RECURSOS PEDAGÓGICOS ACESSÍVEIS COMO FACILITADORES DE INCLUSÃO EDUCACIONAL DO ESTUDANTE COM DEFICIÊNCIA VISUAL

Ana Lúcia GOMES, Vera Lucia GOMES

Resumo


Este artigo tem como objetivo averiguar a utilização do material pedagógico ampliado para os alunos com baixa visão matriculados na Rede Estadual de Ensino de Dourados, e como objetivos específicos verificar se o material pedagógico ampliado está adequado para o aluno; constatar se esse material tem chegado à escola em tempo para acompanhar as aulas; avaliar a funcionalidade do material junto ao aluno. A metodologia utilizada segue abordagem qualitativa e como mecanismos para coleta de dados optamos por questionários semiestruturados aplicados com alunos com baixa visão, que são aqueles que apresentam pouca acuidade visual e necessitam de recursos específicos para o desempenho de seu processo educativo. Os questionários foram aplicados com doze alunos com essas características matriculados na Rede Estadual de Ensino de Dourados/MS, que recebem materiais ampliados produzidos pelo Núcleo de Apoio Pedagógico e Produção Braille – NAPPB. Esse núcleo é o responsável pela assistência a esses alunos realizando avaliação funcional da visão, instruindo os professores quanto às adaptações e produzindo o material ampliado. Por meio da pesquisa, constatamos que o material pedagógico ampliado está adequado de acordo com as fontes dos alunos; verificamos a reclamação de todos sobre a entrega tardia do material, principalmente no primeiro semestre do ano letivo, o que pode comprometer sua aprendizagem; registramos reclamações quanto a ampliação dos mapas e a qualidade da capa do material e resistência por parte dos alunos na sua utilização, visto ser diferente dos demais. Verificamos ainda, que mesmo com o material ampliado, os professores devem estar preparados para atuarem com esses alunos, realizando planejamento para que sua aula seja acessível a todos, pois às vezes, somente o material ampliado não supre as necessidades educacionais, sendo necessário utilizar estratégias diferenciadas em sua metodologia de ensino, para que o aluno não tenha dificuldade no aprendizado por consequência da deficiência, provocando desinteresse, falta de estímulo e comprometimento em sua aprendizagem.

Palavras-chave


Deficiência visual. Material pedagógico ampliado. Educação inclusiva

Texto completo:

PDF

Referências


AMIRALIAN, M. L. T. M. Sou cego ou enxergo? As questões da baixa visão. Curitiba, PR: Educar, n. 23, p. 15-28, Editora UFPR, 2004.

BAYER, H. O. Inclusão e avaliação na escola de alunos com necessidades educacionais especiais. Editora Mediação, 87 p. 2005.

BRASIL. Presidência da República. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF, 1988.

________. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei 9394/96. Disponível em www.planalto.gov.br . Acesso em 25 Jun. 2018.

________. Decreto no 5.296, de 2 de dezembro de 2004. Estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências. Disponível em: . Acesso em 12 fev 2018.

________. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 6029: informação e documentação: livros e folhetos: apresentação. Rio de Janeiro, 2006.

_________. Presidência da República. Decreto nº 6.751, de 17 de março de 2008. Dispõe sobre o atendimento educacional especializado. Diário Oficial da União, Brasília, 2008.

________. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 14724: informação e documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio de Janeiro, 2011.

__________, Presidência da República. Decreto Nº 7.611, 17 de novembro de 2011. Dispõe sobre a educação especial, o atendimento educacional especializado e dá outras providências. Disponível em:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/decreto/d7611.htm. Acessado em 12 mai 2018.

BRUNO, M. M. G. Educação infantil: saberes e práticas da inclusão: dificuldades de comunicação sinalização: deficiência visual. Brasília: MEC, Secretaria de Educação Especial, 2006.

________. Avaliação educacional de alunos com baixa visão e múltipla deficiência na educação infantil. Dourados, MS: Editora UFGD, 2009.

DIAS, M. E. P. Ver, não ver e conviver. Lisboa: Secretariado Nacional Para a Reabilitação e Integração das Pessoas com Deficiência, 1995.

