Resumo: <br>A fração diclometano de Moquiniastrum polymorphum potencializa a atividade citotóxica de diferentes agentes antitumorais em linhagem de câncer de mama MCF-7. PECIBES, supl.1, 19, 2015

  • Gabriela Sabine Lamberti Escobar
  • Natan de David
  • Rodrigo Juliano Oliveira
  • Regiane Lauriano Batista Strapasson
  • Cândida Aparecida Leite Kassuya
  • Maria Élida Alves Stefanello
  • Maria de Fátima de Cepa Matos
  • Andreia Conceição Milan Brochado Antoniolli-Silvac
  • Renata Matuo

Resumo

Moquiniastrum polymorphum, popularmente conhecido como Cambará, apresenta diversos componentes com propriedades biológicas, tais como lactonas sesquiterpênicas (LS), driterpenos, triterpenos, flavonóides e cumarinas. Este trabalho avaliou a atividade citotóxica da fração diclorometano (DCM) de M. polymorphum em adenocarcinoma de mama humano (MCF-7), combinado ou não com diferentes agentes antitumorais. Foi utilizado o ensaio de viabilidade celular MTT e a partir destes dados utilizou-se o software CompuSyn para estimar os índices de combinação entre os antitumorais e o DCM. O DCM mostrou-se citotóxico nesta linhagem celular. Nos estudos de combinação de drogas, as associações do DCM com o irinotecano, paclitaxel, 5-fluorouracil e cisplatina apresentaram comportamento antagonista, o que sugere que o DCM pode apresentar mecanismo de ação semelhante a estes agentes. Entretanto, as combinações do DCM com a doxorrubicina e o tamoxifeno apresentaram aditivismo. O tamoxifeno atua em receptores de estrógeno induzindo morte celular, enquanto que a doxorrubicina é inibidor de topoisomerase II e também intercalante de DNA. A caracterização da fração DCM demonstrou grande quantidade de LS. Estudos de combinação de agentes antitumorais permitem o conhecimento dos perfis dos mesmos, bem como suas interações e seus mecanismos de ação.
Publicado
2017-09-19