Labirinto vazio: as personagens de ‘Aquidauana’, conto de Mauro Pinheiro

Autores/as

  • Eldes Ferreira Lima Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

Resumen

Para muitos críticos, a metaficção representa o fim do romance e do seu universo mimético. Ao expor suas estruturas e artifícios, a narração perderia sua verdade ficcional e se tornaria estéril. Narrador, personagens e espaço seriam dissecados à luz da própria na narrativa e não mais em seus bastidores. Apesar de se autorreferenciar, a metaficção também oculta que é uma estratégia ficcional. Ou seja, expor ou não seu arcabouço interno é um ato consciente do narrador e almeja determinados efeitos. Uma narração que se revela, esconde outra que dosa obsessivamente o que será revelado. Este artigo se propõe à análise da metaficção proposta por Mauro Pinheiro no conto ‘Aquidauana’, onde as personagens descobrem seu autor transitando na trama e tentam matá-lo para escapar de seus desígnios. Contudo, ignoram a existência do narrador e de suas artimanhas fatais.

 

Publicado

2019-09-09

Número

Sección

Dossiê "VI Encontro de Estudos Literários (EEL)"

Cómo citar

LIMA, Eldes Ferreira. Labirinto vazio: as personagens de ‘Aquidauana’, conto de Mauro Pinheiro. Papéis: Revista do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagens - UFMS , [S. l.], v. 20, n. 40, p. 01–18, 2019. Disponível em: https://periodicos.ufms.br/index.php/papeis/article/view/3144. Acesso em: 31 jan. 2026.