ENGAJAMENTO DE STAKEHOLDERS: ANÁLISE EM EMPRESAS DO SETOR ENERGÉTICO DOS PAÍSES BRICS+
DOI:
https://doi.org/10.55028/7m5z3h24Palavras-chave:
Engajamento de Stakeholders, BRICS , Análise de ConteúdoResumo
A relação entre empresas e stakeholders nos países do BRICS+ é influenciada por fatores econômicos e sociopolíticos distintos. Este estudo busca ampliar o entendimento da Teoria de Stakeholders ao investigar as práticas de engajamento e priorizações de stakeholders no setor energético dessas nações, considerando a recente expansão do bloco. O problema de pesquisa centra-se nas variações das práticas de engajamento de stakeholders entre empresas do setor energético. O objetivo é analisar e comparar essas práticas, avaliando os diferentes níveis de engajamento e a priorização dos stakeholders em cada contexto nacional. Utilizando uma abordagem exploratória baseada na análise de conteúdo, os relatórios não financeiros das empresas foram examinados com o auxílio do software NVivo. Os resultados revelam diferenças marcantes: empresas da China e da Rússia enfatizam o engajamento informativo, priorizando governo e comunidade; no Brasil, há um equilíbrio entre os níveis de engajamento, refletindo a influência estatal e de mercado; a África do Sul segue padrão semelhante. Este estudo contribui para a literatura ao oferecer uma análise comparativa das estratégias de engajamento de stakeholders no BRICS+, evidenciando a necessidade de adaptações conforme as particularidades de cada país.
Referências
Araujo, M. M. D., Jhunior, R. O. S., Uchoa, M. T., & Boaventura, J. M. G. (2024). Value distribution to stakeholders: A study on power and strategic importance on the Toronto Stock Exchange. Revista de Administração de Empresas, 64, e2023-0116.
Bridoux, F., & Stoelhorst, J. W. (2014). Microfoundations for stakeholder theory: Managing stakeholders with heterogeneous motives. Strategic Management Journal, 35(1), 107-125.
Bridoux, F., & Stoelhorst, J. W. (2022). Stakeholder theory, strategy, and organization: Past, present, and future. Strategic Organization, 20(4), 797-809.
Carletti, A. (2013). A China, os BRICS e os países em desenvolvimento. Carta Internacional, 8(2), 20-37.
Clarkson, M. E. (1995). A stakeholder framework for analyzing and evaluating corporate social performance. Academy of Management Review, 20(1), 92-117.
de Melo, V. P., Taumaturgo, Í., & Jhunior, R. D. O. S. (2020). The concept of justice in stakeholder theory: A systematic literature review. Base Revista de Administração e Contabilidade da UNISINOS, 17(3), 429-455.Andriof, J., Rahman, S. S., Waddock, S., & Husted, B. (2002). Introduction: JCC theme issue: Stakeholder responsibility. The Journal of Corporate Citizenship, 16-19.
Dias, G. N., Hamza, K. M., Lievens, A., & Moons, I. (2025). Sustainability‐based value creation within a multi‐stakeholder network: Balancing expectation conflicts within the Amazon context. Business Strategy and the Environment, 34(1), 116-128.
Fainshmidt, S., Judge, W. Q., Aguilera, R. V., & Smith, A. (2018). Varieties of institutional systems: A contextual taxonomy of understudied countries. Journal of World Business, 53(3), 307-322.
Freeman, R. E. (1984). Strategic management: A stakeholder approach. Cambridge University Press.
Freeman, R. E. (2017). The new story of business: Towards a more responsible capitalism. Business and Society Review, 122(3), 449-465.
Garcia, A. S., Mendes-Da-Silva, W., & Orsato, R. J. (2017). Sensitive industries produce better ESG performance: Evidence from emerging markets. Journal of Cleaner Production, 150, 135-147.
Global Reporting Initiative (GRI). (2016). The GRI Standards: The global standards for sustainability reporting. Global Reporting Initiative.
Global Reporting Initiative (GRI). (2021). A short introduction to the GRI standards. Global Reporting Initiative.
