BENJAMINIANO, pobre e pós-moderno
Resumo
Silviano Santiago tem sistemáticamente elaborado, ao longo de seus textos, uma escritura que se define pela ausência. Ausência de enunciação, em “O envelope azul”. Ausência de recepção, em “Conversei ontem à tardinha com nosso querido Carlos”. Ausência de intencionalidade, em “Caíram as fichas”. São ausências, essas das suas Histórias mal contadas[1], que se dispersam no próprio ato da escritura e o resultado são textos transformados em um ambivalente modo de desaparecimento de si, por meio do esquecimento da norma, ao passo que esse mesmo gesto garante ao escritor a paradoxal apropriação de si, através da contínua desapropriação do outro.
[1] SANTIAGO, Silviano - Histórias mal contadas. Rio de Janeiro, Rocco, 2005.
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