Troca de saberes sobre prevenção e tratamento da síndrome da imunodeficiência adquirida

Autores

  • Alex Sander Cardoso de Souza Vieira Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)
  • Mayara Pereira Vasconcelos Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)
  • Eli Fernanda Brandão Lopes Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)
  • Robéria Mandu da Silva Siqueira Hospital São Julião Campo Grande (MS)
  • Joelson Henrique Martins de Oliveira Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)
  • Michael Wilian da Costa Cabanha Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)
  • Tuany de Oliveira Pereira Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)
  • Francielly Anjolin Lescano Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)
  • Fabiana Martins de Paula Hospital São Julião Campo Grande (MS)
  • Edivania Anacleto Pinheiro Simões Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

Resumo

Introdução: A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) é uma doença incurável, com caráter pandêmico.  Portanto, um problema de saúde pública. Estima-se que em todo mundo mais de 37 milhões de pessoas viviam com o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV).  No Brasil foram identificados 882.810 casos entre 1980 a 2017. Estima-se que 25% das pessoas vivem com HIV no mundo sem conhecer seu diagnóstico.  Aproximadamente 49% das pessoas diagnosticadas com HIV na América latina não tiveram acesso à terapia antiretroviral (TARV).  Os cuidadores no ambiente hospitalar são de fundamental importância para a recuperação do paciente, pois funcionam como um apoio emocional, físico e permitem maior segurança no cuidado prestado devido ao vínculo existente entre eles. A sua participação pode ser melhorada quando há a disponibilização de informações relevantes que auxiliem no cuidado. Diante disso, a intervenção se faz necessária, devido diversas internações de pacientes com AIDS, e o desconhecimento dos acompanhantes relacionado ao tratamento da doença. Objetivo: orientar os cuidadores sobre a importância da prevenção, assistência e tratamento da pessoa que vive com AIDS. Metodologia: Através do emprego da técnica roda de conversa, visou-se uma troca de “saberes” e experiência no ambiente hospitalar, dividindo informações sobre a temática da AIDS, onde os acompanhantes tiveram voz ativa, e liberdade para tirar todas as dúvidas. Outra estratégia utilizada, foi a dinâmica ¨mitos e verdades¨, onde através de placas os participantes definiam uma resposta, compartilhando seu conhecimento prévio, e posteriormente foi aberta a discussão. Por fim, a explanação do conteúdo. O encontro aconteceu em março de 2019, em uma unidade de reabilitação de um hospital de referência em Campo Grande-MS.  Quanto os recursos materiais, foram utilizados apresentação de slides com imagens lúdicas. Ao final da roda de conversa os acompanhantes avaliaram a importância e relevância desse encontro, através de uma avaliação com conceitos: ruim, regular, bom e ótimo. E um espaço para demais observações. Resultados: Houve participação ativa dos cuidadores durante todo o encontro, a maioria não tinha conhecimento sobre os assuntos abordados, dessa maneira a roda conseguiu esclarecer várias dúvidas sobre prevenção da doença, e cuidados com a pessoa que vive com AIDS. Destacando a importância do apoio da família e comunidade ao paciente, para uma melhor adesão ao tratamento. Nas avaliações, os mesmos classificaram com conceito ótimo. E fizeram diversas observações como elogios, agradecimentos e sugestões de continuidade da abordagem do tema na unidade. Conclusão: O encontro evidenciou o desconhecimento das pessoas em relação à doença. Até mesmo daqueles que são familiares de pacientes com AIDS. De modo que esse apoio familiar é fundamental para a adesão e regularidade do tratamento do cliente. Espera-se que a roda tenha incentivado significativamente a mudança cultural diante do diagnóstico de HIV/AIDS.  Desta forma, a importância de realizar essa ação com o público alvo não só visa torná-los multiplicadores de informações, mas estimular transformações práticas.

Palavras-chave: Enfermagem. AIDS. Cuidadores.

Biografia do Autor

  • Alex Sander Cardoso de Souza Vieira, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

    Enfermeiro residente do Programa de Residência Multiprofissional em Cuidados Continuados Integrados (PREMUS/CCI) – Área de Concentração: Saúde do Idoso

  • Mayara Pereira Vasconcelos, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

    Nutricionista - Graduação pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

  • Eli Fernanda Brandão Lopes, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

    Assistente Social residente do PREMUS/CCI – Área de Concentração: Saúde do Idoso

  • Robéria Mandu da Silva Siqueira, Hospital São Julião Campo Grande (MS)

    Enfermeira do Hospital de Hansenianos São Julião de Campo Grande - MS

  • Joelson Henrique Martins de Oliveira, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

    Enfermeiro residente do Programa de Residência Multiprofissional em Cuidados Continuados Integrados (PREMUS/CCI) – Área de Concentração: Saúde do Idoso

  • Michael Wilian da Costa Cabanha, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

    Enfermeiro residente do Programa de Residência Multiprofissional em Cuidados Continuados Integrados (PREMUS/CCI) – Área de Concentração: Saúde do Idoso

  • Tuany de Oliveira Pereira, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

    Enfermeira residente do Programa de Residência Multiprofissional em Cuidados Continuados Integrados (PREMUS/CCI) – Área de Concentração: Saúde do Idoso

  • Francielly Anjolin Lescano, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

    Enfermeira residente do Programa de Residência Multiprofissional em Cuidados Continuados Integrados (PREMUS/CCI) – Área de Concentração: Saúde do Idoso

  • Fabiana Martins de Paula, Hospital São Julião Campo Grande (MS)

    Enfermeira do Hospital de Hansenianos São Julião de Campo Grande - MS

  • Edivania Anacleto Pinheiro Simões, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

    Enfermeira preceptora do PREMUS/CCI – UFMS

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Publicado

2020-06-03

Como Citar

CARDOSO DE SOUZA VIEIRA, Alex Sander et al. Troca de saberes sobre prevenção e tratamento da síndrome da imunodeficiência adquirida. Perspectivas Experimentais e Clínicas, Inovações Biomédicas e Educação em Saúde (PECIBES), [S. l.], v. 5, n. 2, p. 28, 2020. Disponível em: https://periodicos.ufms.br/index.php/pecibes/article/view/10260. Acesso em: 18 fev. 2026.