Góes, H. A. A., Fatima, G., Santos Jhunior, R. O., & Boaventura, J. M. G. (2023). Managing for stakeholders towards corporate environmental sustainability. Corporate Social Responsibility and Environmental Management, 30(4), 1561-1572.
Gouvea, R., & Gutierrez, M. (2023). “BRICS Plus”: A new global economic paradigm in the making? Modern Economy, 14(5), 539-550.
Greenwood, M. (2007). Stakeholder engagement: Beyond the myth of corporate responsibility. Journal of Business Ethics, 74, 315-327.
Grushina, S. V. (2017). Collaboration by design: Stakeholder engagement in GRI sustainability reporting guidelines. Organization & Environment, 30(4), 366-385.
Harrison, J. S., Bosse, D. A., & Phillips, R. A. (2010). Managing for stakeholders, stakeholder utility functions, and competitive advantage. Strategic Management Journal, 31(1), 58-74.
Jhunior, R. O. S., Uchôa, M. T., Olar, A. I., & Boaventura, J. M. G. (2024). Distribuição de valor para stakeholders: percepções de empresas de capital aberto dos EUA. Revista Ciências Administrativas, 30, 1-17.
Jones, T. M. (1995). Instrumental stakeholder theory: A synthesis of ethics and economics. Academy of Management Review, 20(2), 404-437.
Krippendorff, K. (1980). Validity in content analysis. In Mochmann, E. (Ed.), Computer Strategies for Communication Analysis (pp. 69–112). Campus.
Krippendorff, K. (2018). Content analysis: An introduction to its methodology (4th ed.). Sage Publications.
Kujala, J., Lehtimäki, H., & Freeman, E. R. (2019). A stakeholder approach to value creation and leadership. In Leading change in a complex world: Transdisciplinary perspectives.
Kujala, J., Sachs, S., Leinonen, H., Heikkinen, A., & Laude, D. (2022). Stakeholder engagement: Past, present, and future. Business & Society, 61(5), 1136-1196.
Langrafe, T. D. F., Barakat, S. R., Stocker, F., & Boaventura, J. M. G. (2020). A stakeholder theory approach to creating value in higher education institutions. The Bottom Line, 33(4), 297-313.
Mahajan, R., Lim, W. M., Sareen, M., Kumar, S., & Panwar, R. (2023). Stakeholder theory. Journal of Business Research, 166, 114104.
Menezes, D. C., Vieira, D. M., & De Oliveira, J. E. (2022). Teoria dos stakeholders: sua evolução e agenda de pesquisa. Revista Ibero-Americana de Estratégia, 21(1), e18882-e18882.
Mitchell, R. K., Agle, B. R., & Wood, D. J. (1997). Toward a theory of stakeholder identification and salience: Defining the principle of who and what really counts. Academy of Management Review, 22(4), 853-886.
Ortas, E., Gallego‐Álvarez, I., & Alvarez, I. (2019). National institutions, stakeholder engagement, and firms' environmental, social, and governance performance. Corporate Social Responsibility and Environmental Management, 26(3), 598-611.
Peng, N. (2022). Great power conflict fuels BRICS expansion push. The Diplomat. Retrieved from https://www.thediplomat.com.
Ribeiro, H. C. M. (2025). Environmental, social and governance: comportamento e perfil na academia brasileira. Desafio Online, 13(1).
Santos, P. S., de Azevedo, D. B., & Malafaia, G. C. (2022). Reflexões sobre o alcance da governança colaborativa, a partir dos diálogos entre os stakeholders, no âmbito dos objetivos do desenvolvimento sustentável. Desafio Online, 10(3).
Stocker, F., De Arruda, M. P., De Mascena, K. M., & Boaventura, J. M. (2020). Stakeholder engagement in sustainability reporting: A classification model. Corporate Social Responsibility and Environmental Management, 27(5), 2071-2080.
Sulkowski, A. J., Edwards, M., & Freeman, R. E. (2018). Shake your stakeholder: Firms leading engagement to cocreate sustainable value. Organization & Environment, 31(3), 223-241.
