Resumo: <br>Qualidade de vida, independência funcional de idosos que foram internados em uma Unidade de Terapia Intensiva. PECIBES, supl. 1, 16, 2015

  • Fiamma de Melo Scariot
  • André Felipe Marques Rojas
  • Daniel Martins Pereira
  • Thays Mello de Ávila

Resumo

O avanço da idade faz com que o organismo do idoso passe por vários processos de mudanças naturais ligadas ao sistema muscular, respiratório, renal e intestinal, tornando-os mais vulneráveis a desenvolver algumas comorbidades durante e após sua internação em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Esse estudo teve como objetivo avaliar a qualidade de vida e funcionalidade em idosos durante a internação hospitalar e após 06 meses de alta. A pesquisa foi realizada com pacientes idosos que foram internados na UTI do Hospital Regional, Campo Grande, MS, Brasil, no período de abril 2014 à abril de 2015. A amostra foi composta por 26 participantes sendo excluídos os óbitos e idade menor que 60 anos. No período da internação hospitalar foi realizada a avaliação das atividades de vida diária (AVD's) com escala de KATZ e o grau de independência com a escala de Medida de Independência Funcional (MIF). Dos 26 pacientes avaliados no período de internação, 7 morreram, 16 sobreviveram, porém 02 estavam internados, 02 moram fora de Campo Grande, MS, 01 recusou e 01 não pode por indisponibilidade da família, restando 10 participantes da amostra para a avaliação após 06 meses da alta hospital. Nesta segunda etapa foram avaliados AVD's com a escala de KATZ, a independência funcional com a escala MIF, a qualidade de vida com o questionário SF36 e a força mscular periférica com um dinamômetro. Os resultados da pesquisa mostraram valor estatisticamente significativo para locomoção avaliado antes e depois pela MIF P=0,0181, a média de permanência na UTI foi de 6,0±2,9 dias, ficando internados no hospital uma média de 17,1±7,8 dias, suas principais causas foram IRPA 40% e P.O 40% vindos 80% do PAM 20% do centro cirúrgico, no SF36 o melhor valor foi de 73% para a saúde mental e seu pior resultado foi para os aspectos físicos o que podemos comparar com os resultados da escala de KATZ e MIF que mostraram diferença de valores relacionando o antes e depois da internação na KATZ teve uma média de 5,4±1,9 antes e 4,7±2,5 depois se tornando dependentes de alguém em algum momento a força de preensão mostrou um valor 26,3±10,8 Kg. Ao final da pesquisa podemos concluir que todos que sobreviveram após os 6 meses de alta não recuperaram totalmente suas habilidades, levando-os a depender de algum familiar/responsável para sobreviver, limitando assim a funcionalidade e qualidade de vida, possuindo como principal alteração a função motora.
Publicado
2017-09-19