Política de Uso de Inteligência Artificial

A Inteligência Artificial e seus desdobramentos nos chamados modelos de linguagem ampla (LLM) e ferramentas de geração de texto têm se disseminado socialmente e afetado as práticas científicas. Nesse contexto, apoiada nas recomendações do Committee on Publication Ethics (COPE) e em consonância com a Portaria CNPq nº 2.664, de 6 de março de 2026, que institui a Política de Integridade na Atividade Científica, a Ateliê do Turismo estabelece as seguintes diretrizes para o uso de Inteligência Artificial Generativa (IAG) nos manuscritos a ela submetidos.

  1. As ferramentas de IAG podem constituir um recurso auxiliar para o desenvolvimento de textos e pesquisas científicas. Entretanto, possuem limitações, vieses e possíveis problemas de objetividade e acurácia. Seu uso na elaboração de manuscritos deve ser feito de maneira ponderada, crítica e responsável: por exemplo, a partir da checagem da validade de informações e referências fornecidas, bem como pela verificação de eventuais plágios ou imprecisões nos conteúdos gerados. São expressamente vedados o uso de IA para fabricar ou manipular dados e a submissão de textos integralmente produzidos por ferramentas de IAG, práticas que configuram má conduta científica grave.
  2. Em nome da transparência científica, o uso de IAG deve ser obrigatoriamente declarado nos manuscritos, com a descrição da ferramenta utilizada, a etapa da pesquisa em que foi empregada e a finalidade do uso, preferencialmente na seção metodológica. Os artigos poderão apresentar reflexões sobre as vantagens e limitações do recurso em diferentes formas de uso — como a organização de ideias iniciais, categorização de dados, elaboração de tabelas e revisão textual, entre outras. Como modelo de declaração, sugere-se: "Os autores utilizaram a ferramenta [nome] na etapa de [etapa], com a finalidade de [objetivo]. A concepção do estudo, a análise dos dados e as conclusões são de responsabilidade exclusiva dos autores." Caso não tenha havido uso de IAG, recomenda-se declarar explicitamente essa condição.
  3. A autoria de trabalhos científicos está relacionada ao desenvolvimento pleno de uma criação intelectual, ao qual correspondem responsabilidades morais e legais. Assim, apenas seres humanos podem assumir esse papel: LLMs e ferramentas de IAG não devem ser listados como autores ou coautores de trabalhos submetidos à Ateliê do Turismo. Os autores signatários respondem integralmente pelo conteúdo publicado, incluindo os trechos que contaram com auxílio de IAG.
  4. A avaliação de trabalhos científicos é uma tarefa humana que envolve preocupações com a confidencialidade da relação entre revista, autores e pareceristas. Nesse sentido, editores e avaliadores da Ateliê do Turismo não devem utilizar ferramentas de IAG nas etapas avaliativas dos manuscritos recebidos, de modo a preservar a integridade do processo de revisão por pares.
  5. O descumprimento destas diretrizes poderá implicar a rejeição imediata do manuscrito e, em casos de má conduta comprovada, a retratação pública do artigo e a comunicação às agências de fomento (CNPq, CAPES). A equipe editorial reserva-se o direito de utilizar ferramentas de detecção de conteúdo gerado por IA no processo de avaliação dos trabalhos submetidos.

    Política em vigor a partir de 2026 | Ateliê do Turismo — ESAN UFMS | Campo Grande, MS