Tolmasquim, M. T. (2012). Perspectivas e planejamento do setor energético no Brasil. Estudos Avançados, 26, 247-260.
United Nations Conference on Trade and Development (UNCTAD). (2023). BRICS investment report. Geneva: United Nations.
Valentinov, V., Santos Jhunior, R. O., & Góes, H. A. A. (2025). Corporate Environmental Sustainability Via Stakeholder Collaboration: Insights from Classical Institutional Economics. Journal of Business Ethics, 1-18.
Zhang, Y. (2022). Explaining Chinese SOEs’ risk tolerance in the developing world: Evidence from Chinese hydropower investment in Cambodia. World Development Perspectives, 28, 3-24.
Publicado
Edição
Seção
Licença
POLÍTICA DE DIREITOS AUTORAIS E CONFLITO DE INTERESSES
A Revista Desafio Online (DOn) baseia suas políticas éticas e normas nas diretrizes apresentadas pelo Comimittee on Publication Ethics – COPE (https://publicationethics.org/), em razão de seu compromisso com a qualidade editorial e ética científica.
Dever dos editores e equipe editorial:
- Decidir quais serão os artigos avaliados, baseados em sua qualidade, relevância acadêmica, conteúdo e adequação às diretrizes de submissão, sem discriminar, nenhum autor, por gênero, sexo, raça, orientação sexual, pensamento político, afiliação institucional, religião, naturalidade, nacionalidade, identidade étnico-cultural, ou outra forma de distinção social.
- Decidir e se responsabilizar pelos trabalhos que serão publicados (editor-chefe) seguindo as normas da política editorial, bem como os requisitos legais em vigor, no que se refere ao plágio, violação de direitos autorais e difamação.
- Não divulgar dados dos trabalhos além dos autores, pareceristas e membros do conselho editorial, zelando pela confidencialidade das informações.
- Não utilizar, ou se apropriar, do conteúdo original dos trabalhos submetidos, ainda não publicados.
- Não acompanhar o processo editorial do artigo em caso de existência de conflitos de interesses.
- Garantir que as submissões passem pelo processo de revisão duplo-cega (double-blind), sendo avaliado por, no mínimo, dois pareceristas.
- Atender aos princípios de boas práticas e transparência, averiguando condutas contrárias a estes, apresentando providências adequadas.
Dever dos pareceristas ad hoc:
- Auxiliar o corpo editorial, e os autores, no que tange a escolha das decisões editoriais, realizando a revisão sem qualquer tipo de distinção política, cultural, ou social, dos autores.
- Cumprir o prazo de resposta e data limite da avaliação, comunicando os editores nos casos de impossibilidade de realizar o trabalho.
- Abster-se de realizar a avaliação quando pouco capacitados ou não aptos, sobre o conteúdo do artigo. O declínio também deve ocorrer, na existência de qualquer conflito de interesses existente, por parte do avaliador.
- Respeitar o sigilo dos arquivos recebidos, sem que sejam divulgados, expostos ou conversados os conteúdos dos artigos, sem a permissão do editor-chefe, existindo a necessidade. O conteúdo dos trabalhos não deve ser utilizado para benefício próprio.
- Seguir os critérios de avaliação estipulados nas diretrizes, recomendando ajustes e melhorias, sem nunca realizar críticas ou ataques pessoais aos autores.
- Indicar referências de materiais adicionais que sejam pertinentes ao tema.
- Comunicar, aos editores, a existência de publicações anteriores, do mesmo trabalho.
- Os revisores serão incluídos na lista de pareceristas da Revista Desafio Online (DOn). Havendo a solicitação, eles podem receber uma Declaração de Avaliação formal, do Editor-Chefe. Para isso devem informar o nome completo e CPF, por e-mail.
Dever dos autores:
- Apresentar relatos precisos das submissões, com detalhes e referências necessárias à replicação, por terceiros. Dados implícitos devem ser precisamente apresentados, no artigo. Afirmações propositalmente incorretas, ou deturpadas, são tidas como má conduta ética, sendo inadmissíveis.
