CIDADES DO SERTÃO

ocupação, projeto e forma urbana em Angélica/MS e Pérola/PR

Autores

  • Luis Antonio Basso Pereira Rosa Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
  • Ricardo Bitencourt Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

Resumo

O trabalho tem como objetivo analisar a formação e a morfologia urbana de Angélica (MS) e Pérola (PR), fundadas nas décadas de 1950, no contexto da interiorização do território brasileiro e do avanço da fronteira agrícola. Investiga como agentes públicos e privados, guiados por paradigmas modernistas e culturalistas, moldaram essas cidades novas. Baseia-se na teoria da “boa forma” de Lynch (2018), aplicada às dimensões de vitalidade, sentido, adequação, acesso e controle. Metodologicamente, a pesquisa adota abordagem qualitativa, articulando análise morfológica e leitura perceptiva do espaço urbano. Os resultados indicam que Angélica/MS, de traçado racional e setorizado, apresenta perda progressiva de vitalidade, redução da vegetação urbana e diminuição da coerência morfológica, adaptando-se à lógica produtiva do agronegócio. Pérola/PR, com traçado orgânico e eixos radiais, apresenta maior integração paisagística e vida urbana mais ativa, embora enfrente desafios impostos pela topografia e pela especulação fundiária. Em ambas, o agronegócio e o controle territorial reconfiguram os ideais originais de planejamento. O estudo contribui para compreender as relações entre forma urbana, interiorização do território brasileiro, desenvolvimento regional e processos de colonização dirigida.

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Publicado

2026-07-03

Edição

Seção

EIXO 5 - Resumo Expandido - Desenvolvimento L/R, Território, Urb. e Turismo

Como Citar

BASSO PEREIRA ROSA, Luis Antonio; BITENCOURT, Ricardo. CIDADES DO SERTÃO: ocupação, projeto e forma urbana em Angélica/MS e Pérola/PR. Encontro Internacional de Gestão, Desenvolvimento e Inovação (EIGEDIN), [S. l.], v. 8, n. 1, 2026. Disponível em: https://periodicos.ufms.br/index.php/EIGEDIN/article/view/25625. Acesso em: 8 jul. 2026.