O SOPRO DO TEKO PORÃ NOS PIXELS
tecnologia, escuta sensível e reexistência indígena
Resumo
Este relato de prática apresenta a experiência do minicurso intercultural “Bem Viver Guarani-Kaiowá e Educação Profissional: Caminhos Decoloniais”, realizado no IFMS – Campus Naviraí, vinculado ao PPGECT/UFSC em parceria com o NEABI/IFMS. O objetivo é descrever e analisar o processo de criação de ilustrações digitais desenvolvidas por Lucas Mendes dos Santos, estudante do curso técnico em Informática, como resultado de uma das atividades do minicurso. A prática ocorreu ao longo de quatro meses, articulando três momentos: imersão nos saberes ancestrais, por meio de rodas de conversa com anciãos kaiowá; criação digital, realizada no Adobe Photoshop, com esboços por manchas e posterior renderização; e partilha comunitária, com devolutiva à aldeia. Os resultados evidenciam que o estudante ultrapassou o domínio técnico ao integrar epistemes indígenas, produzindo obras que materializam o Teko Porã e a epistemologia do tekoha no ambiente digital. Destacam-se desafios institucionais e a potência de uma educação tecnológica intercultural, orientada pela inclusão, diversidade e justiça cognitiva.