- Responsabilizar-se pela elaboração do material submetido, devendo o mesmo ser original, resguardando a autenticidade do conteúdo.
- Informar, através de citações adequadas, fontes de ideias e informações derivadas de outros trabalhos, evidenciando-as nas referências. A apropriação indevida de informações e trechos de trabalhos anteriormente publicados, sem a citação da fonte, se caracteriza como plágio e, nesses casos, o periódico se reserva o direito de rejeitar o trabalho, considerando tal prática antiética e inadmissível.
- Não submeter trabalhos que possuam, de forma substancial, a mesma investigação, para outros periódicos, ou mesmo que já tenha sido, anteriormente, publicado. Trabalhos publicados, anteriormente, em congressos serão aceitos para publicação apenas em caso de parcerias Fast Track com o evento. Artigos derivados de trabalhos de conclusão de curso, dissertações ou teses serão aceitos apenas mediante a inexistência de publicações em outros periódicos ou eventos, devendo, o autor principal, se responsabilizar pela indicação de outras autorias. A Revista Desafio Online respeita o prazo de 12 meses entre publicações de um mesmo autor.
- Atribuir a autoria do trabalho apenas àqueles que fizeram contribuições significativas em sua elaboração, sendo estes indicados como coautores, pelo autor principal, se responsabilizando, integralmente, pelo conteúdo. O autor principal deve fornecer os contatos de e-mails dos envolvidos, e certificar-se de que todos aprovaram a versão final do trabalho, consentindo com sua submissão.
- Declarar qualquer forma existente de conflitos de interesses, bem como apresentar toda e qualquer fonte de auxílio financeiro existente.
- Colaborar, com os editores, quanto à correção e atualização do seu artigo, através de erratas, ao identificar erros ou informações imprecisa que seja relevante na publicação.
- Atentar às decisões editoriais, e ao processo de avaliação e revisão, atendendo, o mais rápido possível, as requisições, mantendo seus dados cadastrados atualizados. Pede-se que as adequações sejam realizadas em até 30 dias, considerando o reenvio dos trabalhos.
- Disponibilizar, caso solicitado, os dados brutos da pesquisa, juntamente com o artigo, para revisão editorial. Os dados utilizados devem se manter acessíveis por, pelo menos, 10 anos após a publicação, considerando a proteção da confidencialidade dos autores, bem como os direitos jurídicos relacionados aos dados.
Arquivamento
A Revista Desafio Online utiliza o sistema LOCKSS. Este é um software livre desenvolvido pela Biblioteca da Universidade de Stanford, que permite preservar revistas online escolhidas ao sondar as páginas das mesmas por conteúdo recém publicado e arquivando-o. Cada arquivo é continuamente validado contra cópias de outras bibliotecas. Caso o conteúdo esteja corrompido ou perdido, as cópias são usadas para restauração.
ÉTICA E ANTIPLÁGIO
Os trabalhos submetidos à Revista Desafio Online (DOn) passarão por software detector de plágio (CopySpider), a qualquer momento, durante o processo editorial. Trabalhos que apresentem mais de 5% de similaridade com outras publicações não serão aceitos, de modo que tais submissões podem ser rejeitadas a qualquer momento, no processo editorial.
Os autores transferem todos os direitos autorais do artigo para a Revista Desafio Online. Qualquer reprodução, total ou parcial, em meios impressos ou eletrônicos, deverá ser solicitada por meio de autorização. A reprodução, caso autorizada, fará constar o competente registro e agradecimento à Revista.
Todos os artigos publicados, online e de livre acesso aos leitores, tem licença Creative Commons, de atribuição, uso não comercial e compartilhamento por ela.
![]()
As obras deste site estão licenciadas sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 3.0 Brasil
PUBLICAÇÕES DA EQUIPE EDITORIAL
Não é permitida a submissão de trabalhos pelo editor-chefe e coeditores do periódico, garantindo a imparcialidade no processo editorial.
.jpg)