Resumo: <br> Estudo clínico e epidemiológico de criptococose pulmonar diagnosticada em hospital universitário de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. PECIBES, supl.1, 4, 2015.

  • Horrany Estanislau Santos Faculdade de Medicina - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
  • Rosianne Assis de Sousa Tsujisaki Programa de Pós-graduação em Doenças Infecciosas e Parasitárias, Laboratório de Biologia Molecular e Culturas Celulares, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS
  • Rafael de Souza Pontes Curso de Ciênicas Biológicas, Centro de Ciências Biológicas e das Saúde, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS.
  • Maína de Oliveira Nunes Laboratório de Micologia Médica, Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS.
  • Gláucia Moreira Espíndola Lima Laboratório de Micologia Médica, Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS.
  • Anamaria Mello Miranda Paniago Faculdade de Medicina - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
  • Marilene Rodrigues Chang

Resumo

Doença pulmonar é a segunda apresentação clínica mais frequente da Criptococose que é causada por leveduras do complexo Cryptococcus neoformans e incluem as espécies C. neoformans e C. gattii. A principal rota de aquisição é a inalatória que muitas vezes pode passar desapercebida e/ou confundida com tuberculose e neoplasia. O estudo objetivou descrever aspectos epidemiológicos, clínicos, diagnóstico e tratamento de pacientes com isolamento de Cryptococcus spp. provenientes de amostras respiratórias. Os pacientes foram atendidos em hospital universitário de Campo Grande-MS, no período entre 1999 e 2014. A identificação das leveduras foi feita por meio de técnicas fenotípicas (ágar níger e meio Lcanavanina-glicina-azul de bromotimol) e genotípicas (PCR-RFLP-URA5). Os dados demográficos e clínicos foram obtidos de prontuários médicos e os resultados laboratoriais foram obtidos do sistema informatizado do hospital. No período de estudo, foram diagnosticados 12 pacientes com criptococose pulmonar, com idade variando de 25 a 97 anos, sendo a maioria do sexo masculino (8;66,7%) e provenientes de zona urbana (9;75%). Do total, 66,6% apresentavam queixas pulmonares. As comorbidades mais descritas foram aids (7;58,3%) e diabetes mellitus (5;41,66%). Oito pacientes foram tratados, principalmente com Fluconazol (75%) e cinco evoluíram para óbito. Quanto a espécie, 91,07% (11) eram C. neoformans, VNI e 8,3% (1) C. gattii. VGII, que foi isolado de um paciente imunocompetente. O diagnóstico precoce da criptococose pulmonar se faz importante pois pode prevenir a disseminação da doença para outros sítios, incluindo o sistema nervoso central que está associado a elevada letalidade.

Publicado
2017-08-14