PROTAGONISMO, ANCESTRALIDADE E TERRITÓRIO: O TURISMO DE BASE COMUNITÁRIA SOB A ÓTICA DAS MULHERES QUILOMBOLAS DE FURNAS DO DIONÍSIO

Autores

  • Thays Karla da Silva Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

DOI:

https://doi.org/10.55028/haxrs245

Resumo

Este artigo analisa a dinâmica das mulheres na comunidade quilombola Furnas do Dionísio, em Jaraguari (MS), investigando como suas práticas de preservação cultural estruturam o Turismo de Base Comunitária (TBC). O turismo na região se desenvolve como um reflexo direto do trabalho feminino na manutenção do território e dos saberes tradicionais, ultrapassando a dimensão do mero comércio. A pesquisa parte do seguinte questionamento: de que forma a atuação das mulheres e a transmissão da memória local confrontam apagamentos históricos e geram autonomia? O objetivo é examinar a relação entre a identidade quilombola, a gestão do espaço e a liderança feminina na condução das atividades receptivas. Para isso, o estudo adota uma abordagem qualitativa de caráter estritamente bibliográfico, pautada pelas discussões do feminismo negro e dos Estudos Culturais. Constata-se que a sustentabilidade do turismo comunitário local depende centralmente da produção artesanal de derivados da cana-de-açúcar, das festividades religiosas e do acolhimento geridos pelas moradoras. Essas ações transformam a rotina do quilombo em um ato de resistência e valorização patrimonial. Conclui-se que o protagonismo dessas mulheres ressignifica a atividade turística, transformando-a em um canal político de afirmação identitária e fortalecimento socioeconômico da comunidade.

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Publicado

2026-09-10 — Atualizado em 2026-09-10

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