DOMINGUES, C. A. A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: os alunos com deficiência visual: baixa visão e cegueira / Celma dos Anjos Domingues [et.al.] - Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial; Fortaleza: Universidade Federal do Ceará, 2010.

FONSECA, J. J. S. Metodologia da pesquisa científica. Ceará: Universidade Estadual do Ceará, 2002.

FREITAS, M. I. C. VENTORINI, Silvia Elena. Cartografia Tátil: orientação e mobilidade às pessoas com deficiência visual. Jundiaí: Paco Editorial, 2011.

GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1999.

GOMES, R. V. B. Alfabetização de alunos com baixa visão e cegueira: o trabalho na escola e da equipe de deficiência visual de Cruzeiro do Sul/AC. Niterói, RJ. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal Fluminense, Faculdade de Educação, 2010.

LÜDKE, M., ANDRÉ, M. E. D. A. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986.

MANTOAN, M. T.. Inclusão escolar: O que é? Por quê? Como fazer?.São Paulo:

Moderna, 2006. p.48-61.

MASI, I. Deficiente Visual Educação e Reabilitação. Programa Nacional de Apoio à Educação de Deficientes Visuais. Ministério da Educação Secretaria de Educação Especial, 2002.

Menezes, E. C. P. A maquinaria escolar na produção de subjetividades para uma sociedade inclusiva. 2011. 189 f. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade do Vale do Rio dos Sinos. São Leopoldo/RS, 2011.

MENDES, E. G. Breve histórico da educação especial no Brasil. Revista Educación y Pedagogía, vol. 22, núm. 57, p. 93-109, maio/ago. 2010.

MENDONÇA, A. et al. Alunos Cegos e com baixa visão. Orientações Curriculares. Portugal: Ministério da Educação, 2008.

MINAYO, M. C. S. Ciência, técnica e arte: o desafio da pesquisa social. In: MINAYO, Maria. C. S (Org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis, RJ: Vozes, 2001. p.09-29.

MONTEIRO, A. L.; CARVALHO, E. N. S.; MAZZARO, J. L. Orientação Pedagógica. Deficiência Visual. Brasília, DF. Secretaria de Estado de Educação. SEDF, 2006.

OLIVEIRA, R. C. S.; KARA-JOSÉ, N.; SAMPAIO, M. W. Entendendo a Baixa Visão. Orientação aos professores. Brasília, DF: Ministério da Educação: Secretaria de Educação Especial (MEC), 2000.

PACHECO, J. et al. Caminhos para a inclusão: um guia para o aprimoramento da equipe escolar. Porto Alegre: Artmed, 2007.

RODRIGUES, D. (2006). Dez idéias (mal)feitas sobre a educação inclusiva. En D. Rodrigues (Org.), Inclusão e Educação: Doze olhares sobre a educação inclusiva (pp.299-318). São Paulo: Summus.

ROMAGNOLLI, G. S. E. Inclusão de alunos com baixa visão na rede pública de ensino. Orientação para professores. Curitiba: PR. Universidade Federal do Paraná – UFPR, 2008.

SÁ, E. D.; CAMPOS, I. M.; SILVA, M. B. C. Formação Continuada a Distância de Professores para o Atendimento Educacional Especializado. Deficiência Visual. Brasília, DF. SEESP / SEED / MEC, 2007.

SAMPAIO, M. W., HADDAD, M. A. O., COSTA, F. H. A; SIAULYZ, M. O. C. Baixa Visão e Cegueira: os Caminhos para Reabilitação, a Educação e a Inclusão. Rio de Janeiro. Cultura Médica: Guanabara Kaoogan, 2010.

SIAULYS, M. O. C. A inclusão do aluno baixa visão no ensino regular. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial, 2006.




Creative Commons License
This work is licensed under a Creative Commons Attribution 3.0 License.

Outras informações podem ser obtidas exclusivamente pelo e-mail revistagepfip@gmail.com

REVISTA DIÁLOGOS INTERDISCIPLINARES- GEPFIP - ISSN 23595051 (Publicação online)

A/C Profa. Ana Lúcia Gomes da Silva (Editora-chefe)

Universidade Federal de Mato Grosso do Sul/CPAQ

Praça Nossa Senhora da Conceição, 163, Centro - CEP: 79200-000 - Aquidauana/ MS

Telefone: +55 (67) 3241 0312