BUGRES subalternus

Edgar Cézar Nolasco

Resumo


A escultora Conceição dos Bugres, só pelo fato de ser índia, artista popular e esculpir bugres, já permite toda uma discussão em torno das especificidades de uma cultura local subalternista. O locus geohistórico a partir do qual ela esculpe seus bugres, por sua condição de fronteira e por ser um lugar onde índios habitam, propicia a discussão crítica em torno de uma teoria subalternista, já que o assunto subalternidade demanda uma demarcação territorial específica. Também corrobora a constatação de a artista esculpir seus bugres como forma de “garantir-lhe a sobrevivência”, conforme se lê na epígrafe aposta, ou, como ela mesma dissera em entrevista, “porque preciso, sou pobre”.2


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Referências


ACHUGAR, Hugo. Planetas sem boca. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2006.

ANDERSON, Benedict. Comunidades imaginadas. Trad. Denise Bottman. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

BEVERLEY, John. Subalternidad y representación . Trad. Marlene Beiza y Sergio Villalobos-Ruminott. Madri: Iberoamericana, Vervuert, 2004.

MAGALHAES, General Couto de. O selvagem. 3ed. Completa. São Paulo: Companhia Editora Naci- onal, 1935. (Exemplar nº 1850)

NOLASCO, Edgar Cézar. O direito ao grito da subalternidade na América latina (No prelo)

Por uma identidade ameríndia. Catálogo do VI Salão de Artes plásticas de Mato Grosso do Sul.

Dezembro de 87 a março de 88.

SILVA, Wilson Matos da. “Nós, os índios não somos bugres!”. In: Jornal O Progresso. Dourados (MS), terça-feira, 6 de janeiro de 2009. Opinião, p.1.


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