Intervenção Multiprofissional em Paciente com Diagnóstico de Gastrosquise na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal

  • Cássia Maria Machado
  • Ana Carolina Marchewicz Rocha
  • Bruna Lisiê Costa de Oliveira
  • Viviane Teixeira dos Santos
  • Danizele do Espírito Santo da Silva
  • Francyelle de Mello Pereira

Resumo

Introdução: A gastrosquise é uma malformação congênita definida por um defeito de fechamento da parede abdominal, com a exteriorização de vísceras abdominais, principalmente intestino, estômago, bexiga e fígado, na região paraumbilical. Sua etiologia é desconhecida, porém, a hipótese mais aceita para explicar esse defeito seria a ocorrência de isquemia da parede abdominal durante desenvolvimento intrauterino. Conforme o grau de comprometimentos das vísceras exteriorizadas, pode ser classificada em grau I, II, III e IV, sendo avaliada a presença de edema, aderência em alça, presença de fibrina e sofrimento vascular. Descrição do Caso/Experiência: Recém  nascido a termo de parto cesárea, adequado para idade gestacional, com apgar no 1º minuto de 7 e no 5º minuto de 8. Teve o diagnóstico de gastrosquise no 5º mês de gestação conforme detectado em exame de ultrassonografia. Procedeu com correção cirúrgica, sem necessidade de uso de Silo, imediatamente após parto. Transferido para Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal, com intubação orotraqueal, em uso de antibioticoterapia, droga vasoativa, sedoanalgesia e sonda orogástrica aberta para drenagem. Paciente esteve em acompanhamento pela equipe do setor e multiprofissional, mantendo os cuidados com a ferida operatória e dispositivos invasivos, evoluindo com extubação, desmame de O2 e introdução de leite  materno via sonda orogástrica com boa aceitação e tolerância. Durante a sua permanência no setor teve monitorada sua  terapêutica  e exames bioquímicos, hematológicos  e microbiológicos a fim de minimizar os riscos de reações adversas e efeitos colaterais relacionadas a medicamentos, bem como a eficácia do tratamento. Discussão: Essa malformação apresenta baixas taxas de morbidade e mortalidade, porém, tem se mostrado mais frequente, com estimativa de 1:2.000 – 3.000 por bebê nascido vivo. Os principais fatores de risco são a idade materna, tabagismo, uso de drogas ilícitas, medicamentos vasoativos e fatores genéticos. O tratamento deve ser feito o mais precocemente possível após o parto. As principais técnicas utilizadas atualmente são o fechamento primário da malformação, ou a redução gradual, por meio de um Silo customizado ou pré – formado.

Palavras-chave: malformação, recém – nascido, equipe multiprofissional.