Obtenção de medicamentos por idosos participantes de centros de convivência

  • Letícia Ribeiro Moreira 1 Acadêmico do Curso de Farmácia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). E-mail: mribeirolee@gmail.com 2 Acadêmico do Curso de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) 3 Professor Adjunto – Instituto Integrado de Saúde – INISA/UFMS
  • Isadora Padilha Ribolis
  • Amanda Naomi Teruya
  • Omar Dias Lacerda
  • Ana Isabel do Nascimento
  • Iago de Jesus Marques
  • Thales Cabral Benini Felisberto
  • Maria Elizabeth Araújo Ajalla
  • Cláudia Du Bocage Santos Pinto

Resumo

Introdução: Dados do último censo brasileiro mostram que o grupo etário com 60 anos ou mais representa 10,8% da população, sendo uma faixa em crescimento. A consequência direta do envelhecimento da população é um aumento da prevalência de doenças crônicas e, por consequência, uma maior demanda por serviços de saúde e medicamentos. A falta de acesso ao medicamento, e aí incluída a obtenção como um de seus componentes, é descrita entre as causas mais frequentes de falhas no tratamento e consequente necessidade de nova busca por serviços de saúde. Objetivo: Identificar o perfil e aspectos relacionados a obtenção de medicamentos por idosos que frequentam centros de convivência de idosos (CCI) em Campo Grande, MS. Método: Trata-se de um estudo transversal, realizado em CCI, de Campo Grande, MS. A coleta de dados foi realizada através de entrevistas, utilizando-se como instrumento questionário elaborado e aplicado pelos pesquisadores. O estudo foi aprovado pelo CEP, sob o parecer n° 2.164.944. Resultado: Foram entrevistados 92 idosos, 76,0% do sexo feminino, com idade média de 71 anos. A renda familiar predominante foi entre meio e um salário mínimo (55,4%). A doença mais frequentemente relatada foi a hipertensão arterial (67,4%). Em relação ao número de medicamentos prescritos (392) obteve-se média por paciente de 4,5 medicamentos. A maioria das prescrições foram realizadas no SUS (54,3%) e a Unidade Básica de Saúde foi o local mais apontado como fonte de obtenção dos medicamentos (55,4%). Dos entrevistados 52,2% relataram a necessidade de, em algum momento, comprar o medicamento no último ano, pois o mesmo não estava disponível no SUS. Conclusão: O sistema público eficiente é imprescindível ao bem-estar da população idosa. Doenças mais prevalentes como a hipertensão demandam medicamentos de uso contínuo que integram a lista de medicamentos essenciais, cuja expectativa é a disponibilidade constante. Os resultados apontam para idosos de baixa renda, cuja dependência do SUS é evidente. O elevado número de medicamentos utilizados torna a situação do desabastecimento mais grave e implica, para muitos, a necessidade de compra, ou a não utilização dos mesmos, contribuindo assim para diminuição da qualidade de vida dessa população, com comprometimento de renda e saúde.

 

Palavras-chave: Serviços de Saúde para Idosos; Acesso a medicamentos; Assistência Farmacêutica.

Apoio Financeiro: UFMS

Biografia do Autor

Letícia Ribeiro Moreira, 1 Acadêmico do Curso de Farmácia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). E-mail: mribeirolee@gmail.com 2 Acadêmico do Curso de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) 3 Professor Adjunto – Instituto Integrado de Saúde – INISA/UFMS