AGRICULTURA ORGÂNICA NA REGIÃO CENTRO-OESTE DO BRASIL
caracterização a partir do Censo Agropecuário 2017
Resumo
A preocupação com a saúde, a segurança alimentar, a redução dos impactos ambientais e a sustentabilidade destacam a agricultura orgânica como uma alternativa à agricultura convencional. Além disso, possui bases sociais, econômicas e ambientais. O objetivo deste artigo é analisar qual é o perfil dos estabelecimentos agropecuários e produtores da agricultura orgânica na Região Centro-Oeste do Brasil, segundo dos dados do Censo Agropecuário 2017. A pesquisa de abordagem quantitativa, consistiu na revisão sistemática sobre a agricultura orgânica, a partir dos dados coletados no Censo Agropecuário 2017 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Conclui-se que 6.826 estabelecimentos orgânicos no Centro-Oeste correspondem a 10,55% do total nacional, predominantes com área total de 10 até 50 hectares, são maior parte proprietários da terra, pertencem a agricultura familiar classificados no grupo do Pronaf B, recebem pouca orientação técnica, sendo a principal fonte de orientação técnica o Governo e não são associados a nenhuma entidade de classe. A maioria dos produtores orgânicos são homens, com idade entre 55 a 65 anos e da cor/raça branca. Esse perfil requer maior atenção das políticas públicas do Governo, visto que são essenciais para o desenvolvimento e expansão da agricultura orgânica na região Centro-Oeste.
