A MATERNIDADE EM A FILHA PRIMITIVA, DE VANESSA PASSOS

MOTHERHOOD IN A FILHA PRIMITIVA, DE VANESSA PASSOS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.55028/v19w6n15

Palavras-chave:

Maternidade; A filha primitiva; Vanessa Passos

Resumo

A filha primitiva (2021) é o primeiro romance da cearense Vanessa Passos e nele se pode acompanhar a vida de uma mãe solo que vive com a filha pequena e sua mãe em uma casa humilde no Ceará. A jovem, embora tenha engravidado durante sua graduação, foi aconselhada – e quem sabe um pouco obrigada – a continuar o curso de Letras por causa de mãe, que almejava uma filha doutora. Assim, temos a protagonista que se divide em algumas aulas na universidade onde cursa o seu doutorado, os momentos que se desloca para outra cidade para dar aulas e os períodos que passa em casa cuidando da filha de quem ainda não conseguiu se afeiçoar. A narrativa de Passos é bela e muitas vezes crua, e mostra como uma mulher que não ansiava pela maternidade pode lidar com ela, sem a lente cor-de-rosa que coloca a maternidade como algo essencial e inata na vida das mulheres. Dessa forma, compreendendo a importância dessa temática e a potência narrativa do romance, propõe-se, neste artigo, uma análise interpretativa dessa obra de ficção contemporânea, por meio de conceitos teóricos como os de Badinter (2009, 2024), Donath (2024) e Iaconelli (2023), buscando divulgar ainda mais a obra e a autora ao leitor.

Biografia do Autor

  • Ana Carolina Morais de Souza, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

    Discente do curso de Letras Habilitação Português/Espanhol da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS/Dourados), desenvolve Iniciação Científica na área de Estudos Literários

  • Paulo Henrique Pressotto, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

    Possui graduação em Letras - Português/ Francês/ Espanhol pela Universidade Estadual Paulista- Júlio de Mesquita Filho - Unesp, e também Mestrado em Letras - Unesp. É Doutor em Letras, na área de Estudos de Literatura e especialidade em Literatura Comparada, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS. Professor Associado, nível V, da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul - UEMS/Dourados, atuando na graduação em Letras e Pós-graduação - Mestrado Profissional em Letras (PROFLETRAS). Atualmente exerce cargo de confiança como Coordenador do Mestrado Profissional em Letras - PROFLETRAS-UEMS/Dourados. Exerceu cargo de confiança como Chefe da Editora UEMS (04/2014 - 01/2017). É membro do CEPEGRE - Centro de Estudos, Pesquisa e Extensão em Educação, Gênero, Raça e Etnia - UEMS; também é membro do Grupo de Estudo e Pesquisa Interinstitucional: Crítica feminista e autoria feminina: cultura, memória e identidade. É conselheiro do CEPE-UEMS (Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão) e da Câmara de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação. Coordenador de Área do PIBID - Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência - na UEMS. Orienta projetos nas áreas de Ensino, Pesquisa, Extensão e Internacionalização (PIBIDin). É membro do Comitê Docente Estruturante do curso de Letras Port./Espanhol.

Referências

BADINTER, Elisabeth. O conflito: a mãe e a mulher. Tradução de Véra Lucia dos Reis. Rio de Janeiro: Rosa dos tempos, 2024.
__________________. Um amor conquistado: o mito do amor materno. Tradução de Waltensir Dutra. 3. ed. Rio de Janeiro: Nova fronteira, 2009.
DONATH, Orna. Mães arrependidas: uma outra visão da maternidade. Tradução de Marina Vargas. 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 2024.
IACONELLI, Vera. Manifesto antimaternalista: psicanálise e políticas de reprodução. Rio de Janeiro: Zahar, 2023.
PASSOS, Vanessa. A filha primitiva. 3. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2022.

Publicado

09-03-2026

Edição

Seção

Artigos - Literatura, Estudos Comparados e Interartes

Como Citar

MORAIS DE SOUZA, Ana Carolina; PRESSOTTO, Paulo Henrique. A MATERNIDADE EM A FILHA PRIMITIVA, DE VANESSA PASSOS: MOTHERHOOD IN A FILHA PRIMITIVA, DE VANESSA PASSOS. Papéis: Revista do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagens - UFMS , [S. l.], v. 29, n. 58, 2026. DOI: 10.55028/v19w6n15. Disponível em: https://periodicos.ufms.br/index.php/papeis/article/view/22103. Acesso em: 13 mar. 2026.