A PRODUÇÃO DOS “INDESEJADOS” PELO MOVIMENTO MIGRATÓRIO: O PORQUÊ DA GUERRA SOB A ÓTICA DO PROCESSO DE (RE)TERRITORIALIZAÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.55028/ayk3kt02Palavras-chave:
Movimento migratório. Estrangeiro. Guerra. Cultura de Paz. Reconhecimento do outro.Resumo
A profunda relação entre a globalização e o capitalismo político dos Estados-nação, corroborada pelas guerras e combates armados dos quais o ser humano é vítima, têm contribuído para o aumento nos fluxos migratórios e o processo de desterritorialização do estrangeiro, na busca por um espaço temporal e geográfico de paz. No entanto, observa-se a frustração dessa caminhada diante de um mundo intensificado pela exclusão social do outro e, no presente estudo, do estrangeiro “indesejado”. Assim, objetiva-se, a partir do método de abordagem hipotético-dedutivo, abordar a luta pela cultura de paz no processo de (re)territorialização, em oposição à guerra, a partir do estudo da produção dos “indesejados” pelo movimento migratório. Tem-se, portanto, a forte mobilidade de contingentes humanos, impulsionada por conflitos armados, regimes de Estado e catástrofes climáticas, resultando, desse modo, nas migrações e situações de refúgio, o que produz, por conseguinte, legiões de estrangeiros “indesejados”, rechaçados pelos nacionais, intensificando movimentos bélicos de exclusão social. No horizonte está a luta pela paz, valores da humanidade, alteridade e fraternidade, reconhecendo e incluindo o outro, não mais como indesejado, mas igual.
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