O SOPRO DO TEKO PORÃ NOS PIXELS

tecnologia, escuta sensível e reexistência indígena

Autores

  • Pedro Ramão Rojas Coronel IFMS/UFSC
  • Suzani Cassiani
  • Lucas Mendes dos Santos

Resumo

Este relato de prática apresenta a experiência do minicurso intercultural “Bem Viver Guarani-Kaiowá e Educação Profissional: Caminhos Decoloniais”, realizado no IFMS – Campus Naviraí, vinculado ao PPGECT/UFSC em parceria com o NEABI/IFMS. O objetivo é descrever e analisar o processo de criação de ilustrações digitais desenvolvidas por Lucas Mendes dos Santos, estudante do curso técnico em Informática, como resultado de uma das atividades do minicurso. A prática ocorreu ao longo de quatro meses, articulando três momentos: imersão nos saberes ancestrais, por meio de rodas de conversa com anciãos kaiowá; criação digital, realizada no Adobe Photoshop, com esboços por manchas e posterior renderização; e partilha comunitária, com devolutiva à aldeia. Os resultados evidenciam que o estudante ultrapassou o domínio técnico ao integrar epistemes indígenas, produzindo obras que materializam o Teko Porã e a epistemologia do tekoha no ambiente digital. Destacam-se desafios institucionais e a potência de uma educação tecnológica intercultural, orientada pela inclusão, diversidade e justiça cognitiva.

 

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Publicado

2026-07-03

Edição

Seção

EIXO 2 - Relato de Prática Gestão de Pessoas e Processos

Como Citar

ROJAS CORONEL, Pedro Ramão; CASSIANI, Suzani; LUCAS MENDES DOS SANTOS, Lucas. O SOPRO DO TEKO PORÃ NOS PIXELS: tecnologia, escuta sensível e reexistência indígena. Encontro Internacional de Gestão, Desenvolvimento e Inovação (EIGEDIN), [S. l.], v. 8, n. 1, 2026. Disponível em: https://periodicos.ufms.br/index.php/EIGEDIN/article/view/25576. Acesso em: 8 jul. 2026.