Resumo: <br>Metabolito da dipirona (4-aminoantipirina) é um antagonista da doxorrubicina, cisplatina e ciclofosfamida. PECIBES, supl.1, 11, 2015.

  • Barbara de Toledo Rós Centro de Estudos em Células Tronco, Terapia Celular e Genética Toxicológica, Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, Brasil.
  • Ingridy Ostaciana Maia Freitas da Silveira Programa de Pós-graduação em Química, Instituto de Química, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, Brasil.
  • Henrique Coelho Rodrigues Programa de Pós-graduação em Saúde e Desenvolvimento na Região Centro-Oeste, Faculdade Medicina, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, Brasil
  • Andréia Conceição Milan Brochado Antoniolli-Silva Centro de Estudos em Células Tronco, Terapia Celular e Genética Toxicológica, Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, Brasil.
  • Adilson Beatriz Programa de Pós-graduação em Química, Instituto de Química, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, Brasil.
  • Antônio Carlos Duenhas Monreal Programa de Mestrado em Farmácia, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, Brasil.
  • Fabricio Garmus Sousa Centro de Estudos em Células Tronco, Terapia Celular e Genética Toxicológica, Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, Brasil.
  • Roberto da Silva Gomes Programa de Pós-graduação em Química, Instituto de Química, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, Brasil.
  • Rodrigo Juliano Oliveira Centro de Estudos em Células Tronco, Terapia Celular e Genética Toxicológica, Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, Brasil.

Resumo

Câncer é uma das principais causas de mortes no mundo, o que se deve, em parte, a sua alta complexidade celular e molecular e a inespecificidade dos tratamentos quimioterápicos disponíveis para os seus estágios mais avançados. Estes tratamentos quimioterápicos são frequentemente associados a efeitos colaterais que incluem dores e febre, os quais são geralmente tratados com analgésicos comuns tais como a dipirona. Por sua vez, a dipirona é metabolizada no fígado produzindo vários metabólitos, como a 4-aminoantipirina (4-AA), os quais são capazes de atuar como inibidores de enzimas envolvidas na transdução de sinais de dor e inflamação. Contudo, pouco é conhecido a respeito da possível interação entre a dipirona ou seus metabólitos com os agentes quimioterápicos e do seu possível impacto na quimioterapia. Por este motivo, buscou-se avaliar in vivo os efeitos genotóxicos, mutagênicos, apoptóticos e imunomodulatórios da 4-AAe suas associações com doxorrubicina, cisplatina e ciclofosfamida, os quais são antineoplásicos largamente empregados no tratamento de diversos tipos de cânceres. Isoladamente, a 4-AA não se mostrou capaz de induzir fagocitose esplênica, danos genotóxico e mutagênicos ou causar alterações leucocitárias, apesar de ter aumentado a quantidade de células em apoptose nos rins e fígado. Por outro lado, quando associada aos agentes antineoplásicos testados, a 4-AA foi capaz de diminuir as atividades genotóxicas, mutagênicas e apoptóticas dos mesmos, bem como interferir na fagocitose esplênica e na contagem de leucócitos. Estes resultados sugerem que a 4-AA pode atuar como um antagonista na quimioterapia ao interferir nos mecanismos fundamentais dos quimioterápicos.

Publicado
2017-08-14