PLANEJAMENTO REPRODUTIVO COMO ESTRATÉGIA DE SAÚDE PÚBLICA
avanços e desafios para o ODS 3 no Brasil
Resumo
Este estudo analisou as produções científicas relacionadas ao planejamento reprodutivo e ao planejamento reprodutivo no Sistema Único de Saúde (SUS), com foco na contribuição dessas ações para o alcance da meta 3.7 do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 3 (ODS 3), que estabelece o acesso universal à saúde sexual e reprodutiva. Realizou-se uma revisão integrativa exclusivamente na base SciELO, incluindo artigos publicados entre 2020 e 2025. A análise dos estudos identificados revelou cinco eixos centrais: acesso e disponibilidade de métodos contraceptivos; qualidade do aconselhamento profissional; desigualdades raciais, socioeconômicas e territoriais; impactos do planejamento reprodutivo nos desfechos de saúde; e desafios organizacionais na implementação das políticas públicas voltadas à saúde da mulher. Os resultados mostram que, apesar de avanços normativos importantes, persistem barreiras relacionadas à oferta de métodos contraceptivos de longa duração, à formação insuficiente das equipes, às fragilidades na organização dos serviços e às desigualdades estruturais que limitam a autonomia reprodutiva das mulheres. Conclui-se que fortalecer o planejamento reprodutivo no SUS é essencial para a promoção da equidade, para a redução da morbimortalidade materna e para o cumprimento das metas da Agenda 2030, exigindo investimentos permanentes em gestão, qualificação profissional e políticas que reconheçam as mulheres como sujeitos de direitos.
