂNEA. Eleuthería - Revista Do Curso De Filosofia Da UFMS, 6(11), 33 - 45. Recuperado de https://periodicos.ufms.br/index.php/reveleu/article/view/12809
Seção
Artigos