A utilização da hipodermóclise em cuidados paliativos

Autores

  • Francielly Anjolin Lescano Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)
  • Tuany de Oliveira Pereira Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)
  • Kátia Flávia Rocha Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)
  • Michael Wilian da Costa Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)
  • Joelson Henrique Martins de Oliveira Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)
  • Lena Lansttai Bevilaqua Menezes Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)
  • Alex Sander Cardoso de Souza Vieira Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)
  • Fabiana Martins de Paula Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)
  • Robéria Mandu da Silva Siqueira Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)
  • Edivania Anacleto Pinheiro Simões Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

Resumo

Introdução: Os pacientes em cuidados paliativos necessitam de uma terapia que permita o controle da dor crônica e seus sintomas. Esses indivíduos frequentemente sofrem com episódios de êmese, náuseas, pirose e desidratação, consequentemente suas veias são frágeis e finas,  esses aspectos inviabilizam a administração farmacológica e soroterápica tanto por via oral, quanto por via endovenosa,  por conseguinte  é visível a necessidade de uma via alternativa para administração dos medicamentos, sendo ela a hipodermóclise. Objetivo: Relatar a utilização da hipodermóclise em um paciente em cuidados paliativos. Método: Trata-se de um relato de caso, vivenciado pelos residentes do Programa de Residência Multiprofissional, em um hospital de retaguarda de Campo Grande-MS, com aprovação do CEP sob o número 2.049.316.  Resultados: Paciente do sexo masculino, 68 anos, restrito ao leito, emagrecido, anictérico, acianótico, hipocorado 2+/4+, dieta exclusiva por via nasoenteral, hipertenso, com diabetes mellitus tipo 2, ventilação espontânea sem auxílio de oxigênio complementar, em uso de traqueostomia nº8,0 com cuff desinsuflado em macronebulização em ar comprimido 7L/min, em uso de fralda, com lesão por pressão em região sacral estágio 2, admitido na unidade hospitalar de retaguarda com a finalidade para a reabilitação das sequelas ocasionadas pelo Acidente Vascular Encefálico Hemorrágico, entretanto devido à um quadro infeccioso várias terapias utilizadas ao mesmo não obtiveram sucesso, porquanto o nível de consciência encontrava-se em estado neurovegetativo persistente, levando a necessidade de modificar as condutas dos cuidados de reabilitação para cuidados paliativos. Devido aos episódios repetidos de êmese, a albumina ficou abaixo do parâmentro ideal, evoluindo com desidratação, linfedema e flebites sucessivas. Assim, observou-se a necessidade da utilização de métodos menos invasivos, no qual a hipodermóclise tornou-se uma alternativa para promover o controle da dor, recebendo opióide e hidratação com Solução Fisiológica 0,9%, porquanto para proporcionar qualidade de morte. Conclusão: A hipodermóclise é uma alternativa segura e de fácil manipulação e com baixo risco de complicações para a terapia medicamentosa e soroterapia em pacientes paliativos, o enfermeiro deve ser habilitado, conhecer a técnica e a manipulação, por conseguinte, prevenindo complicações, contribuindo para o alívio e conforto dos pacientes, com uma assistência humanizada e de qualidade.

 

Palavras-chave: Cuidados paliativos. Enfermagem. Hipodermóclise.

 

Biografia do Autor

  • Francielly Anjolin Lescano, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

    Residente de enfermagem do Programa Multiprofissional em Cuidados Continuados Integrados- UFMS – Hospital São Julião

  • Tuany de Oliveira Pereira, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

    Residente de enfermagem do Programa Multiprofissional em Cuidados Continuados Integrados- UFMS – Hospital São Julião

  • Kátia Flávia Rocha, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

    Residente de fisioterapia do Programa Multiprofissional em Cuidados Continuados Integrados – UFMS - Hospital São Julião

  • Michael Wilian da Costa, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

    Residente de enfermagem do Programa Multiprofissional em Cuidados Continuados Integrados- UFMS – Hospital São Julião

  • Joelson Henrique Martins de Oliveira, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

    Residente de enfermagem do Programa Multiprofissional em Cuidados Continuados Integrados- UFMS – Hospital São Julião

  • Lena Lansttai Bevilaqua Menezes, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

    Residente do serviço social do Programa Multiprofissional em Cuidados Continuados Integrados - UFMS – Hospital São Julião

  • Alex Sander Cardoso de Souza Vieira, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

    Residente de enfermagem do Programa Multiprofissional em Cuidados Continuados Integrados- UFMS – Hospital São Julião

  • Fabiana Martins de Paula, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

    Enfermeira Preceptora do Programa de Residência Multiprofissional em Cuidados Continuados Integrados – UFMS – Hospital São Julião

  • Robéria Mandu da Silva Siqueira, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

    Enfermeira Preceptora do Programa de Residência Multiprofissional em Cuidados Continuados Integrados – UFMS – Hospital São Julião

  • Edivania Anacleto Pinheiro Simões, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

    Docente e Preceptora na área de Enfermagem no Programa de Residência Multiprofissional em Cuidados Integrados no Hospital São Julião

Downloads

Publicado

2020-06-03

Como Citar

ANJOLIN LESCANO, Francielly et al. A utilização da hipodermóclise em cuidados paliativos. Perspectivas Experimentais e Clínicas, Inovações Biomédicas e Educação em Saúde (PECIBES), [S. l.], v. 5, n. 2, p. 34, 2020. Disponível em: https://periodicos.ufms.br/index.php/pecibes/article/view/10267. Acesso em: 18 fev. 2026.