Resumo: <br> Tensoativo do Líquido da Casca da Castanha do Caju: eficiente larvicida natural, contra o Aedes aegypti, de uso seguro. PECIBES, supl.1, 24, 2015

  • Juliana Miron Vani
  • Sara Alves Auharek
  • Andrea Luiza Cunha Laura
  • Gabriel Tiago Galdino
  • Antônio Carlos Duenhas Monreal
  • Dênis Pires de Lima
  • Adilson Beatriz
  • Rodrigo Juliano Oliveira

Resumo

O líquido da casca da castanha do caju possui importantes propriedades biológicas e terapêuticas e dentre elas cita-se a sua toxicidade às larvas do mosquito Aedes aegypti, que é o transmissor da dengue, uma importante questão de saúde pública. Frente ao exposto o presente estudo avaliou os efeitos de um tensoativo do Líquido da Casca da Castanha do Caju (TaLCC) na mortalidade de larvas do mosquito A. aegypti, no desempenho reprodutivo, no desenvolvimento embriofetal e na estabilidade genética em camundongos Swiss. Foram utilizadas 400 larvas de A. aegypti (terceiro estágio larval) submetidas ao TaLCC nas concentração de 0,05mg/L, 0,5mg/L, 5mg/L. Também foram utilizados 20 camundongos fêmeas prenhes tratadas com o TaLCC nas doses de 5mg/kg e 50mg/kg de peso corpóreo (p.c.), via oral (v.o.), no período gestacional, e mais 10 animais tratadas com água potável (veículo do TaLCC) na proporção de 0,1ml/10g (p.c., v.o.). Os resultados do ensaio larvicida demonstraram que a concentração de 0,5mg/mL é capaz de matar 85% das larvas em até 72h. Já a concentração de 5mg/L mata 100% das larvas em até 3h e esse resultado é semelhante ao padrão-ouro indicado para uso pelo Ministério da Saúde (MS) (Temefós). Destaca-se ainda que todos os produtos utilizados no combate à Dengue, presentes no mercado e indicados para uso pelo MS (Temefós e Difluobenzuron), até o momento são mutagênicos e possíveis teratogênicos para mamíferos e para o homem. Diante desses fatos o presente estudo mostra de forma pioneira um eficiente larvicida natural com alta eficiência e seguro para uso visto que o TaLCC não se mostrou mutagênico e nem teratogênico nos ensaios pré-clínicos. A análise estatística demonstrou que o TaLCC não altera o número de implantes, o número de fetos vivos, o número de fetos mortos, a viabilidade fetal, a taxa de perdas pós-implantação, a taxa de reabsorção, o peso placentário e a razão sexual. No entanto, causou aumento do número de reabsorção, redução do peso fetal e do índice placentário quando os animais foram tratados com a dose 10x maior que a dose larvicida. Esses dados não sugerem toxicidade. Frente ao exposto considera-se que o TaLCC é um importante larvicida natural que não causa danos ao DNA e nem ao desempenho reprodutivo e ao desenvolvimento embriofetal fatos que sugerem o seu uso com segurança.
Publicado
2017-09-19